(*) Troquei a palavra no título porque alguns leitores estavam interpretando o "porque devo" como uma suposição e não como uma conclusão. Bem, esta forma, creio, não deixa margem a dúvidas...
Este blogue é uma miscelânea de pensamentos sobre os mais variados assuntos. Tem recuerdos, críticas variadas, abordagens da situação política e social no Brasil e no mundo, pensamentos diversos, contos, lixo cultural. Tudo sem sequência e sem compromisso de continuidade.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Manifesto em defesa da vida de Renán Vega Cantor. Petição à Embaixada da República da Colômbia
por Conceição
Lemes
Publicado em Viomundo no dia 24 de setembro de 2012 às 15:33
Publicado em Viomundo no dia 24 de setembro de 2012 às 15:33
“Colombia es un país profundamente contradictorio donde coexisten
lo peor y lo mejor para utilizar la célebre frase del Charles Dickens. Lo peor
por la violencia desenfrenada que hemos mencionado, por la represión sádica de
las clases dominantes, pero también lo mejor por las formas impresionantes de
resistencia de los pobres. La violencia en los últimos 30 años está relacionada
con eso, con la importante movilización que ha habido en el campo, en las
ciudades, en las universidades” Renán Vega Cantor
Pois Renán Vega Cantor,
pesquisador e professor titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá,
na Colômbia, tem sofrido nos últimos meses ameaças sistemáticas por parte de
grupos de extrema-direita daquele país. A situação ficou tão arriscada que ele
foi forçado a um exílio temporário no exterior.
Na Colômbia, grupos de
extrema-direita estão associados a assassinatos de políticos, sindicalistas,
ativistas de direitos humanos e estudantes. Nos últimos 25 anos, 250 mil
pessoas desapareceram lá.
É o país com maior taxa de
assassinatos de líderes sindicais: nos últimos 25 anos, dos 3 mil sindicalistas
mortos em todo o mundo, 60% eram colombianos.
É o segundo país do mundo em
número de assassinatos de professores. Só perde para o Iraque.
“É inadmissível o que está
acontecendo com Rénan Vega”, repudia Caio Toledo, professor da Unicamp e um
idealizadores do blog Marxismo 21. “Está com a vida ameaçada por sua luta
incansável pela democracia e em defesa dos setores desfavorecidos da sociedade
colombiana.”
Campanhas de solidariedade a Rénan
Vega estão acontecendo em vários países da América Latina. No Brasil, o
professor Caio Toledo é um dos patrocinadores. Um manifesto, dirigido à
Embaixada da Colômbia no Brasil, já está circulando. Quem quiser apoiá-lo, é só clicar aqui.
MANIFESTO EM
DEFESA DA VIDA
Pela presente petição, nós
manifestamos irrestrita solidariedade a RENÁN VEGA CANTOR, professor
universitário e reconhecido pesquisador colombiano, que, hoje, está sendo
objeto de perseguições por parte de autoridades políticas de seu país. É de se
lamentar e repudiar o fato de que, face o grau de ameaças sofridas, o prof.
VEGA CANTOR viu-se obrigado a se exilar temporariamente no exterior.
RENÁN VEGA CANTOR é historiador,
economista diplomado na Universidade de Paris VIII (França) e Professor Titular
da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá, Colômbia. Autor de mais de vinte
livros, é também diretor da Revista CEPA (Centro Estratégico do Pensamento
Alternativo). Em 2008, recebeu o “Prêmio Libertador do Pensamento Crítico”.
Sua trajetória intelectual,
acadêmica e sindical – esta última na condição de vice-presidente da Associação
Sindical dos Professores Universitários – é destacada por sua incansável luta
pela democracia política e sua intransigente defesa dos movimentos sociais e de
todas as camadas exploradas da sociedade colombiana, qualidades que têm
implicado ameaças à sua vida.
Por estas razões e circunstâncias,
solicitamos que o Governo da Colômbia e todas as suas autoridades suspendam
urgentemente as ameaças feitas e tomem as medidas necessárias para garantir o
imediato retorno do prof. RENÁN VEGA CANTOR, a fim de ele continue exercendo
plena e livremente suas atividades de pesquisa e
docência em Bogotá, Colômbia.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Um erro de Obama pode ocasionar um banho de sangue
Em Reflexão intitulada “O que Obama sabe”, Fidel Castro adverte o presidente estadunidense Barack Obama e os inimigos da Revolução bolivariana para o perigo de ações contra o poder revolucionário venezuelano no caso de o presidente Hugo Chávez não conseguir superar sua enfermidade: “Um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela. O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano, chileno, uruguaio, centroamericano, dominicano e cubano”. Leia a íntegra.
