sexta-feira, 30 de abril de 2010

Política Externa Independente

Enquanto em Washington representantes de 47 países debatem formas de conter a proliferação nuclear, Brasil e Irã decidiram fechar, dentro de um mês, um acordo para driblar a pressão das sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Teerã que deve aumentar com a provável adoção de sanções.
O entendimento foi alvo de negociações ontem em Teerã, durante o primeiro dia da visita do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, acompanhado por 80 empresários brasileiros. O ministro deve se reunir hoje com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para falar também de investimentos nacionais naquele país.
Atualmente, as exportações brasileiras ao Irã chegam a US$ 1,2 bilhão. Mas os iranianos dizem que este número pode ser 40% maior, já que eles consideram que quase metade do comércio entre os dois países ocorre por meio de uma triangulação no porto de Dubai. Do Brasil, portanto, a mercadoria sairia como exportação para os Emirados Árabes. Lá, ela seria enviada a Teerã, reduzindo a visibilidade das empresas que negociam com o Irã. O tema da linha de crédito foi alvo do debate de ontem da comissão criada entre os dois governos para repassar os temas bilaterais. O tema foi tratado pelo secretário executivo do MDIC, Ivan Ramalho, que também faz parte da delegação.
Vendas vão de carne a chassi. O Brasil exporta milho em grão, óleo de soja, carne, frango, açúcar, chassi com motor para veículos leves e minério de ferro para o Irã. A lista supera 100 itens, o que inclui ainda autopeças, produtos petroquímicos e celulose. As exportações da carne in natura ao Irã em janeiro somaram 15,6 mil toneladas e superaram em 106% o mesmo mês de 2009.
Política externa independente é uma característica dos governos brasileiros desde João Goulart, com uma dolorosa pausa durante o “reinado” dos generais presidentes...

Charge de Wilmarx

quarta-feira, 28 de abril de 2010

De que lado está o papa?


Acima, o papa Pio XI com Adolf Hitler e Joseph Ratzinger (Bento XVI) na Juventude Nazista

O cardeal Joseph Ratzinger (leia-se papa Bento XVI), resistiu a pedidos para suspender um padre estadunidense acusado de abusar sexualmente de crianças, segundo uma carta de 1985 que contém sua assinatura.
"Ele admitiu ter molestado muitas crianças e disse que tentou molestar todas as crianças que se sentaram em seu colo", disse um advogado de seis das vítimas de Stephen Kiesle, que o entrevistou na prisão.
A carta é o maior desafio para o Vaticano, que insiste em dizer que Bento XVI não teve nenhuma participação em barrar a expulsão de padres pedófilos durante os anos em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. O documento, assinado pelo então cardeal Joseph Ratzinger, foi datilografada em latim e faz parte de anos de correspondência entre a diocese de Oakland-Califórnia e o Vaticano sobre a proposta de suspensão do reverendo Stephen Kiesle.
Kiesle foi sentenciado em 1978 a três anos de liberdade condicional, acusado de amarrar e molestar dois garotos em São Francisco, Califórnia. Ele foi finalmente suspenso em 1987, apesar dos documentos não indicarem quando, como por que, ou qual o papel de Ratzinger na decisão.
Kiesle foi preso e acusado em 2002 por 13 casos de abuso de crianças nos anos 1970. Apenas dois casos não foram excluídos pela Suprema Corte dos EUA – que considerou inconstitucional uma lei da Califórnia estendendo o tempo para prescrição do crime. Em 2004, ele ainda foi acusado de molestar uma menina em sua casa em Truckee, em 1995, e sentenciado a seis anos de prisão. Hoje, com 63 anos, Kiesle vive em um condomínio fechado em Walnut Creek, segundo seu endereço registrado na lista de criminosos sexuais.
O caso ficou parado no Vaticano por quatro anos, até que Ratzinger finalmente escreveu para o bispo de Oakland. Passaram-se mais dois anos até que Kiesle foi finalmente suspenso. A igreja da Califórnia escreveu para Ratzinger pelo menos três vezes para checar a situação do caso. Em um momento, o Vaticano escreveu dizendo que o arquivo devia ter sido perdido, sugerindo reenviar o material.
"O cardeal Ratzinger estava mais preocupado em evitar escândalos do que em proteger crianças", desabafou um advogado que representou algumas das vítimas.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sinalização importante

Esta placa deveria ser obrigatória em todas as instituições de ensino dirigidas por padres.

