terça-feira, 7 de agosto de 2012

Alpino em poucas palavras


Charge sobre o atirador que invadiu, no domingo, o templo da comunidade religiosa sikh, em Oak Creek, no estado de Wisconsin (EUA) matando pelo menos 6 pessoas...


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A complexa situação síria

Charge de Latoff

Desde a antiguidade, a região compreendida entre a Península de Anatólia, a Turquia e a Península do Sinai já era denominada como Síria. O domínio deste território foi um objetivo constante das antigas civilizações egípcias, que consideravam aquela região como a porta de entrada de seu país, e para persas, que a viam como uma ponte para a ampliação de seu Império.
Num resumo de sua história mais recente, o domínio Otomano que se iniciou no século XVI, estendeu-se até o fim da I Grande Guerra, quando a França passou a administrá-la... O Emir Faisal foi proclamado rei como um desdobramento da “Revolta Árabe”. Na época, as intenções da França e do Império Britânico eram desconhecidas, mas, por meio do Acordo Sykes-Picot Paris e Londres haviam dividido o crescente fértil deixando a Síria e o Líbano sob controle e influência francesa, enquanto que o Império Britânico exerceria o seu sobre a Palestina, a Jordânia e o Iraque.
Em 1920, a França ocupou militarmente o país, forçando a retirada de Faisal. Dois meses depois, a Síria foi dividida em cinco Estados coloniais: Grande Líbano (que agregava outras regiões ao território do Pequeno Líbano), Damasco, Alepo, Djabal Druza e Latakia, sendo que os quatro últimos foram reunificados em 1924.
A Síria conseguiu a sua independência em 1946. Em 1948, entrou em guerra com Israel, saindo desta perdedora. Sofreu ainda numerosos golpes militares. Em 1958, uniu-se ao Egito e formou a República Árabe Unida República (R.A.U.), da qual separou-se depois do levante militar de 28 de setembro de 1961, convertendo-se em República Síria, e, depois da tomada de poder em 1963 pelo Partido Baath, “socialista” e nacionalista, que empreendeu uma série de profundas reformas sociais e econômicas, ficando constituída como República Popular da Síria em 1964.
Em 10 de junho de 2000, ocorreu a morte Hafez-al-Assad, que foi sucedido por seu filho, Bashar-al-Assad, que assumiu o cargo em julho. Em junho de 2001, a Síria completou a retirada de suas tropas de Beirute, um ano após a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.
A Síria é um dos elementos mais emblemáticos da região árabe, por ter guerreado com Israel, ter-se aliado e recebido armamentos da antiga União Soviética, por proteger o Líbano e por acobertar o Hezbollah, no Líbano e o Hamas no território árabe/palestino em plena guerra contra o “terror” (guerra estadunidense, diga-se de passagem).
Sendo assim, a Síria foi classificada pelos EUA como parte do “Eixo do Mal”, na gestão George W. Bush, em função do seu passado de resistência e de persistência contra as propostas (nada decentes) dos Estados Unidos e Israel para o Mundo Árabe.
Hoje, derrubar o regime da Síria para o Ocidente, principalmente EUA e seu cúmplice sionista (1) é enfraquecer o Irã, e minar as forças do Hamas e Hezbollah, ou seja, abrir caminhos para que os projetos e imposições do Ocidente sejam aceitos e a ampliação de poder  geopolítico seja feita. A Síria é hoje o foco nervoso da complexa região, e a mudança de seu governo não somente mudará o país, mas todo o balanço de poder da região, onde, em virtude disso dificilmente a supremacia estadunidense/israelense será abalada.
Um detalhe é que a crise na Libia deixou lições às forças imperialistas. Enquanto naquele país a intervenção foi direta através de bombardeios e tropas da Otan (2), desta feita estão apenas armando a oposição ao governo de Bashar-al-Assad. Mas as reais intenções de Israel e dos estadunidenses é atacar o Irã. E para tal, tratam de excluir do mapa todo e qualquer país que possa se aliar ao “inimigo” número um...
Em matéria de conflito real, os EUA e/ou Israel só admitem a guerra combinada de todos os países do Oriente Médio ao seu lado, contra a República Islâmica do Irã, tendo como objetivo final garantir o domínio e os preços do petróleo.