“O artigo
mais demolidor que vi neste momento sobre a América Latina foi escrito por
Renan Vega Cantor, professor titular da Universidade
Pedagógica Nacional de Bogotá e publicado há três dias no sítio da internet
Rebelion, sob o título “Ecos da
Cúpula das Américas”.
É curto e
não devo fazer versões dele, os estudiosos do tema podem encontrá-lo no sítio
indicado.
Em mais de
uma oportunidade mencionei o infame acordo que os Estados Unidos impuseram aos
países da América Latina e do Caribe ao criar a OEA, naquela reunião de
chanceleres, que teve lugar na cidade de Bogotá, no mês de abril de 1948; nessa
data, por mero acaso, encontrava-me ali promovendo um congresso latinoamericano
de estudantes, cujos objetivos fundamentais eram a luta contra as colônias
europeias e as sangrentas tiranias impostas pelos Estados Unidos neste
hemisfério.
Um dos mais
brilhantes líderes políticos da Colômbia, Jorge Eliécer Gaitan, que com
crescente força tinha unido os setores mais progressistas da Colômbia que se
opunham ao engendro ianque e de cuja próxima vitória eleitoral ninguém
duvidava, deu seu apoio ao congresso estudantil. Foi assassinado
traiçoeiramente. Sua morte provocou a rebelião que prosseguiu ao longo de mais
de meio século.
As lutas
sociais têm-se prolongado por milênios, quando os seres humanos, mediante a
guerra, dispuseram de um excedente de produção para satisfazer as necessidades
essenciais da vida.
Como se
sabe, os anos de escravidão física, a forma mais brutal de exploração, estenderam-se
em alguns países até pouco mais de um século atrás, como ocorreu em nossa
própria Pátria na etapa final do poder colonial espanhol.
Nos Estados
Unidos a escravidão dos descendentes de africanos se prolongou até a
presidência de Abraham Lincoln. A abolição dessa forma brutal de exploração se
produziu apenas 30 anos antes que em Cuba.
Martin
Luther King sonhava com a igualdade dos negros nos Estados Unidos até há apenas
44 anos, quando foi vilmente assassinado, em abril de 1968.
Nossa época
se caracteriza pelo avanço acelerado da ciência e da tecnologia. Estejamos ou
não conscientes disso, é o que determina o futuro da humanidade, trata-se de
uma etapa inteiramente nova. A luta real de nossa espécie por sua própria
sobrevivencia é o que prevalece em todos os rincões do mundo globalizado.
De
imediato, todos os latinoamericanos e de modo especial nosso país, serão
afetados pelo processo que tem lugar na Venezuela, berço do Libertador da
América.
Não preciso
repetir o que vocês sabem: os vínculos estreitos de nosso povo com o povo
venezuelano, com Hugo Chávez, promotor da Revolução
Bolivariana, e com o Partido
Socialista Unido criado por ele.
Uma das
primeiras atividades promovidas pela Revolução
Bolivariana foi a Cooperação Médica de Cuba, um campo em que nosso país
alcançou especial prestígio, reconhecido hoje pela opinião pública
internacional. Milhares de centros dotados com equipamentos de alta tecnologia
que a indústria mundial especializada fornece, foram criados pelo governo bolivariano
para atender seu povo. Chávez, por sua parte, não selecionou custosas clínicas
privadas para atender a sua própria saúde; pôs esta em mãos dos serviços
médicos que oferecia a seu povo.
Ademais,
nossos médicos consagraram uma parte de seu tempo à formação de médicos
venezuelanos em salas de aula devidamente equipadas pelo governo para essa
tarefa. O povo venezuelano, com independência de seus recursos pessoais,
começou a receber os serviços especializados de nossos médicos, situando-os
entre os melhores do mundo e seus indicadores de saúde começaram a melhorar
visivelmente.
O
presidente Obama sabe disto perfeitamente bem e comentou sobre isso com alguns
de seus visitantes. A um deles disse com franqueza: “o problema é que os
Estados Unidos enviam soldados e Cuba, diferentemente, envia médicos”.
Chávez, um
líder, que em 12 anos não conheceu um minuto de descanso e com uma saúde de
ferro, viu-se, contudo, afetado por uma inesperada enfermidade, descoberta e
tratada pelo próprio pessoal especializado que o atendía; não foi fácil
persuadi-lo da necessidade de prestar atenção máxima a sua própria saúde. Desde
então, com exemplar conduta, cumpriu estritamente as medidas pertinentes, sem
deixar de cumprir seus deveres como Chefe de Estado e líder do país.
