Continuo a exibir o importante depoimento de Martin Scorcese
sobre Glauber Rocha e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guereiro”, postando
hoje a sua segunda parte.
Este blogue é uma miscelânea de pensamentos sobre os mais variados assuntos. Tem recuerdos, críticas variadas, abordagens da situação política e social no Brasil e no mundo, pensamentos diversos, contos, lixo cultural. Tudo sem sequência e sem compromisso de continuidade.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Pensatas de domingo e a visão de Martin Scorcese
André Setaro, professor de cinema, publicou em seu blogue “Setaro’s
Blog”, os depoimentos de Scorcese sobre Glauber Rocha; mais especificamente “O
Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. Gostei tanto que estou postando aqui
não somente o video, como tambem o comentário que fiz à sua matéria:
“O que fica mais evidente no depoimento acima de Scorsese é
o choque entre culturas; a clássica e a neobarroca, extremamente anárquica de
um terceiro mundo caótico e nada linear representada pela narrativa de Glauber Rocha
neste épico grandioso que é “O Dragão da Maldade...”, obra prima da
cinematografia mundial num período (como diz o próprio Scorsese) riquíssimo em
produtividade e genialidade expressivas.
Nota-se o desbunde de um diretor sensível defrontando-se com
uma das mais impressionates realizações de todos os tempos, pois, quando digo
que é um “épico”, não é à toa. “O Dragão...” constitui-se numa obra
inquestionavelmente inovadora... Tão inovadora e revolucionária que na época
foi mal compreendida e questionada por muitos que hoje a aceitam de forma unânime.
Fico feliz em saber que Scorsese a “comprou” de imediato,
tornado-se um fã incondicional do filme de Glauber em todos os seus detalhes e
sutilezas.”
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A farsa eleitoral nos EUA
O professor Jorge Vital de
Brito Moreira nos envia direto dos Estados Unidos esta análise sobre as eleições
primárias naquele país.
Confesso que tenho que lutar muito
e me esforçar bastante para vencer meu sentimento de indignação e repulsa, para
escrever sobre as eleições do suposto “sistema democrático” dos EUA que
(digamos sem papas na língua), de “democrático” não tem nada, a não ser a
mítica palavra.
Como se fosse
pouca a manipulação ideológica em torno da palavra “democracia”, o termo
“democrata” é também usado para dar nome a um partido político (extremamente
demagógico e oportunista) que junto ao partido republicano, detém o monopólio
de ganhar todas as eleições que se realizam nos EUA.
Esta
realidade é mais que suficiente para que possamos afirmar que não existe
sistema democrático no país. O que realmente existe é uma ditadura de dois
partidos onde ambos servem e defendem igualmente os interesses da plutocracia
estadunidense, ou seja, daqueles que possuem ou controlam os grandes bancos, as
grandes companhias de petróleo e a indústria armamentista.
Para o jovem
leitor que ainda não sabe, informo que os EUA possui a campanha eleitoral mais
cara e corrupta do mundo e este ano o seu custo econômico baterá todos os
recordes anteriores, ultrapassando a casa dos muitos bilhões de dólares. Com a
única exceção do candidato Mitt Romney (que é um dos homens mais ricos dos
EUA), todos os outros candidatos, incluindo o presidente Barack Obama, dependem
e dependerão do dinheiro das grandes corporações para financiar as suas
campanhas eleitorais e para serem eleitos.
Assim, não
existe nenhuma diferença essencial e real entre o partido democrata e o
republicano. Ambos são profundamente corruptos e completamente anti democráticos.
Somente dentro das coordenadas anteriores é
que se pode realmente entender o que é (dentro do sistema estadunidense), uma eleição primária (as primárias) pois
ela é definida, em abstrato e “inocentemente”, como uma eleição
interna a cada um dos dois partidos políticos para selecionar um candidato à
eleição presidencial.
Como se pode
deduzir, não existe nada de importante ou sério relacionado com as eleições primárias.
