
"Venda de carros bate recorde e deve passar de 320 mil unidades no mês".
Esta manchete do Estadão Online na semana passada é motivo deveras preocupante quanto ao futuro do país no tocante ao modelo de desenvolvimento adotado (ou imposto) por estas “bandas brasilis” e ao desequilíbrio ecológico.
É notório que a sociedade capitalista consolidou-se através do uso do automóvel, principalmente após Henry Ford desenvolver e viabilizar a produção em massa desses veículos.
Isto porque acentuou o individualismo e a competição entre a população em busca de status pessoal.
Estamos presenciando o surgimento de uma “nova classe média” (a antiga “classe” C), decorrente do crescimento do capitalismo no Brasil.
Antes tínhamos a classe média oriunda de parte da “velha aristocracia” (pequenos burgueses urbanos), compostos basicamente para preencher o aparelho de Estado que servia às classes dominantes.
O crescimento assustador na venda desses “monstrinhos” individualizantes faz parte de um grande projeto do governo do sr. da Silva (1) – ele mesmo integrante destes “novos ricos” que em sua maioria provêem de setores mais privilegiados do proletariado – a chamada “aristocracia operária”, e é formada por aquele tipo de sujeito que coloca no seu vidro traseiro um adesivo com a frase: “eu não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”.
Este boom na fabricação acelerada de veículos, alem do mais é uma das causas de poluição atmosférica mais conhecidas.
(1) O estímulo ao consumo reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e aumentou de forma exagerada o prazo das prestações na compra de veículos motorizados, chegando em alguns casos a mais de oito anos.