1. Ou o correto seria “os sionistas e seu cúmplice EUA”?

2. A situação da “oposição” na Libia era militarmente fraca e extremamente caótica porque dividida em tribos secularmente antagônicas o que gerou a necessidade inicial de bombardeios e a posterior invasão por tropas.

domingo, 5 de agosto de 2012

Pensatas de domingo e as sábias palavras de um chefe

Uma imagem do chefe Seatle
Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena Seatle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu sábio conteúdo merece uma reflexão atenta, pois é uma lição que deve ser cultivada por todos, por esta e pelas futuras gerações. Para que se compreenda o quanto o capitalismo interferiu na natureza, o exemplo desta resposta é memorável. Faço das palavras deste “selvagem” a minha Pensata de Domingo.

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós. Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.
Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo.
A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da Terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil.
Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.
Os rios nossos irmãos saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e consequentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras.
Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente.
Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele sequestra a Terra de seus filhos, e não se importa.
O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei.
Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho.
Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.
Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos. E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa.
Sou um homem vermelho e não entendo.
O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.
Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta. Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.
Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra.
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não entendo de outra forma.
Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava. Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito. Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem.
Todas as coisas estão ligadas.
Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes.
Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe.
Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.
Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.
Podemos ser irmãos, afinal de contas.
Veremos.
De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo.
Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco.
A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador.
Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.
Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.
Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.
O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Yanquis… Fuera de Bolivia


O simpático e carismático Evo Morales, o herói que baniu a Coca-Cola da Bolívia
Como resultado da oposição de Evo Morales ao que seu governo chama de “imposições gastronômicas norte-americanas”, McDonald’s e Coca-Cola encerrarão todas as suas atividades na Bolívia até o final deste ano.
Se, de um lado, a rede de fast-food McDonald’s anunciou sua falência após “14 anos de tentativas infrutíferas de se instalar na cultura local”, de outro, a Coca-Cola foi formalmente expulsa do território e terá até o próximo dia 21 de dezembro para encerrar totalmente sua operação.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, a decisão “estará em sintonia com o fim do calendário maia e fará parte das celebrações do fim do capitalismo e do início da nova cultura da vida”.
Ao lado do presidente Evo Morales, o chanceler acrescentou que "o dia 21 de dezembro de 2012 marca o fim do egoísmo e da divisão”. Por essa razão “o 21 de dezembro tem que ser o fim da Coca-Cola e o começo do Mocochinche (refresco de pêssego)”.
Além de critérios culturais, o governo também recorreu a questões de saúde pública, alegando que a Coca-Cola, bem como a maioria dos refrigerantes industrializados, contém diversas substâncias capazes de gerar infartos e câncer.
Com a falência dos oito restaurantes que existiam no país, a Bolivia se tornará a segunda nação latinoamericana a não possuir unidades do McDonald's e o primeiro país do mundo onde a companhia foi obrigada a fechar por conta de mais de uma década de contabilidade negativa. O primeiro país a extinguir a maior rede de fast-foods do mundo no continente foi Cuba.
A disputa entre Morales e Coca-Cola começou nos primeiros meses de 2010, quando o presidente anunciou o lançamento de uma bebida totalmente boliviana, a “Coca-Colla”. O projeto tinha como objetivo legitimar o consumo da folha de coca.
No que diz respeito ao caso do McDonald's, o modelo produtivista dos fast-foods nunca prosperou na Bolívia. No país, são muito fortes rituais gastronômicos que vão desde a decisão do que as famílias irão comer até o preparo conjunto dos alimentos.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O beco sem saída do capitalismo


Na zona do Euro, os índices do desemprego já somam 11,2%. Quatro milhões e meio de empregos estão em risco. O desemprego vai continuar elevado até finais de 2013. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), estima que na região a taxa mantenha a tendência em alta e atinja o valor recorde de 12% no próximo ano. 
  
