domingo, 9 de junho de 2013

Drops de domingo




Lembro tanto de Scarlet Moon de Chevalier (foto), no que provavelmente foi o primeiro talk-show da televisão brasileira, ainda no início dos anos 1970... Seu jeito irreverente, as longas pernas a balançar intensamente, seu ar blasé, um charme inesquecível naquela beleza exótica e pouco comum.
Personagem famosa nas noites do Rio dos últimos 40 anos, a jornalista e escritora morreu na madrugada da última  4ª feira, dia cinco, aos 62 anos, na sua residência, aqui no Rio. Há cerca de dez anos sofria da Síndrome de Shy-Drager, uma doença degenerativa que ataca o sistema nervoso, de tratamento difícil e cura improvável.
Lamentável... Mas, o que fazer? É o curso das coisas! Deixou saudades...



A auditoria das últimas eleições presidenciais da Venezuela, realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), foi encerrada nesta 6ª feira, informou a imprensa oficial.
"O processo de verificação foi encerrado com um resultado equivalente a "erro zero", com uma coincidência de até 99,98% dos comprovantes revisados", afirmou a estatal Agência Venezuelana de Notícias "AVN". "Este dado indica que a soma dos comprovantes de voto contrastados com as atas de apuração coincidiram em 99,98%", completou a fonte.

O processo de revisão das eleições foi iniciado no último dia seis de maio em três ciclos de dez dias cada um, sendo que o último foi finalizado nesta 6ª feira. Amanhã, as autoridades do CNE deverão apresentar um relatório para explicar os resultados.

A auditoria foi solicitada pelo ex candidato  da oposição à presidência, Henrique Capriles, que não aceitou o resultado eleitoral que deu como ganhador o governista Nicolás Maduro por uma pequena vantagem de 1,49% (225 mil votos).





Li a notícia de que o Brasil irá financiar a melhoria do ensino superior na África. Tudo bem, uma causa nobre, mas... E aqui, cuméqui fica? Recentemente havia lido tambem que apenas três universidades brasileiras constavam entre a 10 melhores da América (Latina). A USP em segundo, a UFRJ em oitavo e a UFMG em décimo.
Acho que, pelo menos de vez em quando, poderíamos olhar para o próprio umbigo!




A Casa Branca reconheceu nesta 5ª feira que monitorou milhões de clientes de telefonia fixa e móvel da operadora Verizon, a segunda maior do país. O governo justifica a ação dizendo que é "uma ferramenta muito importante para proteger o país de ameaças terroristas".
O reconhecimento acontece horas após o jornal britânico "Guardian" informar que a justiça estadunidense emitiu uma ordem confidencial, a pedido da Agência Nacional de Segurança, pedindo que as ligações de milhares de usuários da Verizon fossem monitoradas.
A revelação deverá ser motivo para novas críticas ao presidente Barack Obama, que em maio reconheceu que grampeou telefones da agência de notícias Associated Press.



Os jornais e telejornais (matutinos) de 6ª feira (07/06) descreveram, com imagens fortes, as cenas ocorridas na véspera em São Paulo, onde manifestações contrárias ao aumento dos preços das passagens de ônibus e metrô causaram grandes congestionamentos na cidade.
“Caos, fogo e depredação”, destaca o Estado de S.Paulo. “Confronto e vandalismo”, registra a Folha. O Globo informou que, além da capital paulista, também houve protestos no Rio, em Natal e em Goiânia pelo mesmo motivo, organizados pelo Movimento Passe Livre.
Como sempre, há divergências quanto ao número de participantes: os porta-vozes do movimento contaram 3.000 pessoas, a Polícia Militar calculou a multidão em 2.000 e a Guarda Civil Metropolitana acredita que a aglomeração não passou de mil. As imagens exibidas pela televisão mostravam que, na Avenida Paulista, o grupo era signativamente numeroso.
No dia seguinte, os manifestantes ocuparam a pista local na marginal Pinheiros, em São Paulo (sentido rodovia Castello Branco), após bloquearem as duas faixas da avenida Faria Lima e tambem voltaram à Paulista. A Força Tática jogou bombas nos manifestantes, que até então faziam um protesto pacífico e sem incidentes. Uma fotógrafa foi ferida na cabeça por estilhaços dessas bombas.
É... O povo revoltou-se!!!


sábado, 8 de junho de 2013

Lançamento no Rio de Janeiro




Será no dia 15 de julho às 16 horas o lançamento do livro de Rita Olivieri Godet (capa acima) aqui no Rio de janeiro, na Casa de Ruy Barbosa, rua São Clemente, 134, próximo à Estação Botafogo do metrô. Na mesa, haverá uma participação especial de Antônio Torres.

