terça-feira, 13 de março de 2012

Como os holandeses venceram a ditadura do automóvel

Uma matéria publicada em “Outras Palavras” me propiciou acessar este documentário sobre a vitória de um pensamento contra a ditadura do automóvel na Holanda. Por isso posto aqui o filme.
Caso não acesse os letreiros de imediato, clique em CC...

domingo, 11 de março de 2012

Pensatas de domingo e o Código de Hamurabi


Quando Ismael, filho da escrava egípcia Agar com Abraão foi expulso do seu convívio, ele seguiu o seu caminho e fundou uma nova tribo. Daí originou-se o povo árabe. Mas, proveniente do mesmo sangue, de um mesmo pai (Abraão), que só o baniu porque nascera Isaac, filho de sua mulher, Sara.
Todos eram semitas. A bem da verdade, o antisemitismo como o conhecemos em nossos dias é um tanto quanto distorcido etnologicamente. O judeu “esquenazi” (ou europeu) não tem nada a ver com o judeu primitivo que habitava a região onde hoje se encontra Israel. Não tinha olhos azuis, nem cabelos ruivos e outras características do judeu de nossos tempos. Era moreno, tal e qual os árabes que os cercam.
“Olho por olho, dente por dente”. Essa expressão está registrada num dos 282 artigos do Código de Hamurabi (1792-1750 A.C.). Hamurabi instituiu a vingança como preceito jurídico no Império Babilônico. Também está presente em livros da Bíblia e prescreve ao transgressor a pena igual ao crime que praticou.
Só que atualmente os nazi-sionistas que governam o estado de Israel a transformaram em: “Mil olhos por um olho, mil dentes por um dente”. Ou seja, esta é a proporção que os fascistas de Israel estabeleceram para a sua prática de limpeza étnica, na qual estão a exterminar a “raça impura” dos árabes, tão semitas como os primeiros judeus que habitaram a região.
E o pior de tudo é que estamos a assistir a um verdadeiro holocausto, apoiado pelos Estados Unidos e outros países que compõem o pensamento totalitário em nossos dias. Estupidamente os ianques apelam para que os palestinos interrompam os seus inexpressivos ataques ao território israelense, quando de fato quem tem que interromper alguma coisa é justamente o estado nazi-sionista...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Contra a ditadura do automóvel


Milhares de pessoas exigiram, nas ruas de 35 cidades brasileiras, políticas em favor da bicicleta e do transporte público — e fizeram do 6 de Março uma data histórica.

terça-feira, 6 de março de 2012

O carnaval dos brasileiros nos EUA: comprar Nova Iorque e Miami a preço de diamantes


Mais um ensaio do professor Jorge Moreira direto dos Estados Unidos...

