quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De pirilampos e risadas

Apesar de pouco conhecido no Brasil, Herman José é um famoso comediante português que eu via na TV (RTP 1) nos três anos em que morei por aquelas bandas. Neste vídeo podemos conferir a sua comicidade e relaxar bastante. Vale a pena conferir.

domingo, 24 de outubro de 2010

Bolas e bolinhas de domingo

Lembro das Atualidades Francesas, um telejornal de cinema –na época em que estes eram exibidos nos telões das salas de projeção—que começava com uma música, a qual tornou-se marcante com a imagem do mundo (claro que uma bola) a ilustrar a famosa trilha musical.
Nestes tempos a TV ainda não exercia o poder que tem hoje, então dominado pela mídia impressa. Mas nos cinemas assistiam-se jornais nacionais e estrangeiros. Assim, as grandes distribuidoras, como a Metro, a Fox e outras tinham os seus. Não cheguei a conhecer muitos deles, porque na época já existiam os nacionais, como o da Atlântida ou o famoso Canal 100, que ficou marcado por bolas de futebol (1).
Mas de bola o Brasil entende. Que o diga o futebol. No rádio eram comuns programas como No Mundo da Bola. Outrossim, a expressão “este mundo é uma bola” era muito comum. Tambem se costumava exclamar “você é uma bola” quando alguem dizia coisas engraçadas.
Bolas à parte nos surpreendemos nesta última semana com uma bolinha de papel quicando na cabeça de um candidato à presidência. Viu-se nitidamente a tal bolinha bater na careca do dito cujo. Ninguem quase notou, mas minutos depois, após um telefonema em seu celular, viu-se tambem o mesmo candidato em cortes fotográficos sucessivos levar a mão à cabeça e, em seguida entrar numa van e correr a um hospital para fazer exames. E o mais engraçado é que, mesmo sendo careca, não ficou nenhuma marca. Apesar de correligionários do candidato afirmarem que outro objeto mais pesado o atingiu na ocasião.
Enquanto isto, sua adversária, segundo relatos de presentes ao local em que se encontrava, supõe-se, era “quase atingida” por sacos plásticos repletos de água. Mais bolas na jogada, às vésperas dos 70 anos de nascimento do Rei do Futebol (leia-se da bola), o senhor Edson Arantes do Nascimento.
Donde se pode concluir que, voltando à antiga expressão popular, esta eleição, alem de ser indubitavelmente a mais nojenta de todos os tempos, é mesmo uma bola... Murcha, ora bolas!

(1) O Canal 100 ficou muito conhecido por exibir sempre em seu grande final um jogo de futebol.

sábado, 23 de outubro de 2010

HOLOCAUSTO!

As denúncias contra o abuso de poder e a omissão de dados reais pelo governo estadunidense no Iraque reflete a que ponto chegou o governo Bush. E o de Obama, pois quem cala consente!
Práticas de extermínio de populações civis e de tortura, aliás, teem sido uma marca tambem no Afeganistão (vide matéria “Crimes hediondos” publicada no dia 1 deste mês). Agora, a ONU exige que a “autoridades” do governo dos EUA se explique perante aquele organismo, pois em nome daquela organização praticaram centenas, talvez milhares de atos de vandalismo e selvageria.
As denúncias que vieram do site WikiLeaks mostraram que as forças armadas ianques esconderam dados preciosos, tendo diminuído o número total de vítimas civis, ao mesmo tempo em que não revelaram a maioria dos casos de tortura física impostos à população daquele país invadido. Segundo a fonte, o ódio aos estadunidenses por parte de civis, aumentou com as desbaratadas e sádicas ações de marines e outras tropas, inclusive de outros países da OTAN.
O certo é que este verdadeiro holocausto tem que ser apurado. E que os culpados de tais atos teem que ser julgados e punidos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O tiro pode sair pela culatra



Transcrevo abaixo a matéria de Luciano Martins Costa publicada hoje no “Observatório da Imprensa” http://www.observatoriodaimprensa.com.br/index.asp sobre o “atentado” ocorrido ontem contra (ou a favor?) do candidato José Serra.

