De repente você descobre que está com livros demais para
ler. E que o tempo disponível para a leitura de todos eles é escasso. É o meu caso, neste exato momento!
Comecei a pensar nisto quando fui sorteado (coisa rara de
acontecer comigo) na mostra “Noites de Chanchada” com a biografia: “Oscarito, O
Riso e o Siso” de autoria de Flávio Marinho. Tal foi a minha empolgação com a
edição e o personagem, que iniciei a leitura na manhã seguinte, já que chegara
tarde em casa.
Mas de imediato, lembrei-me que estava a ler “Memória Urbana”
de Isaias de Carvalho Santos Neto, livro que aliás estou curtindo muito, mas que
se constitui numa leitura atenta, pois envolve não apenas a evolução da cidade
de Salvador através de todo o século 20, como tambem a história do lado materno
da minha família. Isaias é meu primo, e conta fatos que me recordam a infância
e adolescência, sempre envolvidos em flashbacks
e aspectos emocionais. Tudo bem, pensei com os meus botões, é um livro para ler
com tempo e sem pressa. Entretanto não se pode perder o fio da meada; tem que
haver uma certa continuidade.
Acontece que já tenho como livros de cabeceira a trilogia de
André Setaro sobre cinema. Um dos meus assuntos prediletos. E os três livros são
muito bons, sendo que em cada um deles, Setaro aborda com a profundidade que
lhe é peculiar, aspectos diversos da 7ª Arte. Como a história da
cinematografia, os filmes marcantes ou o cinema na Bahia. Por isso os considero
livros de cabeceira. Posso ler algo sobre cada um dos temas em algum dos três
volumes e dou-me por satisfeito até o dia em que me disponho a ler outro.
No meio de tudo isso, há o livro de Robério Paulino,
“Socialismo no Século XX. O que deu de errado?”, um tema empolgante, um livro
que me atrai, mas que não consegui ler com a velocidade com que devorei
“Marxismo, Modernidade, Utopia” de Michael Löwy e Daniel Bensaid. O que deu
errado, apesar da semelhança temática? O livro de Robério, com suas quase 500
páginas está lá pela terça parte... Mas um dia eu o termino! Juro!
Acontece que, apesar da importância na vida da gente, não
vivemos somente da leitura de livros, considerando que para alem deles existe a
(tambem leitura) diária, dos jornais e revistas, tanto na web, quanto no papel. Mas teem outras atividades, como –no meu
caso– a pintura e os poucos clientes que ainda me passam trabalhos de criação
publicitária. Alem das pesquisas para as publicações neste blogue e no outro de
“Casos” da Propaganda. E, sem dúvida, gasto algum tempo com isto.
E os amigos? A vida social é importante. Faz pouco tempo
reencontrei um amigo de infância/juventude no FaceBook. Já nos encontramos e combinamos um outro para que as
famílias se conheçam. Fora os demais, reuniões com amigos como a que tive esta
semana de ex-colegas da VS, uma agência em que trabalhei por muito tempo e que,
pelo menos duas vezes por ano realizam happy-hours
agradáveis e cheios de papos de ontem e de hoje.
No mais, filmes para assistir em DVD, na poltrona de casa ou
nas das salas de cinema...
O fato é que continuarei lendo esses livros... Todos eles.
Claro que de forma ordenada e o mais organizadamente possível. Para tal, antes
de mais nada, coloquei a biografia do Oscarito na fila, para depois que
terminar os demais. E ficar em paz comigo mesmo...
Bom domingo a todos. E boas leituras!