segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Questão de semântica e outros babados

“As Forças de Defesa israelenses se preparam nesta segunda-feira para invadir as áreas urbanas e mais populosas da faixa de Gaza, no terceiro dia consecutivo da ofensiva terrestre contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na região.”
(Lide da matéria “Exército israelense se prepara para invadir áreas urbanas e populosas de Gaza” publicada hoje, 05 de janeiro de 2009 na Folha Online).

Quando se lê o trecho acima não se nota, ou quase não se nota que as “forças que atacam” são chamadas de “forças de defesa”. Isso lido. Agora imagine ouvido no rádio ou na televisão? Aí mesmo é que não dá tempo de parar, raciocinar e concluir. Faz parte do que se chama de propaganda subliminar, ou ainda: “uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”, técnica de lavagem cerebral lançada e amplamente difundida pelos nazistas, quando no poder na Alemanha.
Além do mais, no título da matéria está implícita a chacina da população civil, na medida em que “áreas urbanas e populosas” não são compostas apenas por milicianos do Hamas, de acordo com declarações das autoridades nazi-sionistas, o único alvo da invasão, mas habitadas por indivíduos comuns. Em outras palavras, homens, mulheres, velhos e crianças. E é bom lembrar que mais de 50% da população em Gaza é de crianças.
Alguns dados extraídos da Agência de Notícias “Brasil de Fato” (1) nos mostram que desde o dia 5 de novembro, o governo terrorista de Israel fechou todas as vias de entrada e saída de Gaza. Comida, remédios, combustível, peças de reposição para as redes de energia, água e esgoto, adubo, embalagens, telefones, papel, cola, calçados e até copos e xícaras não entram nos territórios.
Ainda segundo a matéria, no dia 13 de novembro, foi suspensa a operação da única estação de energia elétrica que opera em Gaza. Suas turbinas foram desligadas por falta de diesel industrial. As duas turbinas movidas a bateria “pifaram”. Cerca de 100 peças de reposição, encomendadas para as turbinas, estão há oito meses no porto de Ashdod, em Israel, a espera de que as autoridades da alfândega israelense as liberem. Israel começou a leiloar as peças, porque permanecem há mais de 45 dias no porto, de acordo com a legislação do país.
Fora o fato de que, segundo alerta o próprio título da reportagem, “se Gaza cair, a Cisjordânia cairá depois.”

(1) http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia

Será que não se enxerga?

Li ontem à noite e não “güentei” fazer um comentário, mas o ex-presidente dos Estados Unidos, Bush I, manifestou-se neste fim de semana que gostaria que outro de seus filhos também ocupasse o cargo de presidente.
O ex-presidente ao dizer que seu segundo filho, Jeb, que governou a Flórida, é “qualificado e capaz” ainda defendeu o legado da presidência de Bush II, que deixa o cargo no próximo dia 20 com os níveis de aprovação mais baixos da história e a maior crise financeira desde a depressão de 1929, para além de manter tropas em duas guerras: Afeganistão e Iraque.
Em filme sobre o atual presidente (“W” de Oliver Stone), o ex-governador da Flórida é retratado como a primeira opção do pai para disputar a Presidência, e a eleição de seu irmão como governador do Texas é retratada quase como um acidente.
Ou o “velho” Bush está ficando gagá ou não se enxerga mesmo!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Seleções de Seleções

Publicado originalmente no “Pensatas” em 28 de agosto de 2007, ideal para postar num domingo desses, para se descansar um pouco de genocídios e racismos.

