domingo, 4 de novembro de 2012

Drops sortidos de domingo


Disposições Extrajudiciais
O que normalmente é chamado de assassinato é hoje denominado pelos (ir)responsáveis nos Estados Unidos como “Disposições Extrajudiciais”.
Mas foi nos tempos de Luís XIV que mais proliferaram coisas como estas “Disposições Extrajudiciais”. Refiro-me às célebres Lettres de Cachet, tão a gosto das monarquias absolutistas, que serviam para mandar para a Bastilha qualquer adversário ou inimigo do regime, sem que aos indigitados sequer se desse conhecimento do porquê de suas prisões, quanto mais do direito de defesa.
Será Obama Luis XVII?



Foto do quadro na galeria
O fato de ter vendido meu quadro na Rezende, deixou-me feliz... Aliás. extremamente feliz.
Apesar de ter comercializado cerca 10 desenhos a crayon e pastel na Galeria 343 (Shopping da Gávea) nos anos 1990, e uma pintura (acrílica s/ tela) em Leilão realizado no Instituto dos Arquitetos do Brasil; além de tambem ter vendido muitos quadros em Portugal (1) quando lá morei, considero esta venda um marco, porque pela primeira vez encaro a pintura como de fato uma opção profissional.
Tanto que logo no início desta semana estarei levando um outro quadro para substutuí-lo...


O tubarão e o surfista
Outra coisa que me deixou feliz foi ter reencontrado um amigo de juventude, o Valter; que para alem de vizinho era colega de colégio e parceiro de farras, subentendo-se "farra" como algumas idas ao cinema ou à praia, uns chopinhos na Voluntários (2) e paqueras na missa (3) das seis da tarde, aos domingos.
A última vez que o havia visto fora em 1971... Caramba, fazia tempo! Mas o fato é que perdemos totalmente o contato. Ele seguiu a vida dele e eu a minha. Às vezes tinha algum tipo de notícia pelo porteiro do prédio em que meu pai morava; e eu morei por muitos anos, bem como o Valter.

Mas um belo dia, o porteiro se aposentou e bay-bay! Nunca mais soube dele. Viemos a nos reencontrar no –e pelo– FaceBook.

A incrível e impressionante foto acima: “o tubarão e o surfista” (de Kurt Jones) compartilhei de um Album do Valter no FB.


Prato nacional estadunidense


E terça é dia de eleições nos EUA. A coisa tá difícil, quase empatada. Aliás, tão difícil quanto saber qual é o pior... Na minha modesta opinião, o pior é sempre o candidato republicano (a “ala” direita do Partido Único da Burguesia). O fato é que Mr. Obama tratou de fazer um dos piores e mais hipócritas governos de todos os tempos.

Entretanto não precisamos expectativa alguma quanto a resultados, seja ele qual for, porque ali tudo acaba em hambúrguer mesmo!



1. Em Portugal, entre muitos que lá deixei, ficou um quadro (acrílica s/ tela 100x100 cm) no acervo da “Cooperativa da Árvore”, importante museu da cidade do Porto, para alem de um outro em Ciudad Rodrigo, Provincia de Salamanca, Castilla y León, Espanha.


2. Havia (e existe até hoje) um bar na esquina da Real Grandeza com Voluntários da Pátria em Botafogo onde costumávamos tomar uns chopes.


3. Numa época em que eu era obrigado a ir à igreja todas as semanas...

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Riscos e parcerias militares com o Pentágono


Anna Malm (correspondente de Pátria Latina na Europa).
Publicado na Tribuna na Internet na quarta-feira, 31 de outubro de 2012.