Rita, que conheci na Bahia em 1982, encontra-se há muitos anos na França, onde é professora titular de literatura brasileira da Université Rennes 2 alem de membro do Institut Universitaire de France; e lança este livro, que aborda, em momento apropriado (1), a literatura, a autonomia dos povos ameríndios e a construção de uma cidadania nos estados nacionais, particularmente no Brasil, Argentina e Canadá.
Como dizem em Portugal: um evento a não perder!

1. A crise com os índios da tribo Terena em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, que gerou entre outras coisas a renúncia da presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo na semana passada.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

“O Perú Molhado” mostra o cheiro que Cabral quer deixar em Búzios


A população de Búzios está revoltada com a possibilidade do balneário se transformar numa latrina gigante por conta do projeto de lei aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa em regime de urgência, que libera R$ 11,5 milhões para a transposição dos efluentes das estações de tratamento de esgoto de Araruama, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande para o Rio Una, que desagua na Praia Rasa, em Búzios. O Governo do Estado, além de não resolver o problema de saneamento da Lagoa de Araruama, que recebe a maior parte do esgoto da Região dos Lagos e por isso vem morrendo ao longo dos anos, quer agora desviar para Búzios todo esse esgoto.
O projeto aprovado às pressas (?), sem ouvir a população do Município, vai à sanção de Cabral que poderá dar o golpe fatal num dos locais mais bonitos e famosos do Estado. A única audiência pública realizada para discussão do projeto foi feita após sua aprovação. “É destruir três praias e recuperar meia. Esse projeto de lei vai realmente destruir parte de Búzios”, define a presidente da ONG Ativa Búzios, Monica Werkhauser. Ela conta que a população está se mobilizando para sensibilizar os parlamentares a votarem contra o projeto. “Queremos evitar que Búzios vire o pinico da Região dos Lagos”, diz ela. Uma petição pública foi feita e um protesto está marcado na cidade para o próximo dia 5 – Dia Internacional do Meio Ambiente.
Os recursos para a obra serão administrados pela Prolagos - concessionária responsável pelo serviço de saneamento e abastecimento de água da Região dos Lagos – na execução da obra. A concessionária explica em seu site que quando chove muito e por um período prolongado, as comportas são abertas evitando inundações. O sistema de abertura das comportas é automatizado e abre quando a água represada atinge um nível préestabelecido. Quando isso acontece, o esgoto também vaza para o meio ambiente. A Prolagos afirma que quando isso ocorre, os detritos já estão suficientemente diluídos pela água da chuva, sem prejuízo para a natureza.
“Mais absurdo é dizer que este despejo não faria nenhum mal ao meio ambiente, pois já estaria diluído. Como se a água pudesse diluir microorganismos muito nocivos à saúde humana”, afirma o biólogo e morador de Búzios, Carlos Simas. Segundo ele, o modelo de tratamento utilizado pela Prolagos é totalmente ineficiente e será um verdadeiro desastre para o Município.

domingo, 2 de junho de 2013

Pensatas... Pobre México tão longe de deus, e tão perto dos EUA!


Continuando... Ou entrando no outro lado das invasões estadunidenses. Desta feita no México!

