
Após as novas ofensivas no Afeganistão, a tendência é o aumento das baixas nas tropas ianques e da “coalizão” naquele país. Dito e certo. Até este sábado as baixas chegavam a um total de 70. Maior do que as ocorridas durante todo o ano entre 2001 e 2004 (veja quadro do iCasualties). É importante lembrar que ainda estamos na metade do segundo mês de 2010. E somente os estadunidenses somam 42 soldados mortos. Até ontem.
Coincidentemente, nesta última semana houve um forte ataque em massa na região de Marjah – no sul do país –, ainda dominada pelos Talebans, conduzido pelas tropas de Obama e seus “coligados”, acompanhados de forças nativas.
Falamos domingo passado de São Paulo, o “maior pinico do mundo”. Apesar de outros fatores influenciarem o fenômeno, sem dúvida que o crescimento assustador do número de veículos movidos a combustível fóssil tiveram uma importância significativa no acirramento do problema.
Referia tambem que a tendência acontece em outras capitais e cidades do país. Mas o mais curioso é que todas as capitais com aumento de frota superior à média estão fora do eixo Sul-Sudeste (1). Onze são do Norte ou Nordeste e são as que têm a pior renda. Teresina (a pior renda per capita do país), possui 10,6% mais carros do que tinha ao fim de 2008, ou 118,6 mil automóveis – um carro para cada seis habitantes.
O maior crescimento de frota durante a crise foi em Porto Velho, com expansão de 15,7%. Hoje são 59,7 mil carros nas ruas da cidade, um para cada seis habitantes.
Estive observando na TV algumas reportagens sobre o carnaval nos tradicionais centros em que acontece a festa que um dia foi popular e autêntica, e cheguei à conclusão de que a mais coerente mesmo ainda é a do Recife.
Os recifences e a população de Olinda ainda mantem alguma ligação com as suas origens. Na Bahia, os Mastodontes (ex-trios) elétricos e as ivetesangalos da vida, através do axé, acabaram com um carnaval que era original e divertido. Hoje, sobraram somente barulho e camarotes de luxo, deixando o povo na suadeira dos cordões empoeirados. Fazendo número para as câmeras... Apenas isto.
No Rio de Janeiro, nem se fala... Já é um caso perdido, apenas para inglês ver.
Falar em inglês e televisão, os Jogos Olímpicos de Inverno inauguram uma nova era no Brasil em matéria de transmissões exclusivas destas modalidades. Finalmente a Rede Globo, a famigerada herança viva da ditadura militar perdeu a exclusividade de transmissões, incluindo os Jogos de Inverno (Vancouver), inaugurados anteontem, os Panamericanos, as próximas Olimpíadas de Londres e até Rio de Janeiro. Ficamos livres tambem do “Chatão” Bueno e seus palpites estapafúrdios.
Pena que a Record (leia-se bispo Macedo) herdou o dito monopólio. Que fazer? Isto é Brasil. Aqui, os piores “tipos” dominam a comunicação de massa. Principalmente a televisiva. Caia em que mão venha a cair, não se tem muita esperança de uma mudança que signifique alguma melhora qualitativa.
Já no jornalismo impresso, a censura imposta ao Estadão a partir da iniciativa dos “honoráveis bandidos” (2), se aproxima dos 200 dias, pois hoje se completam 198.
Nota final: Este blogueiro se mantem no ar, apesar de cada dia que passa ter menos comentaristas em suas postagens, apesar de haver estacionado nos 20 seguidores. É tudo uma questão de persistir. E, de, apesar de tambem estar com menos tempo disponível, querer mantê-lo no ar. Nem que venha a ser apenas para um leitor. E mesmo que este leitor seja eu... E pelo menos como “Pensatas aos domingos”.
A propósito, tenho recebido no blogue uma série (grande) de mensagens insólitas, a misturar palavras em inglês, alemão, e outras línguas sem o menor sentido. Quero aproveitar para avisar o “comentarista” que pode continuar mandando porque não me custa nada recusá-las. Ou até, quem sabe, um dia desses publicá-las como exemplo. Ou seria um anti-exemplo?
A princípio, até o próximo domingo. Ou a qualquer momento em edição extraordinária.
(1) Fonte: Folha de São Paulo
(2) Título do livro de autoria do jornalista Palmério Dória (2009) que conta os bastidores do enriquecimento e tomada do poder pela família Sarney, e mostra os cenários e histórias protagonizadas por José Sarney, que foi presidente da República por acidente, e transformou o Maranhão no quintal de sua casa