”Tem sido dito que Obama seria o menor de dois males a serem escolhidos na eleição presidencial dos EUA mas para tirar quaisquer ilusões a respeito, Bill Van Auken apresentou convincentemente em seu estudo muitos pontos importantes, dos quais aqui apresentamos alguns que são centrais ao nosso ponto de vista.
Van Auken ressaltou que assassinatos são orquestrados pela administração de Obama e isso diretamente da Casa Branca, e que o que denominam por Matriz Disposicional é um termo astuciosamente apresentado pelos conselheiros de Obama. Este termo serviria então para descrever o sistema de codificação das torrentes de informação a serem tratadas de forma dinâmica por sistemas computacionais especializados para poderem por sua vez resultar em ordens de assassinatos extrajudiciais dadas pelo presidente. Podemos acrescentar que é difícil de acreditar mas que, ao que tudo indica, pura verdade.
Ressaltamos aqui que há um macabro jogo de palavras em ação. O que normalmente chamamos de assassinato é denominado pelos envolvidos nos Estados Unidos como por ex. “disposições extrajudiciais”.
Van Auken ressalta nesse contexto que a mídia institucional também se especializa em apresentar a realidade sangrenta das guerras dos Estados Unidos de forma que essas sejam percebidas de forma extremamente diluida e difusa. As reportagens da mídia institucional referem-se, por ex. a aeronaves de controle remoto embatendo em conjuntos de construções quase que anônimos, e outras afirmações do gênero.

E A REALIDADE?
Este tipo de linguagem serve o propósito de esconder a realidade das guerras conduzidas pelos Estados Unidos, que só no Paquistão transformou em pedaços não identificáveis muitos mil de civís inocentes, entre homens, mulheres e crianças. Comunidades inteiras vivem então lá em estado de terror. Um número incontado de civis inocentes tambem foram mortos, ou para ser mais precisa, incinerados em Yemem e Somália da mesma forma através do tipo das bombas lançadas. Isso também é assim, e isso sem sombras de dúvidas, em muitos outros países que se encontram abaixo da mira dos EUA.
No estudo que aqui apresentamos também se chamou a atenção para os que implementam as decisões extrajudiciais mencionadas acima. Teríamos então uma combinação de paramilitares da CIA e comandos militares do Pentágono, que teriam suas operações fora do regime de comando normal, como encarregados dessas ações.
Tem-se que se admitir não só baseando-se no que foi apresentado no estudo aqui apresentado, mas tambem como em muitos outros estudos de peso, que o que está se instalando nos Estados Unidos de hoje é um estado ditatorial sustentado pela força das armas. Tendo-se em conta a atuação global dos Estados Unidos, toda a cautela será pouca.
Infelizmente o aspecto a ser discutido abaixo tem que ser colocado em relação ao todo acima apresentado.