“COBERTURA ELEITORAL
O atentado de Campo Grande
Por Luciano Martins Costa em 21/10/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 21/10/2010

Foi mais ou menos como num jogo de futebol: o zagueiro encosta no atacante, o atacante se atira dentro da área, rolando, se contorcendo, na esperança de que o árbitro apite um pênalti. Mas as câmaras são soberanas. Elas mostram que o zagueiro mal tocou no centroavante, que o atacante se atirou, que não está machucado, que está simulando. Ainda assim, alguns narradores gritam: "Pênalti!". E no dia seguinte, os analistas vão bater boca o dia inteiro: foi, não foi, o juiz acertou, o juiz roubou.
Na cena reproduzida pelo Jornal da Record, o candidato José Serra vem caminhando, sorridente, pela rua do comércio de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Vem cercado de correligionários e seguranças. Mais adiante, seu caminho está bloqueado por uma passeata de petistas, que podem ser identificados por suas bandeiras vermelhas.
A comitiva do candidato oposicionista segue na direção dos adversários, arma-se um rápido entrevero, no qual um petista é agredido por três acompanhantes do candidato Serra, que está abrigado à porta de uma loja.
Apartam-se as brigas, Serra retoma a caminhada.
Então, alguma coisa o atinge na cabeça.
Pela câmara da TV Record, observa-se que o candidato apenas passa a mão na cabeça, constatando que não está ferido. É levado, então, por seus acompanhantes para um hospital.
Corta para o médico que o atendeu. A frase é clara: ele não tem nem um arranhão. A reportagem esclarece: o candidato foi atingido por um rolinho de plástico, um desses adesivos de campanha amarrotado.
Agora, a mesma cena no Jornal Nacional, da TV Globo: tudo quase igual, exceto no momento em que José Serra é atingido. Substitui-se, então, a imagem em movimento, que mostra apenas um susto da vítima, por uma fotografia, tirada de cima para baixo, de efeito muito mais dramático.
Quando chega o trecho da entrevista do médico, sua voz desaparece e em lugar da versão oficial do hospital entra o locutor, que apaga a informação de que o candidato não sofreu sequer um arranhão e a substitui por uma versão mais grave. A encenação se completa com o candidato sendo entrevistado, sob uma tensa luz azulada, com olhar de vítima.
Simulando uma contusão
O episódio, condenável sob todos os aspectos, deve, no entanto, ser visto como resultado da irracionalidade e radicalização da campanha eleitoral.
Mas as versões apresentadas pela imprensa merecem uma análise à parte.
Uma curiosidade: quem teria descido do Olimpo global para comandar a edição de tão importante reportagem? Que critérios do manual de ética e jornalismo da Rede Globo foram brandidos para justificar a transformação de um episódio banal, mais do que esperado no ambiente de conflagração que os próprios candidatos andaram estimulando, em uma crise republicana?
As evidentes diferenças nas edições do Jornal Nacional, muito mais dramático, e do Jornal da Record, que tratou o episódio com mais naturalidade, sem deixar de condenar os excessos de militantes, têm a ver com jornalismo ou com engajamento eleitoral?
No boletim online do Globo, distribuido às 14h18 da quarta-feira, "Serra é agredido durante enfrentamento de militantes em ato de campanha no Rio".
Na edição de papel, primeira página do Globo, "Serra é agredido por petistas no Rio". No complemento, a informação alarmante: por orientação médica, o candidato cancelou o resto da agenda e submeteu-se a uma tomografia num hospital da Zona Sul.
Título na primeira página do Estadão: "No Rio, petistas agridem Serra em evento".
Na Folha, em foto menos dramática, "Serra toca local em que foi atingido por um rolo de adesivos…"
Quanto pesa um adesivo de campanha enrolado? Cinco, dez gramas?
E a tomografia? É resultado da conhecida hipocondria do ex-governador ou parte da estratégia para transformar um episódio grotesco e banal em atentado político? Como uma bolinha de papel, dessas que os alunos atiram uns nos outros nas salas de aula, poderia virar motivo de comoção nacional?
Em seu artigo na edição desta quinta-feira [21/10] da Folha de S.Paulo, a colunista Eliane Cantanhêde transforma o projétil de papel em "bandeirada" na cabeça e afirma que José Serra, literalmente, apanhou na rua.
Quanto vale um jornalismo dessa qualidade?
A chamada grande imprensa perdeu completamente as estribeiras.”