Nem as eleições primárias nem as eleições oficiais mudarão coisa alguma no
sistema político e anti democrático deste país. É sempre a mesma repetição do
mesmo velho sistema capitalista liberal corrompido de sempre (same old, same old and let’s get back to the
business as usual).
E apesar
dessa absurda realidade, alguns pensam que se a maioria dos estadunidenses não
estivessem tão estupidificados pela indústria cultural e ideológica do
entretenimento (TV, rádio, imprensa corporativas e os filmes de Hollywood entre
outros), provavelmente se dariam conta de que as eleições nos EUA (primárias ou
oficiais) não passam de um grande espetáculo midiático para continuar
estupidificando (com a sua aparência de coisa importante e decisiva para a
população alienada), os indivíduos votantes,
reproduzindo a mesma dominação de uma minoria (1%) sobre a grande
maioria dos estadunidenses (99%).
Em poucas palavras, nem a escolha
de Barack Obama para um segundo período presidencial pelo partido democrata, ou
de um dos candidatos republicanos (Rick Santorum, Mitt Romney, Newt Gingrich,
Ron Paul) que será escolhido pelas eleições primárias terão as condições ou a
vontade política para mudar a produção e reprodução do atual estado de coisas
(a crise econômica, por exemplo) que acontecem dentro ou fora dos EUA.
Assim, farei um resumo breve da
biografia dos cinco candidatos para que o leitor tenha uma ideia mais
aproximada dos interesses políticos e econômicos que eles representarão se
forem eleitos presidente dos EUA.
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Willard Mitt Romney,
nascido em Detroit em 12 de março de 1947, é um político do Partido Republicano
que foi pré candidato à presidência dos Estados Unidos para a eleição de 2008,
mas perdeu o assento para o candidato republicano John McCain. Ele foi
governador de Massachusetts entre 2002 a 2007, e é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias (conhecida como a Igreja
Mórmon).
Neste
2012, Romney, um superbilionário, voltou a concorrer nas eleições primárias,
colocando-se atualmente como o pré candidato com o maior numero de votos e com
grande probabilidade de ser o escolhido para disputar a presidência dos Estados
Unidos nas próximas eleições pelo Partido Republicano.
....................................
John Richard “Rick” Santorum,
nascido na Virginia em 10 de maio de 1958 é um político que no passado foi
eleito duas vezes para representar o estado da Pensilvânia: a primeira vez na
Câmara dos Deputados (1991-1995) a no Senado (1995-2007) dos EUA. Ele é
identificado por assumir fortes posições conservadoras. Santorum é um católico
praticante (ligado ao “Opus Dei”) que
tem condenado sempre o casamento homossexual no país. No momento é o segundo
candidato mais votados nas primárias.
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Newt Gingrich,
nascido em Harrisburgo, Pensilvania, é um político que se destacou como forte
líder republicano quando o partido tomou, em 1994, o controle da Câmara dos
Representantes pela primeira vez depois de 40 anos. Gingrich tornou-se então
presidente da Câmara em 1995 e foi considerado a “Personalidade do Ano” pela
revista Time.
Gingrich tem sido denunciado como um político
hipócrita e corrupto mas que continua a ser uma figura influente no Partido
Republicano; no entanto, até agora, ele
não é considerado como um dos favoritos
para a nomeação republicana para as eleições presidenciais de 2012.
....................................
Ron Paul,
nascido em Pittsburgh em 20 de agosto de 1935 é um político do partido
republicano na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Ron Paul foi
candidato à presidência dos Estados Unidos em 1988 e 2008 (sem sucesso), mas
voltou a ser candidato nas eleições de 2012.
Ron
Paul é o pai do senador Rand Paul, do Kentucky, reconhecido com um líder linha dura
do Tea Party. No Congresso, Ron Paul adere
a princípios conservadores e libertários e é o candidato menos votado entre os
competidores.
Como
Já mencionamos, nenhum dos candidatos do partido republicano apresenta
características pessoais, políticas ou econômicas, nem se evidencia pela tendência
ou atividade (ações) para mudar as regras do jogo ou o próprio jogo
estabelecido.
