segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tremendão

De todo aquele “povo” da Jovem Guarda, o único que se salva é o Erasmo. Sério! Roberto Carlos, se for rei de alguma coisa, está mais próximo da esdrúxula e aleijada (1) criatura conhecida como Clopin Trouillefou o “rei dos mendigos” em “Notre-Dame de Paris” de Victor Hugo.
O resto é o rebutalho do que foi o movimento... Por si só um rebutalho social, alienado, instrumento da reação e dos militares no combate a ideias que a MPB difundia através das músicas de protesto, na tentativa de conscientizar seus ouvintes.
Ora, Erasmo – o Tremendão – constitui-se numa exceção. Pelo menos, com o correr do tempo a mostrar uma maior transparência comportamental, bem como uma qualidade musical mais apurada.

(1) Não sou e nem quero ser “politicamente correto”... Roberto Carlos é perneta mesmo!

... da Tribuna da Imprensa

"O insensato Marco Aurélio Garcia, o irresponsável Ministro Celso Amorim, o inacreditável presidente Lula, os golpistas dos dois lados, colocaram Honduras à beira do tumulto, conseguirão escapar da guerra Civil?"

Este título do Helio Fernandes nesta segunda feira é uma das maiores conclusões que já li sobre o caso Zelaya...
Leia em http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=3708

domingo, 27 de setembro de 2009

Oficina de Cinema


Quem morar ou estiver em Salvador durante o período acima (para aumentar, clique na imagem), não pode perder a Oficina de Cinema, cuja programação completa encontra-se em link no final desta postagem.
Mas sobre o Professor André Setaro, pode-se acrescentar – além de seu excelente blogue de cinema –, que após ser graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1974 fez mestrado em História e Teoria da Arte pela Escola de Belas Artes, também na mesma Universidade (1998).
Atualmente é professor de Cinema na Universidade Federal da Bahia.
Crítico cinematográfico do jornal Tribuna da Bahia com uma coluna diária de crítica cinematográfica entre 1974 e 1994, ano em que passou a escrever semanalmente para o jornal baiano.
Colaborador do Suplemento Cultural do jornal A Tarde, onde publica ensaios e críticas sobra a 7ª Arte, é também colunista cinematográfico no portal Terra, publicando todas as terças feiras críticas e comentários no Terra Magazine.

http://setarosblog.blogspot.com/2009/09/nova-oficina-elementos-de-apreciacao.html

Dominicais

O mais novo membro da família, a encantadora Dalila (4 meses) que amanhã completa seu primeiro mês conosco.
......
Vivi uma Salvador, ou melhor dizendo, uma Bahia (1) barroca. Numa época em que Pituba era um lugar longe demais. Basta dizer que tinha uma tia que ia àquela praia para fazer topless. De uma Nazaré, símbolo da urbanidade latina, um lugar habitável, gostoso, um tanto quanto provinciano, mas como é bom o ar da província! Dali, descíamos a pé em direção da Baixa do Sapateiro, atravessando-a, subindo ladeiras tortuosas até alcançar a Praça da Sé. Reparem bem, da Sé, não da Catedral, ponto central de um Centro Velho que se dividia entre Cidade e Comércio, em outras palavras: Cidade Alta e Cidade Baixa.
Isto, há cerca de 45 anos atrás, quando a primeira capital do Brasil tinha pouco mais de 500.000 habitantes. Quer dizer, uma cidade populosa, mas ainda habitável, suportável, com resquícios de um convívio humano e “civilizado”. E uma latinidade evidente, mesclada pela negritude dos abarás, candomblés e capoeiras, numa fase pré-axé.
Tenho saudades daquilo tudo. De meus primos a caminhar comigo pelas tardes em busca de cinemas e noite adentro a caça de novas emoções. Duros, estudantes com o dinheiro contado, mas tantas vezes frequentando as casas noturnas de danças e meretrizes, as boates, os cabarés. Muitas vezes tendo que sair às pressas sob pressão de algum gerente mais exigente que não permitia menores no recinto.
Na primeira vez que lá voltei, depois que mudei – ainda criança – para o Rio de Janeiro, encantei-me tanto com tudo aquilo que pedi a meus pais que me transferisse para um colégio local e ficasse por lá. Visto concedido, fui estudar no Severino Vieira, no próprio bairro de Nazaré (aliás, na entrada da praça do mesmo nome) onde estudei por seis meses. Obriguei-me a sair de lá por encontrar uma professora de matemática que era um terror, logo na matéria que eu mais tinha horror.
A segunda, mais traumática, mas nem por isso menos gostosa. Perseguido pelos militares após quase dois anos de militância política, fui me esconder em fazendas de parentes amigos onde fiquei por um bom período. Mas, depois de algum tempo, lá estava eu, no aconchego da casa de minha avó... Em Nazaré. Pertinho de meus primos e primas, de minhas tias, das velhas tias-avós no final de seu curso vital, mas ali... No útero de minha existência.
O barulhinho do entroncamento do bonde, no 191 da Avenida Joana Angélica, onde moravam algumas de minhas tias, era algo que me levava a um passado distante, pois ali, quando meus pais se casaram, vivi meus primeiros momentos. Talvez viesse naquele ruído, uma recordação das mais antigas que poderia ter.E o “Jogo do Carneiro”? Por incrível que pareça era o nome de uma rua. Ali perto, os papos entre meu primo André, eu e um conhecido, num bar em que bebíamos uma cervejinha e comíamos uns sandubas como tira-gosto, trocando idéias sobre Bergman, Brecht e Marx.
Na esquina da Júlio Barbuda, a rua em que minha avó morava, bem no topo da ladeira, uma baiana preparava acarajés no mesmo local em que também se deliciavam milhos torradinhos na brasa, amendoins cozidos e deliciosos saquinhos de umbu, aquela fruta que só provando sabe-se o quanto é saborosa.
Fora as festas de carnaval. O lendário carnaval baiano dos tempos em que trio elétrico era exatamente isso. Um caminhãozinho com três sujeitos tocando músicas seguido pela multidão na Avenida Sete, cheia de cadeiras que as famílias colocavam para sentar-se e assistir ao espetáculo. O mesmo carnaval dos bailes à noite nos melhores clubes da cidade. O mesmo carnaval em que saíamos de “careta” (mascarados) a brincar com os conhecidos, voz de falsete para não sermos reconhecidos. Ou amanhecíamos, sol na cara, estendidos na praia do Porto da Barra, fantasiados de qualquer coisa que nos embalara nas festas da noite anterior. No Bahiano de Tênis, no Iate ou na Associação Atlética.
E as idas ao ICBA (Instituto Cultural Brasil Alemanha) no Corredor da Vitória, onde assisti grande parte dos filmes do Expressionismo Alemão, quando era difícil se conseguir isto, pois não existia vídeo, muito menos DVD e outras facilidades de hoje em dia. Era uma época em que se tinha que correr atrás dos clássicos em exibições especiais, que geralmente eram únicas.
Tudo isto fez parte de uma velha Bahia barroca, única, inesquecível, na qual havia uma boa atividade cultural, no momento em que surgiam Glauber, Gal, Caetano e outros talentos. E que eu tive a feliz oportunidade de conhecer e da qual jamais me esquecerei.