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Debate? Como? Quando?

O mais incrível nestes debates entre Dilma e Serra é a falta de debate. Não se respondem às questões colocadas. Cada um fala para um lado ignorando perguntas e falando aquilo que lhes vem à cabeça. Por vezes fica impossível saber o que um candidato pensa do assunto colocado por seu adversário. São monólogos a dois.
Pelo menos nestes dois relativos ao segundo turno isto tem sido sistemático.
Por vezes me pergunto por que estou a assisti-los. Fica no ar uma sensação de vazio. São como se fossem dois autistas a falar de seu mundo como se o outro não existisse...
E assim seguem as campanhas de Dilma Serra e José Roussef.

domingo, 17 de outubro de 2010

De um domingo ao outro

Bem, esta semana não tive tempo mesmo de postar uma pensata sequer. Mas a verdade é que não tive tempo mesmo. Cheguei a pensar numa, cujo título seria “Segundo turno” e começava dizendo: “Quem será que ganha? Dilma Serra ou José Roussef?”. Sim, porque acho que a semelhança entre os pretendentes ao “cetro” se nivela pelo mais profundo de suas mediocridades.
Mas sigo falando sobre eleições neste simulacro de democracia que faz o povo acreditar que ela exista. O certo, porem, é que não pode ser o Serra. Até porque não é possível imaginar o PSDB de volta ao poder na atual conjuntura. Seria um retrocesso!
O que está claramente exposta é uma manipulação de pinça aos votos religiosos. Vide o “santinho” distribuído pelos tucanos enaltecendo Jesus... E o mais surpreendente é que 300 mil anos após o surgimento do Homo Sapiens ainda exista tanta força na religião. É a prova de que a humanidade em pleno século XXI ainda continua tão primitiva quanto naqueles idos, pois no meu entender, religião seria um assunto superado pelo progresso da ciência que derrubou tudo o que elas defendiam... E o pior: continuam a defender com suas devidas e oportunistas adaptações.
Mas não, a espécie continua a se agarrar a deuses, ou pior ainda a um deus único. E com o agravante de que, se no início era pela total ignorância do que acontecia ao seu redor, hoje a crença em poderes “superiores” é o fruto de organizações mafiosas que lhes impõem continuar acreditando neste “conto de fadas”. Prova de que a ignorância ainda domina a mente das pessoas.
O resumo da ópera é que a manipulação “espiritual” dos votos está clara.
Mas existem outras formas de fazê-la. Vejam a imagem acima (para amplia-la, clique nela). A manipulação já começa com a inversão no título. No quadro de um conhecido diário paulista, o correto seria se escrever: “Dilma sofreu maior baixa entre o evangélicos no Datafolha”. Da forma que está escrita induz ao raciocínio de que a queda foi nas pesquisas como um todo e não (no caso) entre os evangélicos. Alem disso na ilustração dos resultados da pesquisa colocam Serra em primeiro na ordem de leitura da esquerda para a direita. Apesar de que sutilmente ele está um pouco mais abaixo os índices numéricos estão no mesmo plano. O que tambem confunde os leitores.
E vejam bem, dona Marina que é “crente” citou até o termo “satanização” em recente pronunciamento sobre as eleições. Ridículo! E o mais grave é que as polêmicas em torno de religião estão no tema aborto. Ora, é sabido que o Brasil é um dos países mais atrasados do mundo na questão. E que um incontável número de mulheres morrem em consequência do aborto ilegal, este sim o que deveria ser combatido através da legalização.
Para finalizar, não me permito ser contra as pessoas manifestarem suas crenças. Apenas critico a impossibilidade que isto representa para a evolução da humanidade que prova estar se modificando muito pouco ao longo dos séculos e das evidências dos avanços e conquistas da ciência. Continuamos uns primatas!