Por
último, vamos dar uma olhada no candidato Barack Obama e fazer uma rápida
revisão dele como presidente (o candidato único do partido democrata nas
eleições presidenciais de 2012) para poder melhor situá-lo do lado opositor aos
candidatos republicanos.
Barack Obama,
nascido em Honolulu, Havaí, em 1961, é um político dos Estados Unidos que foi
eleito senador democrata para representar o estado de Chicago na câmara alta.Em 2008,
concorreu às eleições primárias do Partido Democrata, enfrentando a Hillary
Clinton, quando ganhou as primárias e passou a enfrentar o republicano John
McCain rumo à presidência da república. Obama venceu as eleições elegendo-se
como o 44 º presidente estadunidense e o primeiro presidente negro da história
dos EUA. Eleito pelo Partido Democrata, começou a governar o país em 2008
e terminará a sua gestão neste 2012.Se
decidirmos avaliar o presidente Barack Obama depois de quatro anos de atuação
na área política, social e econômica do país, o resultado será, na minha
opinião, profundamente negativo e quase que inteiramente condenável.Vamos
mencionar apenas uns poucos acontecimentos da política interna e externa dos
EUA durante o sua administração. O primeiro que devemos reconhecer
politicamente é que o Governo Barack Obama consiste em uma continuação e em um
aprofundamento das políticas da extrema direita executadas pelo seu antecessor,
George W. Bush. Em muitos sentidos, o governo Obama realiza uma administração
(quem imaginaria?) ainda mais desumana que a de George W. Bush.Internamente
(dentro dos EUA), as políticas econômicas do presidente Barack Obama que têm
sido executadas para resgatar os CEOs criminosos de Wall Street (à custa de detentores
de hipotecas estadunidenses) se caracterizam por ser um prolongamento das
políticas econômicas do seu antecessor; tais políticas vêm destruindo as
esperanças de milhões de estadunidenses de algum dia poder realizar o “sonho
americano”: já existem dois milhões de famílias jogadas na rua por causa dessa
política, e calcula-se que as vítimas desta fraude gigantesca serão em torno de
cinco milhões nos próximos dois ou três anos.Externamente
(fora dos EUA), o presidente Barak Obama, ganhador do premio Nobel da Paz, tem
prolongado descaradamente as guerras imperialistas iniciadas por G.W. Bush
contra o Iraque, o Afeganistão e o Pasquistão, ordenando os assassinatos de
cidadãos estrangeiros e estadunidenses pelo mundo afora. Como se fora pouco, o
presidente Obama tem se submetido radicalmente aos interesses políticos do
governo de Israel (de Natanyahu e do AIPAC, o maior lobby israelita nos EUA) para o Oriente Médio.Como
sabemos, Obama continua ordenando o envio de aviões não tripulados –drones–
para massacrar milhares de pessoas indefesas e a opinião pública estadunidense
(enganada pela mídia corporativa e pela indústria cultural) não sabe de nada. A
opinião publica dos EUA não toma conhecimento da barbárie que o país tem
implantado nos países do terceiro mundo com um objetivo fundamental: defender e
expandir, através das guerras imperialistas, os interesses econômicos das
corporações petrolíferas, do Complexo Industrial Militar e do capital
financeiro (dos grandes bancos estadunidenses). Assim, de alguma maneira, a imagem
de Barack Obama como individuo “progressista” não tem sido afetada pela
realidade das abomináveis ações do presidente dos EUA no exterior.Para
lograr este objetivo imperial, o presidente Obama não titubeia em sacrificar,
restringir ou cortar constantemente (day
after day) as liberdades civis que foram estabelecidas pela Constituição
dos Estados Unidos para os cidadãos estadunidenses.O
mais irônico é o fato que o denominado "progressista" Barack Obama já
superou o espantoso recorde de seu antecessor, George Bush, em termos de
violações da justiça e dos direitos humanos nacionais e internacionais; e as
promessas, feitas durante sua campanha presidencial, todas foram levadas pelo
vento (Gone with the Wind). Por
exemplo, Guantánamo e outros centros de tortura dos EUA, nunca foram fechados.