Costumava ler nas fazendas e sítios, quando as estantes ficavam repletas de livros velhos, e, claro de muitos números de Seleções do Reader’ Digest (1), uma publicação “utilitarista” usada pelos Estados Unidos como “propaganda” no auge da Guerra Fria.
No entanto, a revista em formato de bolso, conseguia ter alguma coisa de bom. Seções como as “piadas de caserna”, por exemplo. E “Meu tipo inesquecível”, que sempre me conduziu a pensar no Garamond (2). Não exatamente o tipo de tipo a que se referia a publicação. Mas um tipo, afinal de contas.
Lembro-me também de duas historinhas contadas na revista. Uma delas é a do sujeito que, trabalhando, estava acampado num país da América Central. Numa noite, devidamente instalado no seu saco de dormir, sentiu um movimento estranho. Verifica prontamente que uma cobra havia se instalado em cima de sua barriga. Mas, que cobra? Venenosa? Tudo uma dúvida.
Naturalmente o cara ficou imóvel durante a noite toda. Mal respirava, tal a sua aflição. E não conseguiu pregar os olhos. Pela manhã, ao se aproximar alguém, ele aponta com o queixo para o volume no saco de dormir. Começa um reboliço em torno. O quê fazer? Como saber o que está ali? Enroladinha, obviamente era uma cobra. Mas que cobra?
Resumo da ópera: após muitas e frustradas tentativas, alguém tem a idéia de furar o “saco” e jogar fumaça para dentro. Incomodado o réptil sai devagarzinho do seu “leito” quentinho e aconchegante. Era uma cascavel.
A outra história é a do cão que todo dia ia esperar o seu dono no ponto de ônibus. Um dia, o inglês (morava em Londres) é convocado para a guerra. E morre. O cachorro, porém, continuou a ir diariamente -- no mesmo horário -- esperar o seu dono. Até que um dia, triste da vida, também perece. Esta é de chorar. Por isso mesmo nunca a esqueci. Li a empoeirada revistinha, na casa de campo de uma tia, nos arredores de Petrópolis em uma noite fria, à beira da lareira. Devia ter uns 17 anos...

(1) A revista existe até hoje, mas, confesso que faz muito tempo não a leio.
(2) Garamond é uma fonte tipográfica pela qual sou realmente vidrado. Principalmente na sua versão grifada é o meu “tipo inesquecível”.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Esquerda e sionismo