Somente na Espanha, cinco milhões e 700 mil trabalhadores estão sem emprego. Cerca de dez milhões e meio de espanhóis têm entre 18 e 35 anos. O maior desejo, de muitos deles, é encontrar um trabalho, nem que seja precário e mal pago.
  
O desemprego na Itália atingiu 10,8% em junho, contra 10,6% em maio. O índice é o mais elevado desde o início da série estatística mensal, iniciada em 2004. O desemprego na Itália superou o nível simbólico de 10% pelo quarto mês consecutivo. Na França os índices são desses “simbólicos” 10%.
   
Enquanto isso, a taxa de desemprego na Alemanha, que estava em queda há alguns meses, subiu de 6,6% em junho para 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego. Por outro lado, o desemprego atinge níveis históricos na Grécia. Em abril, segundo o Instituto Helênico de Estatísticas, a taxa atingiu o valor de 22,5 por cento.Segundo a mesma OCDE em Portugal, as taxas de desempregados atingirão 16%.
A Iveco, filial da Fiat para os pesados, vai fechar cinco fábricas na Europa até ao fim deste ano. 
  
E nos Estados Unidos? Segundo o Departamento do Trabalho, a taxa de desemprego subiu para os 8,2 por cento. Há um ano a taxa estava em queda e, em abril, a sede do império capitalista havia registrado 8,1 por cento. Esta subida do desemprego é mais uma prova de que a retomada da economia estaunidense é frágil, afetada pela crise na Europa e a desaceleração chinesa. 
  
A cinco meses das eleições presidenciais, o mercado do trabalho dá claros sinais de fraqueza. No mês passado, foram criados apenas 69 mil novos postos de trabalho, metade do previsto pelos analistas.
Esta semana foi também revista em baixa a estimativa de crescimento do PIB para 1,9% no primeiro trimestre, o índice industrial regressou em maio a quedas e o consumo, motor da economia, subiu em abril modestos 0,3 por cento.
  
A burguesia tratou esta crise em seu nascedouro como uma “crisezinha” boba, uma “simples bolha” no mercado imobiliário estadunidense, segundo palavras divulgadas à época... Mas é evidente que ela é uma doença incurável. Pela simples razão de o capitalismo haver depredado o planeta, desfazendo seu equilíbrio natural e esgotanndo os seus bens, a ponto de ele não conseguir mais repor aquilo que foi saqueado. Marx previu há um século e meio atrás a tendência do capital caminhar em direção à destruição das principais fontes de sua própria riqueza: a natureza e o trabalho, cavando o seu próprio fim. E é o que está acontecendo.
  
Isso tudo demonstra a falta de saídas para o capitalismo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vozes d’África












Agostinho Neto, além de líder revolucionário e libertador de Angola do jugo da colonização portuguesa (1), foi um grande poeta. Aqui a minha homenagem à sua personalidade marcante com uma poesia de sua autoria:








Fogo e ritmo
  
Sons de grilhetas nas estradas 
cantos de pássaros 
sob a verdura úmida das florestas 
frescura na sinfonia adocicada 
dos coqueirais 
fogo
fogo no capim
fogo sobre o quente das chapas do Cayatte.
Caminhos largos
cheios de gente cheios de gente 
em êxodo de toda a parte 
caminhos largos para os horizontes fechados 
mas caminhos
caminhos abertos por cima 
da impossibilidade dos braços.  
Fogueiras
                  dança
                  tamtam
                                  ritmo
 
Ritmo na luz
ritmo na cor
ritmo no movimento 
ritmo nas gretas sangrentas dos pés descalços 
ritmo nas unhas descarnadas
Mas ritmo
ritmo.
 
Ó vozes dolorosas de África!

1. A “colonização portuguesa”, ao final dos anos fascistas de Salazar era algo imcompreensível. Como podia um país atrasado, um dos poucos da Europa no terceiro mundo manter um tão vasto “império d’ultramaire”? Somente mesmo com a exploração e o sacrifício do trabalhador lusitano.