domingo, 10 de outubro de 2010

Pensatinhas de domingo

Morreu em um zoológico na África do Sul, aos 52 anos, Charlie o “chimpanzé fumante”. Detalhe: a vida média da espécie é de cerca de 40 anos. O porta-voz da entidade, Qondle Khedama afirmou que o animal morreu apenas devido à idade avançada. Os antitabagistas radicais estão caladinhos... Hehehe!

Infeliz a declaração do Sr. da Silva no tocante à oposição de alguns jornais à candidatura da dona Dilma acusando-os de se comportarem como “partidos políticos”. Ora, na Europa os órgãos de imprensa assumem abertamente os seus candidatos preferidos. Aqui, o Estadão fez sua opção, enquanto os outros se manifestaram de forma indireta para um lado ou outro. Não é por aí Lula...

Só para atualizar, segundo o site icasualties (1), o número de soldados invasores mortos no Afeganistão superou (e muito) os do ano passado inteiro --de 521 no total. Em 2010 já alcançou os 572. Somente entre as tropas estadunidenses as quedas passaram de 317 para 375. E olha que ainda faltam alguns meses para o ano terminar.

As abstenções no primeiro turno destas últimas eleições totalizaram 24,6 milhões. Um recorde e um caso a pensar, pois acabou em terceiro lugar na contagem geral, à frente de Marina Silva. A abstenção quase vai para segundo turno, não é mesmo?

E por falar em Marina, a coisa está meio cinza entre ela e a reacionária direção dos verdes. Estes não gostaram dos comentários sobre o “apetite por cargos” e do apoio a Serra. Não lhes agradaram tambem as declarações dela sobre a possibilidade de neutralidade no segundo turno. O que eles se esquecem é que Marina teve os seus votos não por causa do partido, mas dela. Para alem disso, o “nanico” PV foi um fiasco em todas as outras áreas não elegendo sequer um governador ou senador (2) e ficando em 12º lugar na nova composição de deputados federais.

O governo “comunista burocrata stalinista” chinês, na verdade a segunda maior economia capitalista do mundo, não está nada satisfeito com a premiação de Liu Xiaobo com o Nobel da Paz. Afinal ele é um ferrenho e atuante dissidente do jurássico regime totalitário naquele país e encontra-se preso a cumprir uma pena de 11 anos de reclusão. Apesar de ser uma premiação questionável (3) o acontecimento é uma batata quente nas mãos dos governantes chineses.

Com Serra na reta final desta última etapa das eleições, surge novamente o fantasma das “doações” de estatais aos grupos monopolistas do capital “nacional” e internacional... Principalmente agora com a anunciada maior participação de FHC em sua campanha, a hedionda criatura que doou a lucrativa Vale do Rio Doce e tantas outras empresas a preços de banana. Vade retro. Espero que seja apenas um “fantasma”!

E o aborto? Os dois “finalistas” são a favor, mas ambos se declaram contra, tendo em vista captar votos do eleitorado religioso. Será que voltamos à Idade Média?

(1) Para consultas, acessar www.icasualties.org
(2) Até o PSOL elegeu um senador pelo Amapá.
(3) O prêmio já teve Henry Kissinger entre os seus agraciados...