Na quinta feira à noite (um dia depois da quarta feira de cinzas), enquanto falava num seminário sobre a cultura brasileira, uma aluna me perguntou o que eu pensava do carnaval brasileiro. Respondi dizendo que o carnaval era um assunto muito amplo e que não dispunha de tempo suficiente para analisá-lo. No entanto, para não deixar a pergunta sem resposta, trataria de falar um pouco sobre um dos aspectos que me parecia dos mais importantes para entender não somente a forma capitalista neo liberal do carnaval mas para entender a forma capitalista  neo liberal de quase todas as atividades socioeconômico culturais na  sociedade brasileira.
Então comecei a falar da relação entre a concentração da riqueza nos bolsos de uma minoria de brasileiros (e a decorrente injustiça social para a maioria) e a apropriação do carnaval pelos donos do poder. Para facilitar as minhas idéias, utilizei como exemplo concreto a reportagem intitulada CARNAVAL DO APARTHEID (1) da Revista da Metrópole que contem informações e dados atualizados sobre o carnaval da cidade de Salvador no estado da Bahia, Brasil.
Certamente que os dados revelados pela reportagem da Revista da Metrópole (desconhecidos pela maioria da população) foram colocadas em vários blogues brasileiros e não  apresentam uma boa imagem das autoridades governamentais nem das instituições carnavalescas ou da minoria de “espertos” exploradores que lucram às custas da alienação popular.
No final da minha fala, uma aluna comentou que ela conhecia brasileiros nos EUA que faziam apologia do carnaval, do samba e do futebol; que nas festas e celebrações sempre cantavam a música Pais Tropical (“Moro num pais tropical abençoado por deus e bonito por natureza. Mais que beleza! Em fevereiro tem carnaval... Sou flamengo...”); que eu era o primeiro brasileiro que ela conhecia que não fazia apologia do carnaval, do samba ou do futebol do Brasil. Porque?  Perguntou ela.
Então lhe disse que eu também gostava do Brasil e da música País tropical de Jorge Ben mas que não tinha que fazer apologia da cultura brasileira pois eu não trabalhava para a Secretaria de Turismo, nem para o Consulado brasileiro, nem para agência de viagens, nem era um cantor popular que necessitasse vender milhões de CDs ou DVDs para as massas.
Uma boa parte dos assistentes riram da minha irônica resposta, mas não disseram  nada. De repente, outra aluna me perguntou o que eu pensava da reportagem do jornal New York Times que informava que brasileiros milionários e bilionários estavam comprando os apartamentos mais caros da cidade de Nova Iorque, pagando à vista e sem discutir seus preços, que variaram entre cinco milhões e quinze milhões de dólares.
Para os que não puderam ler, informo que o jornal estadunidense New York Times de 16 de fevereiro de 2012 dedicou uma extensa reportagem intitulada “Brazil Booms, and Brokers Smile sobre a invasão de brasileiros ricos em Nova Iorque e Miami. Estes brasileiros compram imóveis milionários por preços que superam os do mercado estadunidense. Entre os compradores, destacam-se executivos dos setores de finanças e commodities, entre 30 e 40 anos de idade, afirma o NYT.Eu falei para a aluna que tinha lido o New York Times e que a reportagem do jornal estadunidense reforçava tudo aquilo que eu tinha dito sobre a concentração de renda nos bolsos de uma minoria de privilegiados e a forma capitalista atual da sociedade nacional.
Também falei que deveríamos perguntar: Quem são estes bilionários e de onde vem esta camada rica do Brasil, “o pais tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”? Em que classe social eles se originam? E que modelo de desenvolvimento socioeconômico cultural é este que só beneficia um grupo bem reduzidos de privilegiados na sociedade brasileira?
Os poucos brasileiros que não ficaram cegos pela propaganda neo liberal, demagógica e populista do governo e da mídia brasileira, compreenderão que grande porcentagem de riqueza acumulada por essa minoria privilegiada foi realizada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso do PSDB (2)  (Partido da Social Democracia Brasileira)  e do Luiz Inácio Lula da Silva, o “Lula” do PT (Partido dos Trabalhadores). 
Não são poucos os brasileiros que acreditam e falam que governo Lula reduziu a taxa de pobreza do Brasil, mas isso não passa, na minha opinião,  de uma grande mistificação. Ganhar US$ 3 dólares por dia representa apenas um dólar em cima do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial (3) mas isto não significa nenhuma derrota da pobreza ou da injustiça social do país.
Devido ao enriquecimento dos setores beneficiados pelos gigantescos lucros da especulação financeira, das exportações de grãos, da exportação de carne, da superexploração da força de trabalho, e da corrupção administrativa, o país tem sido vitima nestes anos de governo PSDB e PT da maior concentração de bilionários da sua história.
Graças ao modelo neo liberal brasileiro de F. H. Cardoso, de Lula da Silva e agora de Dilma Rousseff, estamos sob um modelo socioeconômico cultural que favorece a intensa concentração da riqueza nos bolsos de uma classe super rica que agora tem o poder de estender seu consumo à escala global e no estilo predatório estadunidense: o mesmo modo de consumo que tem levado a sistemática destruição da natureza e as sistemáticas guerras imperialistas contra os países pobres do mundo.
Assim, quando os brasileiros e estrangeiros falam sobre "o sucesso do Brasil", se esquecem de mencionar que os brasileiros beneficiados pelo sucesso pertencem exclusivamente a um setor da cúpula da nossa sociedade; um setor que representa apenas 5% da população nacional.  Deste modo, não existe duvida de que estamos diante do mesmo modelo socioeconômico cultural (capitalista e neo liberal) de classes polarizadas que tem conduzido a gigantesca concentração de riqueza, às crises econômico financeiras e a ruína geral de maior parte da população de trabalhadores e pobres do Brasil e do mundo.
Mas quando e como falar de classes sociais polarizadas e de luta de classes no Brasil se o PT, seu governo, seus funcionários, a bolsa família e a sua mídia domesticada vivem para construir um discurso demagógico e populista com o objetivo de convencer a Nação e ao povo brasileiro de que as lutas de classes desapareceram da realidade brasileira?