A Guerra Mexicano-Americana (1846 e 1848) foi o primeiro grande conflito impulsionado pela idéia do “Destino Manifesto” (1), e teve enormes consequências para o futuro das nações envolvidas. Como resultado, Estados Unidos ampliaram o seu território em mais de um quarto, enquanto México perdeu aproximadamente metade do seu. Na época, a guerrac hegou a ser objeto de grande controvérsia moral dentro dos Estados Unidos.
Ela teve duas causas básicas. Primeiro, o desejo dos EUA em se expandir em todo o continente norte-americano em direção ao Oceano Pacífico causou conflito com todos os seus vizinhos: dos britânicos no Canadá e Oregon aos mexicanos no sudoeste e, é claro, com os americanos nativos, estes praticamente aniquilados em todo o país...
Desde a aquisição, feita por Jefferson do território da Louisiana em 1803, os estadunidenses migraram para o oeste, em números cada vez maiores, muitas vezes em terras que ainda não pertenciam aos Estados Unidos. Desde o momento em que o chamado “Destino Manifesto” criou raízes, a ideia de que os EUA detinham um direito “divino” para ocupar e “civilizar” todo o continente ganhou força cada vez maior entre os colonos, que se estabelecerem em terras a oeste. O fato de, na maioria dessas áreas, já estarem ocupads era geralmente ignorada, com a desculpa que os descendentes dos colonizadores ingleses, com seus ideais e a “ética cristã” protestante, faria um trabalho melhor do que os nativos americanos ou os mexicanos católicos. Em 1835 e 1845, os Estados Unidos tentaram comprar a Califórnia do México, por US$ 5 milhões e US$ 25 milhões, respectivamente. O governo mexicano recusou.
Um outro conflito marcante foi a da Independência do Texas, que inicialmente se constituiu num república e a sua posterior anexação aos Estados Unidos. O México não reconheceu a anexação e reivindicou a região, alegando que o Texas era um Estado mexicano rebelde. Mas apesar da forte pressão da opinião pública do México para a guerra, de início não houve resistência armada. A guerra só começaria com a tentativa dos Estados Unidos de expandir as fronteiras do território anexado para além dos limites do antigo Departamento de Tejas mexicano.
Mas a Guerra Mexicano-Americana foi um grande conflito convencional travado por exércitos tradicionais utilizando táticas estabelecidas em estilo europeu. Como as forças ianques penetraram no coração do México, algumas das forças de defesa recorreram a táticas de guerrilha para perseguir os invasores, mas estas forças irregulares não conseguiram influenciar o resultado da guerra.
Após o início das hostilidades, os militares dos EUA embarcaram em uma estratégia destinada a tomar o controle do norte do México. Dois exércitos se moveram para o sul do Texas, enquanto uma terceira força sob o comando do coronel Stephen Kearny viajou para o oeste do Novo México e posteriormente para a Califórnia. Em uma série de batalhas o exército do general Zachary Taylor derrotou as forças do México e começou a mover-se para o sul após inúmeras vitórias Em julho e agosto de 1846, a Marinha dos Estados Unidos tomaram Monterey e Los Angeles, na Califórnia. Em setembro de 1846, o exército de Taylor lutou contra as forças do general Ampudia para o controle da cidade mexicana de Monterey em uma batalha de três dias sangrentos. Após a captura da cidade pelos estadunidenses, seguiu-se uma trégua temporária que permitiu os dois exércitos a se recuperar da desgastante batalha de Monterey. Durante este tempo, o ex-presidente Samta Anna voltou para o México do exílio e criou um novo exército de mais de 20.000 homens para se opor aos invasores. Apesar das perdas de grandes extensões de terra, e a derrota em várias batalhas, o governo mexicano recusou-se a fazer a paz. Tornou-se evidente que apenas uma vitória completa no campo de batalha proporcionaria o fim da guerra.
Em nove de março de 1847, o general Scott desembarcou com um exército de 12.000 homens nas praias de Veracruz. A partir deste ponto, de março a agosto, Scott e Santa Anna lutaram uma série de sangrentas e duras batalhas do interior em direção a costa. As batalhas mais importantes desta campanha incluem as batalhas de18 de abril, 20 de agosto, oito e 13 de setembro. Finalmente, em 14 de setembro, o exército destadunidense entrou na Cidade do México. A população da cidade ofereceu alguma resistência para os ocupantes, mas até meados de outubro, os distúrbios tinha sido debelados e o Exército dos EUA desfrutou controle total. Após a ocupação da cidade, Santa Anna renunciou à presidência, mas manteve o comando do seu exército. Ele tentou continuar as operações militares contra os EUA, mas suas tropas, derrotadas e desanimadas, se recusaram a lutar. Seu governo logo pediu a sua demissão. Operações de guerrilha contra as linhas levaram Scott de volta a Veracruz.
Em 02 de fevereiro de 1848, foi assinado o Tratado de Guadalupe Hidalgo, depois de ser ratificado pelos congressos dos dois países. O tratado previa a anexação de partes do norte do México aos Estados Unidos. A guerra custou aos Estados Unidos mais de US$ 100 milhões, e matou 13.780 militares dos EUA, que derrotou o seu vizinho.
Ao final da guerra, o México foi obrigado a ceder grandes regiões do norte do país para os Estados Unidos. Estas regiões compreendem as áreas totais dos atuais Estados da Califórnia, Nevada, Texas, Utah, Novo México, Arizona, Colorado e Wyoming. As relações entre os Estados Unidos e o México permaneceram tensas durante muitas décadas, com vários confrontros militares na fronteira. O general Zachary "Old Rough and Ready" Taylor usou sua fama como um “herói de guerra” para ganhar as eleições presidenciais em 1848.
A Guerra entre México e Estados Unidos foi tambem um dos fatores que precipitaram a Guerra Civil nos EUA. A constituição mexicana não admitia escravidão. Portanto, os novos territórios incorporados aos Estados Unidos eram estados livres. Isso perturbou o frágil equilíbrio de poder existente no congresso entre os estados escravagistas e os livres, e foi um dos fatores determinantes que impulsionaram o sul dos EUA para a sua frustrada busca da independência.

1. A crença de que os Estados Unidos tinham um direito dado por deus: o destino de expandir as fronteiras do país de "costa a costa".