Parte das tropas estacionadas no Iraque foram retiradas, mas o presidente
deixou um grande número de "assessores" (mercenários) para prolongar
a ocupação territorial, alem de continuar as guerras no Afeganistão e as
hostilidades no Paquistão.Para
enriquecer o currículo do presidente prêmio Nobel da paz, o jornal New York Times
revelou que, por detrás das aparências, Washington foi principal ator da Guerra
contra a Líbia, ou seja, o país é o responsável, junto à OTAN, do massacre e
dos crimes cometidos contra o povo líbio para “livrá-lo” do governo de Muammar Khaddafi.Poderíamos
continuar com a lista quase interminável das monstruosas decisões executivas
realizadas pela administração atual dos EUA mas o tempo e o espaço que temos
não seria suficiente para analisá-las.
Em resumo, nas próximas eleições dos EUA, nenhum dos
candidatos que for eleito presidente, preencherá os requisitos para realizar um
governo realmente democrático. Em poucas palavras, se dependermos de candidatos
que representam os interesses da plutocracia capitalista não haverá nenhuma luz
no fim do túnel para a humanidade trabalhadora (estadunidenses ou não). Enquanto a produção e reprodução da sociedade
depender de rituais públicos fraudulentos para legitimar a exploração econômica
e a dominação política de uma classe social minoritária sobre a classe
trabalhadora não haverá nenhuma esperança
para a espécie humana num futuro próximo.
domingo, 8 de abril de 2012
Pensatas de domingo. A Internacional Capitalista
"Dentro da globalização tem-se a tendência a
flexibilizar a produção, espalhando a produção por várias partes do globo.
Dessa forma, uma das consequências da globalização é dar novo destino ao
espaço, que pode se valorizar, revalorizar ou desvalorizar, mas em qualquer um
dos casos criando um novo (referencial) simbólico". (Heitor Ney
Mathias, economista, em "As ruínas da cidade industrial")
A etapa globalizada do capitalismo “pós moderno”, em plena “barbárie”, mostra
uma coisa que de há muito se suspeitava: o capital não tem mais pátria.
Surgindo nos burgos (um burgo designa uma cidade
comercial, que se desenvolvia fora das muralhas do núcleo urbano primitivo,
senhorial), a burguesia organizou-se a partir da Idade Média, culminando na
formação de países e nações, tais como os conhecemos hoje.
O feudalismo tinha uma composição muito distinta de nações (um feudo
é uma porção de terra concedida por um senhor a um vassalo em troca de
obrigações de fidelidade mútua). Os “países” eram aglomerados de feudos que se
identificavam através de língua e costumes, muito mais do que por sentimentos
patrióticos. As guerras eram muito mais religiosas, e, quando entre feudos, apenas
para a ampliação daqueles que buscavam crescer. A partir da revolução burguesa,
particularmente na Inglaterra e na França, o sentimento patriótico começou a se
incorporar à ideologia da burguesia e seus interesses econômicos mais
imediatos. O conceito nação, tal e qual o conhecemos, começou a se consolidar
então.
Mas, a burguesia,
ao alcançar a sua etapa imperialista, iniciou uma transformação gradual em que
ao capital, não havia mais o interesse em se manter aprisionado a fronteiras.
Poder-se-ia dizer
que, na evolução deste processo, nos dias de hoje, o capital multinacional teria
mais interesse em se manter e ter suas sedes em plataformas oceânicas estabelecidas
em águas internacionais, nas quais não teria necessidade de fidelizar-se a
nenhuma nação. Alem do que estaria livre de impostos e outros compromissos.
Karl Marx previa
a necessidade de uma revolução proletária ser de cunho internacionalista,
baseado no fato de que os interesses desta classe explorada não eram nacionais.