NA AMÉRICA LATINA
Andrei Akulov em um estudo publicado recentemente ressalta que o ministro da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, apresentou um novo conceito americano de defesa para o nosso hemisfério a ser, em princípio, implementado nos próximos dez anos.
A declaração da política americana de defesa para o nosso hemisfério (de 10 de outubro de 2012, a chamada “the Western Hemisphere Defense Policy Statement”) mostra em detalhe como o guia de defesa estratégica (de janeiro de 2012, o chamado “the Defense Strategic Guidance”) deverá formar a relação do Ministério de Defesa dos EUA com a região da América Latina, e ao que compreendi, também com os Caribenhos.
Na oportunidade o ministro da Defesa, Leon Panetta, tinha então ressaltado a oportunidade histórica de renovar e consolidar parcerias na região. A declaração oficial, de onze páginas, descreve os objetivos principais da mesma como:
a) promover na região instituições de defesa nacional efetivas.
b) desenvolver a integração e a interoperacionalidade entre as mesmas para que possam agir contra ameaças compartilhadas.
c) tendo o apresentado sido obtido, desenvolver instituições de defesa integrada, assim como mecanismos para politicamente poder estabelecer concensus quanto a direção a ser tomada.
Esta seria então uma declarada intenção de renovar laços militares com a América Latina, depois de dez anos de afastamento relativo dado as guerras no Iraque e no Afeganistão.
Tendo mencionado assistência humanitária e socorro em situação de desastre, assim como ressaltado as ações coletivas já assumidas pela nossa região junto a ONU o ministro relevou que o interesse americano é o de trabalhar com os países que desejem ajuda americana para desenvolver suas capacidades de defesa e segurança, sendo que querem trabalhar em conjunto e não contra a vontade de ninguém.
Como dito, a declaração é longa sendo de onze páginas e também é assim que conhecemos a nossa história de perto. A apresentação até pode ter sido simpática mas há que ressaltar-se os riscos e as conhecidas artimanhas dos envolvidos na implementação. Para começar há o aspecto das conhecidas interferências com as manipulações informativas da mídia. Há também a USAID e sua dúbia reputação em destabilizações de regimes legítimos, em um bom número de países na América Latina e Caribenhos.
Sem que se queira ofender ninguem que tenha vindo ou ainda queira vir com propostas honestas há que se ressaltar que o tempo passou e que as coisas mudaram. O Brasil de hoje, por ex. já não é o mesmo de 1964.
Há agora organizações coletivas no nosso continente e Akulov ressalta entre elas a União das Nações Sul Americanas, formada em 2008, que é uma organização de doze países para defesa conjunta, desenvolvimento econômico e projetos de infraestrutura.
Há a Mercosul dentro de um sistema de mercado e alfândega comum há já 21 anos.
Há a ALBA de 2004 que organiza esforços conjuntos no continente nas áreas de saúde, educação, comunicação assim como na do sistema bancário, comercial e econômico.
A nossa CELAC –Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos mostra-se como alternativa a OEA –Organização dos Estados Americanos. A CELAC tem uma população de 600 milhões de habitantes, a ser comparada por ex. com a população do Brasil de aproximadamente 194 milhões de habitantes, ou com a população dos Estados Unidos de aproximadamente 313 milhões de habitantes.
Seiscentos milhões de habitantes da CELAC significa muito em termos de potencial humano e econômico e Akulov ressalta que sendo o produto nacional bruto –BNP da CELAC de $6 triliões a CELAC é uma força de muito peso na arena internacional.”


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Papo de Cachimbeiro



A linha completa dos novos tabacos Wilder

Por longo tempo a Wilder Finamore ficou com os seus tabacos tradicionais. E até chegou a retirar de linha alguns dos seus conhecidos produtos.
  
Agora, a fabricante de fumos para cachimbo de Juiz de Fora (MG) lançou uma linha completa batizada de Wilder. São cinco as variedades, desde o neutro até os outros, aromatizados. Procurei mais informações na web, mas só as obtive nos pacotes dos mesmos, que diz: Tabacos Cisne Branco Finamore Ltda., o que não explica muita coisa; embora tenha sido lançado, coincidentemente na mesma “grife”, um fumo chamado Cisneiros, que reproduzo aqui em foto caseira.
  
Porem Cisne Branco (1) era um dos ‘tais’ tabacos produzidos pela Wilder Finamore que saiu de circulação já fazem alguns anos. Isto porque, como já referi anteriormente, a empresa andou jogando para escanteio muitos de seus produtos, mantendo, no entanto, o Irlandês, a qualidade mais vendida dentre as manufaturadas por ela.

O tambem novo Cisneiros.
Inspirado no Cisne Branco?

A esta altura já nem sei mais se a fábrica continua a chamar-se Wilder Finamore, ou se mudou para Cisne Branco Finamore, conforme impresso nos novos produtos. Ou se é apenas um “braço” da mesma. O fato é que, para alem da total desinformação, nas novas embalagens do Irlandês, consta apenas Finamore... Mas não no corpo do pacote, e sim –discretamente– em um selo adesivo que tem a finalidade de vedá-los após aberto.
  
O resumo da ópera é que tanto os fumos Wilder como o Cisneiros, são de boa qualidade.


1. Será o nome da nova empresa uma homenagem póstuma à marca que fez tanto sucesso no passado?