1. O CARNAVAL DO APARTHEID:
Faturamento de um camarote de carnaval: R$ 14,4 milhões. Taxa que paga à prefeitura: R$10,58.
Ser empresário de bloco ou camarote no Carnaval, na Bahia, não tem preço!
Números reveladores do Carnaval da Bahia, foram publicados na Revista da
Metrópole desta sexta:
O bloco Camaleão fatura, sozinho, apenas com a venda de abadás, R$ 6,65 milhões.
O Me Abraça fatura R$ 5,4 milhõesdo mesmo jeito, fora patrocínios.
O Corujas fatura 4,94 milhões.
Tudo isso em apenas três dias.
Já os camarotes faturam assim:
O do Reino, R$ 7,2 milhões;
Nana Banana, R$ 6,2 milhões;
Camarote Salvador, R$ 14,4 milhões.
Tudo isso fora os patrocínios.
Mas, por outro lado, sabem quanto um empresário paga de taxa à Prefeitura para montar um camarote no circuito do Carnaval?
R$ 10,58 de taxa inicial e mais 42,34 por metro quadrado. Uma pechincha. Um achado. Uma oportunidade da China. Ou seja, os empresários não bancam, nem de longe, o custo da festa.
Então, quem banca? O Governo do Estado e a Prefeitura investem R$ 30 milhões para colocar polícia na rua, realizar a limpeza, montar e desmontar toda infra-estrutura, pagar equipes de saúde, etc, etc, etc.
Porém lembrem-se: o dinheiro do Governo do Estado e da Prefeitura sai do nosso bolso.
ENQUANTO ISSO!!!... O hospital “Martagão Gesteira” declara que a Prefeitura de Salvador há dois meses não paga sua dívida de R$ 2 milhões e o hospital corre o risco de fechar este mês e 700 crianças ficarão sem tratamento, mas para o carnaval nos bairros da Barra Ondina foram gastos sem titubear R$ 60 milhões  pelos gestores municipal e estadual.
O carnaval é prioritário, a saúde não!
E considerando que a pesquisa divulgada recentemente no A Tarde constatou que 76% da população de Salvador não pula carnaval, e mesmo os 24% que pulam ficam espremidos entre tapumes e cordas de blocos, bancar essa festa imensa com dinheiro público fica mais injusto ainda. Tá na hora dessa conta mudar de mãos: quem fatura com o Carnaval é que tem que bancar a festa.
Vejam no link: http://www.r2cpress.com.br/v1/2011/04/03/carnaval-do-apartheid/
Se quiser consultar outros blogs  vejam o link:

2. O livro recente “A Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Jr. denuncia ampla e contundentemente os esquemas de corrupção (corruptos e corruptores) do PDS no governo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e afiliados.
Vejam no link: http://www.cartacapital.com.br/politica/a-“privataria-tucana”-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/

3. Vejam os dados da pobreza no mundo e na America Latina de acordo ao Banco Mundial no link abaixo:

domingo, 4 de março de 2012

Pensatas de domingo. A oligarquia midiática


O vídeo abaixo, montado para entender como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.
Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a grande mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.
E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".
Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz".
Foi produzido por Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação, e faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
   
Um assunto a se pensar seriamente, no exato momento em que o ACTA e outras iniciativas do Poder tentam ceifar a última fronteira da liberdade de comunicação...