Outrossim, naquela época, à burguesia era necessàrio manter pátrias para defender
suas propriedades. Todavia, Marx não chegou a presenciar o desenvolvimento do
capitalismo em sua etapa imperialista, tendo ele morrido antes deste
acontecimento.
Coube aos
pensadores do Materialismo Histórico entre finais do século XIX e início doXX viver
este período. Vladimior Ilitch Ulianov (Lenin), escreveu em 1916 “Imperialismo,
fase superior do capitalismo”, no qual já apontava distorções no comportamento
da burguesia, como a do empresário Basil Zaharoff, que, numa guerra entre a
Turquia e a Rússia czarista, armava simultaneamente os vasos de guerra de um
dos países, e a defesa costeira da outra. Era um marco do capitalismo sem
pátrias nem bandeiras. E uma nova forma de lucro incessante.
Hoje, Zaharoffs
existem às centenas. A internacionalização do capital, retirou da burguesia os
interesses nacionais, o que pressupõe a existência de uma “Internacional
Capitalista”. Por outro lado, a formação das elites operárias nos países mais
desenvolvidos, criou um sentimento nacionalista no proletariado. Um nó górdio
no pensamento de Marx. Um novo desafio aos caminhos das mudanças sócioeconômicas
que podem propiciar o fim da exploração do homem pelo homem.
A atrofia da praxis, pós Marx, gerado principalmente através
do poder exercido pela burocracia soviética, também colaborou para que saídas para
esta “arapuca” se tornassem mais difíceis. No século XX, alguns pensadores
Materialistas Históricos independentes reposicionaram a questão, mas, suas
palavras foram difíceis de ser ouvidas, abafadas tanto pela burguesia, quanto
pela momenkatura na URSS. Sempre me
refiro ao livro de Michael Lowy e Daniel Bensaid, intitulado: “Marxismo,
modernidade, utopia”, uma publicação da Xamã Editora, que faz uma análise muito
atual da situação. E que merece ser lido por quem tenha algum interesse pelo
assunto.
Enquanto isso,
temos que tentar sobreviver, na “barbárie” do sistema vigente, sabendo que os “capitalistas
de todo o mundo estão unidos”. Se é que isto seja mesmo possível. E aí, a
principal contradição de um internacionalismo impossível de se consolidar.
domingo, 1 de abril de 2012
Pensatas de domingo: o Brasil fica cada vez mais sem graça
O desaparecimento de Chico
Anysio e Millôr Fernandes no espaço de uma semana, deixou um vácuo no humor
nacional.
O primeiro provocou uma
overdose de notícias e retrospectivas por parte da grande mídia que chegou a
(literalmente) saturar. Sei da importância de Chico, personalidade que
acompanho desde a juventude, e que sem dúvida foi muito importante no
cenário da comédia nacional. Mas o exagero na cobertura do acontecimento foi um
verdadeiro absurdo.
Millôr já passou mais
desapercebido em seu falecimento. Apesar de ter sido de uma importância ainda
maior no cenário intelectual brasileiro, e, muito embora não queira estar a
fazer comparações, o humorista e intelectual, jornalista, poeta, escritor, desenhista,
tradutor, etc (segundo consta falava 12 línguas), foi de uma importância
inquestionável no combate à ditadura, sendo inclusive o fundador do “Pasquim”.
Millôr nos deixa órfãos de
sua genialidade... Ele que, no dia de sua morte ainda havia inserido as suas
últimas e inigualáveis piadas no seu site http://www2.uol.com.br/millor/index.htm
Publiquei a postagem abaixo sobre
Chico em 06 de fevereiro de 2011:
Desde que Chico Anysio foi internado, e já lá se vai um bom tempo
(agosto de 2010), tenho vontade de escrever um pouco sobre ele. E por que não
lhe dedicar uma Pensata de domingo? Achei justo fazê-lo hoje.