(1) o bahiano, não se refere à cidade como Salvador, mas como Bahia mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2009

Se correr o bicho pega... Se ficar...

As Organizações Globo (seu pasquim incluído) são responsáveis pela maior máquina de alienação jamais montada neste país. Roberto (que o diabo o tenha) Marinho foi aliado dos militares, representante do imperialismo ianque e implantou o que hoje é a Rede Globo com o apoio ostensivo do grupo Time-Life.
Hoje, os Marinho estão finalmente ameaçados em sua hegemonia absoluta do monopólio televisivo. Mas por quem? Pelo bispo Macedo, o poderoso chefão da Igreja “Católica” (1) do Reino de Deus. Uma situação difícil. Torcer pra quem? Não se sabe o que é pior.
Poucas coisas me fariam mais feliz do que assistir à derrocada final do império de comunicação que mais fez (e ainda faz) mal a este país, apoiando e acobertando governos totalitários que assassinaram milhares de brasileiros da forma mais cruel. Ou, passados aqueles anos de chumbo, sempre a apoiar os políticos mais nocivos ao Brasil, chegando ao ponto de ser um veredicto do tipo “se a Globo apoiou, pode saber que não presta”.
A questão é a grande incógnita que representa o seu oponente principal. Nada é perfeito.

(1) Católica significa “Universal” em latim...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Doença do capitalismo não tem cura (2)

No dia 14 do corrente publiquei neste blogue uma matéria com o mesmo título desta. Pois bem, cinco dias depois li (1) que “a crise financeira e econômica global está longe de ser superada e os riscos permanecem apesar de sinais positivos.”
A afirmação é de Yves Mersch – membro do Conselho do Banco Central Europeu e presidente do Banco Central de Luxemburgo –, sobre os riscos de manutenção da política de juros baixos, pois o BCE manteve a taxa de juros nos 16 países da zona do euro em um recorde de baixa (um por cento no mês de setembro).
"A crise não acabou. Problemas ainda são possíveis", declarou Mersch a uma estação de rádio de Luxemburgo.
E continuou: "Se as coisas estão melhores no momento, isso é por conta das intervenções fiscais e monetárias e também das medidas de liquidez, e ainda é preciso se saber como os bancos vão passar sem essas medidas".

(1) em reportagem assinada por Michele Sinner da Agência Reuters

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Uessan

É interessante lançar o termo "Uessan" em inglês pra que, algum dia, eles se deem conta de que não são exclusivamente os Americanos...