A imagem foi obtida na página do Facebook: “CONTRA OS CRIMES DA IGREJA: PANOS E BANDEIRAS NEGRAS PARA RECEBER O PAPA”.

domingo, 25 de abril de 2010

Risadas de domingo

Domingo é um bom dia pra rir um pouco. Por isto vou postar algumas piadinhas que vão nos fazer desopilar o fígado!


Comecemos fazendo uma homenagem a Carlos Estevão (1) e suas “Perguntas inocentes”.
Clique na imagem para vê-la ampliada
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Esta parece um papo escatológico. E na verdade o é. No entanto, pelo menos é curtinho... e grosso. Foi-me contado por um amigo do ginásio, que dizia que todas as vezes que acabava um namoro, tinha uma forma muito boa de levar a “ex” para o seu lugar definitivo: o esquecimento.
Era bem simples. Imaginava ela dando uma cagada daquelas, com prisão de ventre, em que a coitada toda torcidinha, mordia os lábios, com os olhos a ponto de saltarem para fora do rosto. No dia seguinte, estava enojado. Nem queria pensar na pobre criatura!
Também...
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Tem aquela do sujeito visivelmente mal humorado.
Chega o amigo perto dele e pergunta:
– Pô, Fulano, você está tão mal. Qual o problema?
O Fulano olha para ele e responde amargurado:
– É, Beltrano – pára, suspira fundo, e continua exclamando – Minha mulher me deixou milionário e separou-se!
– Mas, cara, tá se queixando de que... afinal?!
Fulano respira fundo, uma lágrima se lhe escorre dos olhos e retruca:
– Eu antes era bilionário...
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Um sujeito viajando de madrugada numa estrada deserta. Não via nada por alguns quilômetros, quando enxerga uma luz muito forte.
Vai se aproximando e vê que contra a luz intensa havia uma silhueta intrigante. Uma cabeça enorme, braços maiores ainda, até o chão. Sem dúvida, pensou c’os seus botões, era um E.T.
Pára o carro. Aproxima-se lentamente da silhueta e fala alto e pausadamente:
– José da Silva, comerciário, carioca, brasileiro, habitante do planeta Terra... fazendo contato.
Um certo tempo de silêncio e veio a resposta:
– Severino da Cruz, motorista, cearense, habitante do planeta Terra... fazendo cocô.
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E tem aquela do indivíduo que morreu e foi parar no inferno.
Chegando lá o diabão chefe disse:
Olha, inferno aqui é por país. Você pode escolher o que quiser, mas, detalhe, depois de escolhido vai ficar nele para todo o sempre. E soltou aquela risada cavernosa que só diabos têm.
Dito isto, o indivíduo pôs-se a correr os países. O primeiro foi a França. Chegando lá, encontra uma bichona (ex-cabeleireiro) que lhe explica:
– Aqui, a rotina é a seguinte: 10 horras do dia no fooorno! Abriu uma porta e aquela malta berrando e ardendo nas chamas. Continuou: Depois, meu beeem, tem mais dez horrras de frrigorrífico. Daí abriu uma porta e vários caras tremendo de frio, nus em pêlo. Um verdadeiro inferno!
– E aí, restam quatro horas! É pra descansar? Perguntou o indivíduo.
– Mais ou menos. Falou a bichona frrancessa. Tá vendo aquele carra forrte ali do lado? Ele dá porrrada nas duas horras que faltóm!
O indivíduo agradeceu e se mandou.
Correu vários infernos e a coisa era mais ou menos a mesma coisa com um sotaque diferente. Finalmente deparou-se com uma fila quilométrica. Curioso perguntou ao infeliz que estava ali na fila, que prontamente lhe respondeu:
– Este é o inferno brasileiro... um paraíso... O indivíduo olhou espantado para o ex-infeliz, que prosseguiu: ...O forno está sem carvão, e nem se fala em verba para isso há cerca de dois anos. O frigorífico quebrou no ano passado, mas não se sabe quando nem como será consertado. E quanto ao grandalhão da porrada. Bom... ele é funcionário público... chega, bate o ponto, deixa um casaquinho pendurado na cadeira e só volta no dia seguinte no mesmo horário. Pelo menos é mais ou menos pontual.
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(1) Caricaturista famoso entre os anos 1940/70, Carlos Estevão (1921-1970) foi o criador do imortal personagem “Dr. Macarra”, alem de outras séries famosas como “As aparências enganam” ou “Perguntas inocentes”, publicadas na revista O Cruzeiro, muito embora tenha sido tambem colaborador do Diário da Noite e O Jornal, entre outros.