Em 1947, a ONU aprovou a partilha da Palestina (1) entre árabes e judeus prevendo a criação de duas nações. Em 1948, quando o império britânico se retirou da Palestina, os judeus proclamaram Israel o seu Estado nacional. A população árabe, por não aceitar a criação de um Estado hebraico na região, rejeitou a partilha. Uma guerra entre diversos países vizinhos e Israel agravou a situação. Milhares de habitantes evadiram-se do território criando centenas de acampamentos nos países árabes vizinhos e formando a chamada diáspora palestina.
Mas, quais são as relações da esquerda com o sionismo? Existe alguma espécie de sionismo de esquerda? No início da construção do Estado de Israel, e apesar das origens suspeitas do sionismo, correntes de esquerda (judias e não judias) deram muita força à formação dos Kibutz e à socialização das relações de produção no país que surgia; fator que já vinha se desenvolvendo mesmo antes da fundação daquele novo Estado. O primeiro kibutz surgiu em 1909, no território que então ainda pertencia ao império Turco-Otomano.
Após a fundação do Estado de Israel, o sionismo trabalhista ou socialista era a ala esquerda na política oficial permitida. De forma oposta à tendência dos seguidores do fundador da ideologia sionista – Theodor Herzl – o sionismo trabalhista (ligado à Internacional Socialista) não acreditava que o Estado Judaico seria criado simplesmente pelo apoio e interferência de alguma potência mundial. Os sionistas trabalhistas acreditavam que o Estado de Israel “poderia ser criado como parte da luta de classes (2), através dos esforços dos trabalhadores.”
Todavia, as esquerdas – inclusive os judeus de esquerda, – sempre viram com desconfiança o Estado de Israel, desde o seu surgimento. Mesmo entre seguidores da suspeitíssima Internacional Socialista (II Internacional) de tendência reformista e social-democrata, houve e ainda há muita oposição à sua existência. Pelo menos nos moldes em que existe. Embora há dois anos, um episódio que culminou na expulsão de Pedro Gómez-Valadés do Bloco Nacionalista Galego (de esquerda), após a publicação do manifesto “Desde la Esquerda en Defensa de Israel” gerou muitas polêmicas na esquerda espanhola e repercutiu como manifesto apoio alguns de setores desta organização internacional ao nazi-sionismo.
O apoio incondicional das principais potências capitalistas à implantação e consolidação de Israel e a discriminação racial contra os árabes sempre foram fortes motivos para justificar esta tendência. A URSS – que não se pode considerar um país socialista (3) – mas que influenciou amplos setores que alinhavam com essas posições sempre foi contra a sua existência. Obviamente por fatores políticos e econômicos que interessavam ao império soviético, dada a sua aproximação com o Egito e outros países árabes. A construção de Assuã, nos anos 1960, então a maior hidrelétrica do mundo, financiada e construída com tecnologia e capital soviéticos é uma prova cabal deste fato.
No início do verão de 2007, organizações palestinas e árabes fizeram um amplo debate na Universidade Técnica de Berlim intitulado “O povo palestino entre muros e sanções”. Fizeram importantes declarações nesta ocasião, Norman Paech, porta-voz da esquerda no parlamento alemão e professor de Economia e Política da Universidade de Hamburgo, e Udo Steinbach, diretor do Instituto para Estudos do Médio Oriente na Alemanha.
Norman Paech chamou a Palestina da “Guantánamo do mundo árabe” exigindo que, face à “agressão contra os palestinos” israelenses, e os “amigos” de Israel no aparelho governamental alemão deveriam ser investigados. “Nós, os alemães, seríamos, já agora, cúmplices dos ‘crimes’ israelenses. Para os palestinos, deveriam reconhecer o direito à existência de um estado com as suas fronteiras definidas.”
Udo Steinbach, intelectual que goza de grande atenção da esquerda anti-sionista por suas tendências pró-árabes, declarou na ocasião: “Se o Holocausto não tivesse acontecido, a Alemanha precisaria interromper as relações diplomáticas com Israel”, que para Steinbach, “é a potência absoluta da região...” acrescentando que a sua existência não estava em perigo. “O governo Hamas é a representação escolhida dos palestinos e deve ser reconhecido por nós. O muro é sinal da ruína, como podemos ver no exemplo da própria Alemanha. E finalizou dizendo que “sanções contra Israel são necessárias para forçar uma mudança de sua política.”

(1) Após dois meses de debates, a Assembléia Geral da ONU aprovou, em 29/11/1947, a Resolução 181, que deliberou sobre o Plano de Partilha, um documento detalhado anexo à resolução, que previa o fim do Mandato e a retirada gradual das forças armadas britânicas e a definição de fronteiras entre os dois estados e Jerusalém. Determinava que a criação destes não deveria ultrapassar a 1/10/1948. A Palestina seria dividida em 8 partes: três pertenceriam ao estado judeu e três ao estado árabe; a sétima, a cidade de Jaffa, deveria formar um enclave árabe dentro do território judeu; e a oitava parte, Jerusalém, administrada por um conselho tutelar da ONU.
(2) Até então a Internacional Socialista ainda admitia a luta de classes como motor da história, posição que abandonou oficialmente em um congresso poucas décadas depois, quando tirou definitivamente a sua fachada de esquerda, renegando de forma definitiva o Materialismo Histórico.
(3) A União Soviética é o exemplo mais evidente de um tipo de capitalismo que se firmou no século XX em países, que tendo retardado o seu processo de acumulação de capital e a conseqüente revolução industrial (em vista de um estágio econômico anacrônico) optaram por um capitalismo centralizado nas mãos do Estado.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Nazismo e Sionismo