Atrevo-me a
qualificar sua atitude como heroica e disciplinada. De sua mente não se
afastam, nem um minuto sequer, suas obrigações, às vezes até o esgotamento.
Posso dar fé disso porque não deixei de ter contato e trocar opiniões com ele.
Sua fecunda inteligência não parou de consagrar-se ao estudo e à análise dos
problemas do país. Ele se diverte com a baixeza e as calúnias dos porta-vozes
da oligarquia e do império. Jamais ouvi dele insultos nem baixezas ao falar de
seus inimigos. Não é sua linguagem.
O inimigo
conhece as arestas de seu caráter e multiplica seus esforços destinados a
caluniar e golpear o Presidente Chávez. De minha parte não vacilo em afirmar
minha modesta opinião ─ emanada de mais de meio século de luta ─ de que a
oligarquia jamais poderia governar de novo esse país. É, por isso, preocupante
que o governo dos Estados Unidos tenha decidido em tais circunstâncias promover
a derrocada do governo bolivariano.
Por outro
lado, insistir na caluniosa campanha de que na alta direção do governo bolivariano
existe uma desesperada luta pelo comando do governo revolucionário se o
Presidente não consegue superar sua enfermidade, é uma grosseira mentira.
Pelo
contrário, tenho podido observar a mais estreita unidade da direção da Revolução Bolivariana.
Em tais
circunstancias, um erro de Obama pode ocasionar um rio de sangue na Venezuela.
O sangue venezuelano é sangue equatoriano, brasileiro, argentino, boliviano,
chileno, uruguaio, centro-americano, dominicano e cubano.
É preciso
partir desta realidade, ao analisar a situação política da Venezuela.
Compreende-se
por que o hino dos trabalhadores exorta a mudar o mundo afundando o império
burguês?”
Fidel
Castro Ruz
27 de abril
de 2012, às 19h59
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UM APELO
O abaixo assinado
reproduzido abaixo foi-me enviado pelo Professor Jorge Vital de Brito Moreira,
em decorrência da situação citada acima:
RENÁN VEGA CANTOR é historiador, economista diplomado na
Universidade de Paris VIII (França) e Professor Titular da Universidade
Pedagógica Nacional de Bogotá, Colômbia. Autor de mais de vinte livros, é
também diretor da Revista CEPA (Centro Estratégico do Pensamento
Alternativo); em 2008, recebeu o “Prêmio Libertador do Pensamento Critico”.
Sua trajetória intelectual, acadêmica e sindical – esta última na condição de vice-presidente
da Associação Sindical dos Professores
Universitários – é destacada por sua incansável luta pela democracia
política e sua intransigente defesa dos movimentos sociais e de todas as
camadas exploradas da sociedade colombiana, qualidades que têm implicado
ameaças à sua vida.
Por estas razões e circunstâncias, solicitamos que o Governo da
Colômbia e todas as suas autoridades suspendam urgentemente as ameaças feitas e
tomem as medidas necessárias para garantir o imediato retorno do professor
RENÁN VEGA CANTOR a fim de continuar exercendo plena e livremente suas
atividades de pesquisas e docência em Bogotá, Colômbia.
Patrocinadores da causa:
Michael Löwy, França
Ricardo Antunes, Brasil
Reinaldo Carcanholo, Brasil
Marcos Del Roio, Brasil
Jorge Nóvoa, Brasil
Cely Taffarel, Brasil
Marcos Silva, Brasil
Caio N. de Toledo, Brasil
Miguel Vedda, Argentina
Claudio Katz, Argentina
Eliel Machado, Brasil
Robert Ponge, Brasil
Tânia Serra Azul Bezerra, Brasil
Osvaldo Coggiola, Brasil
Heloisa Fernandes, Brasil
Plínio Arruda Sampaio Jr., Brasil
Danilo Enrico Martuscelli, Brasil
Ivana Jinkings, Brasil
Beatriz Abramides, Brasil
Maria Orlanda Pinassi, Brasil
Luiz Motta, Brasil
Eurelino Coelho, Brasil
Geraldo Augusto Pinto, Brasilição
Jorge Vital de Brito Moreira, USA
O link para a petição é:
http://www.ipetitions.com/ petition/ emdefesaderenancantor/
Ricardo Antunes, Brasil
Reinaldo Carcanholo, Brasil
Marcos Del Roio, Brasil
Jorge Nóvoa, Brasil
Cely Taffarel, Brasil
Marcos Silva, Brasil
Caio N. de Toledo, Brasil
Miguel Vedda, Argentina
Claudio Katz, Argentina
Eliel Machado, Brasil
Robert Ponge, Brasil
Tânia Serra Azul Bezerra, Brasil
Osvaldo Coggiola, Brasil
Heloisa Fernandes, Brasil
Plínio Arruda Sampaio Jr., Brasil
Danilo Enrico Martuscelli, Brasil
Ivana Jinkings, Brasil
Beatriz Abramides, Brasil
Maria Orlanda Pinassi, Brasil
Luiz Motta, Brasil
Eurelino Coelho, Brasil
Geraldo Augusto Pinto, Brasilição
Jorge Vital de Brito Moreira, USA
O link para a petição é:
http://www.ipetitions.com/
Nota: O
Professor Jorge Moreira perguntou-me se eu assinaria este documento.