sábado, 24 de abril de 2010

Alerta sempre vale


Clique na imagem para ampliar
Capturei as imagens de um power point encaminhado pelo meu amigo Antônio Torres, e que achei valer a pena reproduzir aqui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Alfie ontem e hoje

O fato de rever “Alfie” (1966) foi o tambem o prazer de assistir um filme décadas após e exclamar com os meus botões: “como é atual!”. Após tantos anos o filme parece que foi feito hoje.
A direção de Lewis Gilbert e a interpretação de Michael Caine (como sempre beirando a perfeição) fazem desta obra sobre Alfie Elkins, um homem que se ocupa primordialmente em conquistar mulheres, mas que, em determinado momento começa a ver seus sentimentos abalados por fatos novos e fora do seu controle, como gravidez ou amor paterno, que balançam os seus valores amorais e “machistas”.
Este filme pode ser considerado uma autêntica comédia/drama. E tem uma característica marcante do diálogo do personagem com a platéia, uma abordagem brechtiana de “distanciamento” aplicada ao cinema.
No excelente elenco ainda contamos com a presença da excelente “gordinha tesuda” Shelley Winters no papel de Ruby, Julia Foster, Jane Archer, e, por coincidência, um tal de “Alfie” (1) Bass no papel de Harry.
A história é baseada em peça de teatro de Bill Naughton, o roteiro adaptado é do autor. E a trilha sonora escrita por Burt Bacharach e Hal David, interpretada por Cilla Black é sucesso até hoje, tendo sido cantada tambem por intérpretes como Whitney Houston, Barbra Streisand, Cher ou Dionne Warwick.
Não confundir com a versão estadunidense de 2004, apenas um “arremedo” desta obra prima, apesar do bom elenco liderado por Jude Law no papel de Alfie, Suzan Saradon e Marisa Tomei sob a direção de Charles Shyer.
......
(1) Alfie é apelido de Alfred, um nome comum...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O metrô entrando nos trilhos


O metrô do Rio se comprometeu com o Ministério Público a adotar uma série de medidas para melhorar os serviços prestados à população. O acordo foi resultado da Ação Civil Pública devido a problemas como atrasos, superlotação e calor no interior das composições. Para o descumprimento de cada item, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, que já está valendo desde o dia 06/04/2010.
A empresa Metrô Rio deverá informar quaisquer atrasos ocorridos, bem como seus motivos, nas composições e estações, fornecendo uma previsão mínima para o restabelecimento do serviço. E obriga a concessionária a inaugurar a estação Cidade Nova até abril de 2011.
Conforme noticiado pela imprensa em fevereiro, o promotor que cuida do caso pedia a suspensão da circulação da Linha 1A, pois há risco de colisão no encontro em “Y” (1), das linhas que vêm da Pavuna e da Tijuca no sentido Zona Sul. Porém este aspecto ficou descartado sob a alegação de que ela dá mais conforto aos usuários.

(1) A sinalização é fundamental para que este encontro de linhas em “Y” possa funcionar sem riscos.