Tal e qual os setores mais racistas dos estadunidenses sempre sonharam em tocar os negros de seu solo, chegando a fazê-lo quando mandaram um grande contingente deles para a África – os quais acabaram por fundar a Libéria – os nazi-alemães e outros países fortemente anti-semitas (1) também tinham como um de seus objetivos enviar os hebreus para um ponto qualquer do mundo.
Tanto que o fundador da ideologia sionista, Theodor Herzl (1860-1904), acreditava que o anti-judaísmo europeu era um grande aliado para a causa sionista, como podemos ler numa passagem de seus “Diários”, quando escreveu: “os anti-semitas serão nossos amigos mais fiéis, e os Estados anti-semitas nossos mais firmes aliados” (Theodore Herzls, “Zionistische Schriften”, 1920).
Uma etapa importante foi a transferência de contingentes significativos de judeus para a Palestina. Ainda nos anos 30, portanto antes da guerra, Rudolf Kastner (2), militante sionista, foi quem negociou pessoalmente com os ingleses e Eichmann a deportação de judeus da Hungria para a Palestina. Os trens eram vigiados pelas topas alemãs, para garantir que os deportados chegassem em segurança a seu “novo lar”.
É conveniente lembrar aqui que os tão condenados atos de “terroristas” atribuídos a movimentos como o Hamas e ações como as Intifadas, foram cometidos primeiramente por grupos sionistas. Como exemplo, basta o massacre da aldeia de Deir Yassin, no subúrbio ocidental de Jerusalém, em 9 de abril de 1948, que matou 254 mulheres, idosos e crianças árabes, assassinados no local por militantes do Palmach, então liderado por um futuro primeiro-ministro israelense, Yitzhak Shamir.
Mas para finalizar recordemos que em 7 de dezembro de 1938, Ben Gurion (3), declarou: “Se me fosse dado escolher entre salvar todas as crianças judias na Alemanha levando-as para a Inglaterra, e apenas metade delas conduzido-as para Israel, eu escolheria a segunda opção, pois temos de levar em consideração não apenas as vidas dessas crianças, mas também a História do povo de Israel.” (Yvon Gelbner, “Zionist policy and the fate of European Jewry”, Yad Vashem studies).
Moral da história: nazistas e sionistas sempre estiveram lado a lado...

(1) A expressão anti-semita é aplicada de forma errônea, talvez por sua origem, pois vem do hebraico Sem, nome do filho mais velho de Noé. Mas judeus não são os únicos povos que recebem esta classificação. Os primeiros foram os acadianos (caldeus e babilônicos). Mas também os assírios, os fenícios, os etíopes, os árabes e os ugaríticos o foram ou são.
(2) Segundo texto extraído do site da CMI (Centro de Mídia Independente –
http://www.brasil.indymedia.org/eo/blue/2006/10/362041.shtml?comment=on) “... É fato histórico que os sionistas fizeram acordos com nazi-fascistas para expulsarem na porrada os judeus pobres que se aproximavam do movimento operário, para povoarem a região da Palestina e garantir a ocupação e a solidificação do estado nazista de Israel. E isto, pra quem não sabe, foi escrito por um historiador israelita. Não é à toa que existe, e de forma bastante organizada, uma organização chamada 'Judeus Unidos Contra o Sionismo' (Neturei Karta) (4). Ou seja, sionistas e nazistas sempre andaram de mãos dadas, desde o princípio...”
(3) Ben Gurion, que viria a ser o primeiro político a chefiar o estado nazi-sionista de Israel.
(4) A Neturei Karta (Judeus Unidos Contra o Sionismo) é uma organização de origem religiosa, fundada em 1935, que acredita que a volta para Israel deva ser uma expressão da vontade de deus, não admitindo um estado hebreu conquistado de forma enérgica, antes da vinda do Messias.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Rio sem Mala