Respondo-lhe que sim, e que, se não o fiz foi porque não encontrei o link para tal finalidade. Mas considere o meu
apoio a esta causa... Alem do que (humildemente) sinto-me honrado em estar ao
lado de nomes tão expressivos da cultura mundial.
domingo, 23 de setembro de 2012
Breves dominicais
Jô Soares declarou nunca assistir seu programa Quem sabe se o
fizesse melhoraria a qualidade do mesmo?
Em
1998, quando Chávez assumiu o poder, havia 1.628 médicos para uma população de
23,4 milhões. Dez anos mais tarde, eram quase 20.000 médicos para uma população
de 27 milhões.
Os
gastos sociais subiram de 8,2% do PIB, em 1998, para quase 14%. “Se comparamos
a taxa de pobreza pré-Chávez (43,9%) com a registrada dez anos depois (27,5%),
chegamos a uma queda de 37% no número de venezuelanos pobres”, afirma o estudo.
E o índice de desemprego, que era de 19% em 1998, caiu pela metade. Ainda
falam mal do Chávez?
Robert
Kurz (1943/ 2012), estudou Filosofia, História e Pedagogia. Viveu em Nurenberg
como publicista autónomo, autor e jornalista. Foi fundador e redator da revista
teórica EXIT! - Kritik und Krise der Warengesellschaft (EXIT! -
Critica e Crise da Sociedade da Mercadoria). A área dos seus trabalhos abrangeu
a teoria da crise e da modernização, a análise crítica do sistema mundial
capitalista, a critica do iluminismo e a relação entre cultura e economia.
Publicou
regularmente ensaios em jornais e revistas na Alemanha, Áustria, Suiça e
Brasil. O seu livro O Colapso da Modernização (1991), também editado no
Brasil, tal como O Retorno de Potemkine (1994), Os Últimos Combates
(1998) e Blutige Vernunft (Razão Sangrenta) em 2004, provocou grande discussão
e não apenas na Alemanha.Publicou também, entre outros, Schwarzbuch Kapitalismus (O Livro Negro do Capitalismo) em 1999, Marx Lesen (Ler Marx) em 2000, Weltordnungskrieg (A Guerra de Ordenamento Mundial) em 2002, Die Antideutsche Ideologie (A Ideologia Anti-alemã) em 2003 e Das Weltkapital (O Capital Mundial) em 2005, ainda não editados em português.
Seis aviões de combate estadunidenses foram destruídos e outros dois foram danificados "significativamente" no ataque lançado na madrugada de 15 de setembro pelos talibãs contra a base da Otan no Afeganistão na qual está Harry, o príncipe britânico (na foto examinando um helicóptero).De acordo com um comunicado os danos de Camp Bastion, na província de Helmand (sul), foram maiores que o previsto, já que três estações de reabastecimento também foram destruídas e seis hangares de aviões foram afetados.
Nunca
antes, em dez anos de conflitos, as forças da coalizão haviam sofrido tais
perdas materiais, reconheceu uma fonte de segurança ocidental.
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| Angeli – Chicletes com Banana |
- 250g de farinha de trigo peneirada
- 1 copo (americano, 200ml) de leite morno
- 2 ovos
- Uma pitada de sal
- Uma pitada de pimenta do reino
- 1 copo (americano, 200ml) de leite morno
- 2 ovos
- Uma pitada de sal
- Uma pitada de pimenta do reino
Misture tudo até obter uma massa meio elástica. Corte em pedaços e
coloque para cozinhar numa panela com água fervendo. Conforme a massa vá
subindo, retire com uma escumadeira e coloque numa panela com água fria.
Escorra e sirva. Se preferir doure numa frigideira com óleo.
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