Ainda adolescente, comecei a assistir Chico Anysio em seus programas da TV Rio. E eram impagáveis. Os seus personagens, como o Quem Quem --um garçom fanho que foi colega de escola de pessoas ligadas à altas rodas e que fingiam não conhecê-lo--, marcaram várias gerações. A propósito, Chico chegou a interpretar 207 personagens diferentes (1).
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho , começou sua carreira na Rádio Guanabara, ainda nos anos 1940, onde, para além de radio ator também era comentarista em jogos de futebol. Porém, antes de sua estréia como profissional, ainda com 14 anos começou a frequentar os programas de calouros, como o famoso de Ary Barroso, “A hora do pato” e ganhava todos, chegando ao ponto de não o aceitarem mais.
Na TV Rio estreou em Noite de Gala (1957). Nesta emissora, em 1959, participou do programa Noite de Gala, e depois do Só tem Tantã, mais tarde chamado Chico Total. Ali, lançou seu impagável Coronel Limoeiro. A mulher do Coronel, Maria Teresa (alusão à então primeira dama do país) foi interpretado pela vedete Zélia Hofman.
Nas “chanchadas” da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ponta em filmes da produtora Atlântida.
Chico está na Rede Globo desde em 1968, onde estreou o programa Chico City e mais tarde o Chico Anysio Show e a Escolinha do Professor Raimundo, na qual intencionalmente ajudava seus colegas desempregados. Em 1995 surgiu Chico Total, mas sua participação na TV estendeu-se a outras participações em diversos programas.
Espero que Chico melhore. As últimas notícias confirmam este prognóstico. Vamos torcer.
(1) http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4395.html Entre seus personagens podemos destacar: Azambuja, Bento Carneiro, Bozó, Bruce Kane, Canavieira, Coalhada, Coronel Limoeiro, Divino, Haroldo, Jovem, Linguinha, Meinha, Nazareno, Neyde Taubaté, Painho, Popó, Salomé, Santelmo, Tim Tones, alguns na ativa até nosso dias.
Ainda adolescente, comecei a assistir Chico Anysio em seus programas da TV Rio. E eram impagáveis. Os seus personagens, como o Quem Quem --um garçom fanho que foi colega de escola de pessoas ligadas à altas rodas e que fingiam não conhecê-lo--, marcaram várias gerações. A propósito, Chico chegou a interpretar 207 personagens diferentes (1).
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho , começou sua carreira na Rádio Guanabara, ainda nos anos 1940, onde, para além de radio ator também era comentarista em jogos de futebol. Porém, antes de sua estréia como profissional, ainda com 14 anos começou a frequentar os programas de calouros, como o famoso de Ary Barroso, “A hora do pato” e ganhava todos, chegando ao ponto de não o aceitarem mais.
Na TV Rio estreou em Noite de Gala (1957). Nesta emissora, em 1959, participou do programa Noite de Gala, e depois do Só tem Tantã, mais tarde chamado Chico Total. Ali, lançou seu impagável Coronel Limoeiro. A mulher do Coronel, Maria Teresa (alusão à então primeira dama do país) foi interpretado pela vedete Zélia Hofman.
Nas “chanchadas” da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ponta em filmes da produtora Atlântida.
Chico está na Rede Globo desde em 1968, onde estreou o programa Chico City e mais tarde o Chico Anysio Show e a Escolinha do Professor Raimundo, na qual intencionalmente ajudava seus colegas desempregados. Em 1995 surgiu Chico Total, mas sua participação na TV estendeu-se a outras participações em diversos programas.
Espero que Chico melhore. As últimas notícias confirmam este prognóstico. Vamos torcer.
(1) http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4395.html Entre seus personagens podemos destacar: Azambuja, Bento Carneiro, Bozó, Bruce Kane, Canavieira, Coalhada, Coronel Limoeiro, Divino, Haroldo, Jovem, Linguinha, Meinha, Nazareno, Neyde Taubaté, Painho, Popó, Salomé, Santelmo, Tim Tones, alguns na ativa até nosso dias.
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