Melhor presente não poderia haver. Começar o ano sem o “Alcaide/debilóide/factóide” (1) César Mala, o alucinado que governou a cidade por esses tantos anos em que ela só fez regredir.
Inaugurou seu Petit Trianon às pressas, só por inaugurar. Tropeçou porque uma semana antes os bombeiros vetaram a sua abertura por total inadequação da faraônica obra às mínimas condições de segurança. E, tropeçou também na segunda tentativa. Literalmente. Quase quebrando a perna.
A obra ficou inacabadíssima, apesar dos quase R$ 600 milhões gastos até o momento. Ainda bem que o novo prefeito, numa de suas primeiras medidas, instaurou uma sindicância antes de continuá-la. Somente depois de uma cuidadosa auditoria ter-se-á noção do que fazer com esta "Cidade da Música".
Já vai tarde o pior prefeito que a cidade teve. O prefeito que fez o primeiro Rio-Cidade financiado pelo sr. Roberto Marinho para instalar os cabos da NET, assegurando-lhe o monopólio da TV a Cabo na cidade. O prefeito que deixou o Rio de Janeiro, principalmente nestes últimos quatro anos, abandonado, jogado às traças. E ao traça-traça das balas perdidas. Será que por isso deixou o palácio chorando?
Vade retro...
(1) A expressão é copyright do jornalista Hélio Fernandes

Ironias da história

O título desta postagem é o mesmo de um livro de Isaac Deutscher, um dos maiores historiadores Materialistas Históricos do século XX. Deutscher, escreveu as biografias de Trotsky e Stalin, além de outros importantes livros e artigos ao longo de sua vida. Judeu, mas como milhões de outros, nunca abraçou o sionismo. Pelo contrário, o condenou.

Anteontem, neste blogue, falei sobre a Resolução 3379 da Assembléia Geral das Nações Unidas, que foi adotada em 10 de novembro de 1975.
Procurei na web a íntegra de seu texto, no entanto, encontrei apenas citações e trechos referentes a ela. Mas o fato mais significante é que a resolução afirmava na sua conclusão que (repito aqui): “O Sionismo é uma forma de racismo e discriminação racial.”
Esta resolução foi anulada pela de número 4686 de 16 de dezembro de 1991 em manobra do Estado nazi-sionista de Israel, com o apoio do império estadunidense quando este passou a dar as cartas, após tornar-se a única superpotência mundial devido ao esfacelamento do seu similar, o império soviético.
Foi a forma oficial encontrada pelos fascistas do estado terrorista a prosseguir o genocídio do povo palestino (1) numa limpeza étnica das mais cruéis a que assistimos no mundo, similar apenas ao praticado contra ciganos, judeus, eslavos em geral e outras minorias raciais na Alemanha hitlerista.
Uma ironia da história. O povo que foi um dos alvos daquele massacre nos anos 1930/40 – e até o monopolizou, excluindo os demais que também foram tão vítimas quanto eles – a promover um novo extermínio de proporções gigantescas.
É importante ressaltar que o povo judeu (2) e o sionismo são diferentes, muito embora provenientes de uma mesma origem. Apesar de sua religião ser a causadora de grande parte dos males do mundo ocidental, pois gerou o cristianismo, as Cruzadas, a Inquisição e o próprio Islamismo, todos provenientes da visão monoteísta de um deus cruel e vingativo (criado à nossa imagem) e da instituição dos pecados, elementos estruturais da punição em ações nem sempre tão condenáveis.

E apesar do genocídio na Palestina, e no Iraque, e no Afeganistão, e na Somália, e no..., e na... Bom, apesar de tudo isso, muitas felicidades neste 2009 que se inicia para a meia dúzia de leitores deste blogue.

(1) Que, entre outras coisas impossibilitou, desde 1947 a partilha do seu território em duas nações, uma sionista e outra palestina. E, os isolou em guetos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, construindo inclusive um novo “muro da vergonha”, numa demonstração visível da sua política de apartheid.
(2) Existem correntes ativas do povo hebreu que são contrárias ao nazi-sionismo, como uma organização chamada “Judeus Unidos Contra o Sionismo”.