sábado, 31 de dezembro de 2011

Um início de ano com humor é fundamental


Estava eu a procurar algumas imagens com as piadinhas d’O Pasquim sobre o famoso “(...) Ih, pisei num Roberto Marinho!”, que vinha a ser uma espécie de “ih, pisei na merda”, que, se não me engano eram desenhadas pelo Jaguar. O fato é que não as encontrei; donde conclui que houve algum trabalho de rastreamento e censura prévia dessas piadas.
A postada aí em cima é do Gastão O Vomitador, um personagem engraçado criado pelo Jaguar, que obviamente vomitava a vergonha daquele momento histórico por que passava o país.
Fradim...

Mas o fato é que encontrei algumas outras. Não somente d’O Pasquim, como tambem aquelas do Carlos Estevão, publicadas lá pelos anos 1950/60 n’O Cruzeiro (veja abaixo).
Aproveito a oportunidade e a ocasião para desejar aos leitores deste blogue um Feliz Ano Novo!




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Deus e o diabo na Terra que continua em transe



Revi “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963) na terça feira. E dois dias depois, voltei a assistir “Terra em Transe” (1967), que considero as duas mais importantes e emblemáticas realizações de Glauber Rocha. Não que as outras não tenham o seu valor. “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), por exemplo, é uma retomada de “Deus e o diabo...”, enriquecido pelas cores que o cineasta soube explorar com arte e maestria incomuns.
Mas é difícil determinar qual dos dois é o melhor. Sempre considerei “Deus  e o Diabo...” em “primeiríssimo lugar” e de forma imbatível, aquela verdadeira “Ópera de Cordel” que ele compôs com um “Corisco” brechtiano construído no sertão. No entanto, ao vê-los em tão pouco espaço de tempo em excelentes cópias remasterizadas, perfeitas, ficou, não a dúvida, mas a certeza de que ambos são, não apenas importantes, como tambem têm uma interação muito maior do que se possa imaginar.
Glauber, na sua genialidade --ou melhor, Genialidade--, constrói retratos de um Brasil que parou no tempo. Um Brasil que a grande mídia e os “pelegos” do PT (a UDN de tamancos) querem negar, mas está aí na nossa frente. O “quarto mundo” das massas, da corrupção deslavada, do feudalismo, que continua no campo, independente do avanço do capitalismo nas cidades.
Othon Bastos como Corisco
Ainda esta semana foi anunciada de forma “xenobófica” pela burguesia o fato de o país ter ultrapassado a Grã Bretanha e ocupar a sexta colocação entre os PIBs do mundo...  Mas eles se esqueceram de olhar para o outro lado: o da distribuição de renda. No mesmo dia vim a tomar conhecimento que estamos quase em centésimo lugar no quesito “qualidade de vida” entre todos os países do mundo, à frente apenas de alguns miseráveis africanos sub saarianos e aqui na América, do Haiti e outras “republiquetas” congêneres.
Bem, como diria o Bóris Casoy: “Isto é uma vergonha!”
Outrossim, quando assisto “Terra em Transe” parece que estou presenciando a mesma nojeira que rola no “poder” até os nossos dias. Há poucas nuances de diferença. Talvez la ”Santa Madre Iglesia”  tenha perdido um pouco de sua força (até então descomunal), porque o crescimento dos evangélicos foi surpreendente com a consolidação do capitalismo nas cidades. Ou a Oligarquia limita-se aos cantos perdidos do sertão, como em “Deus e o Diabo...”, este uma abordagem do Messianismo e do Cangaço. Mas a realidade é que estão nos dois filmes os elementos que predominam em nosso “kanzer” (1) social e econômico.
     
Glauce Rocha, josé Lewgoy e Jardel Filho
Brilhantes as locações “tropicalistas” e  luxuriantes de “Terra em Transe”, em sua maior parte filmado no “palacete”, então abandonado do Parque Lage ou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E o grande suporte de atores que lhe dá um certo ar de “superprodução”, a começar por Jardel Filho, José Lewgoy, Glauce Rocha e Paulo Autran. Passando por Danusa Leão, Hugo Carvana e a terminar com a participação em pontas de Paulo Cesar Peréio, outros & outras...
Já em “Deus e o Diabo...”, as presenças de Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães e Othon Bastos, todos excelentes, dão um toque todo especial ao filme.
Tudo isso para nos revelar que Glauber, para além do maravilhoso diretor que foi, revelou-se o “Profeta da Fome” neste país até hoje assolado pela miséria e o Paternalismo político; apesar de se decantar em prosa e verso que há uma nova “classe média” nesta “Eldorado” não oriunda da pequena burguesia. Até existe, é inegável, mas... Essa "terra do sol" continua entre a cruz e a espada num "transe" sem fim!

1. Glauber usou muito essa expressão quando começou sua “doença terminal” ainda em Lisboa.

 Fichas Técnicas:

Deus e o Diabo na Terra do Sol”
Diálogos, roteiro e direção: Glauber Rocha
Elenco: Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Maurício do Valle, Othon Bastos, Lidio Silva, Sonia dos Humildes, João Gama, Antonio Pinto, Roque Santos
Fotografia: Waldemar Lima
Produção: Luiz Augusto Mendes
Música: Heitor Villa-Lobos/Sérgio Ricardo
Fotografia: Waldemar Lima
Figurino: Paulo Gil Soares
Edição: Rafael Justo Valverde
Indicado à Palma de Ouro do festival de Cannes. Festival de Cinema de Mar del Plata, Argentina: Prêmio de Melhor Filme Iberoamericano

“Terra em Transe”
Roteiro e direção: Glauber Rocha
Elenco: Jardel Filho, José Lewgoy, Paulo Autran, Glauce Rocha, Danusa Leão,Hugo Carvana, Telma Reston, Flavio Migliassio
Produção: Zelito Viana, Luiz Carlos Barreto, Cacá Diegues
Música: Sérgio Ricardo}
Fotografia: Luiz Carlos Barreto/Dib Luft/Joaquim Pedro de Andrade
Direção de arte: Paulo Gil Soares
Figurino: Paulo Gil Soares e Clóvis Bornay
Edição: Eduardo Escorel
Prêmio FIPRESCI, no Festival de Cannes; Grand Prix, no Festival de Locarno; Prêmio de Melhor Filme e o Prêmio da Crítica, no Festival de Havana; Prêmios de Melhor Filme, Melhor Ator (José Lewgoy), Melhor Atriz (Glauce Rocha) e uma Menção Honrosa (Luiz Carlos Barreto), no Festival de Juiz de Fora. Prêmios de Melhor Atriz (Glauce Rocha), Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Edição, no Prêmio Governo do Estado de São Paulo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Pérolas de Saramago. Uma republicação necessária!


Este artigo foi postado em 2009 e republicado em 2010.

Saramago estava inspirado nas respostas às acusações da “Igreja ‘Universal’ (1) Apostólica Romana”, devido aos seus comentários por ocasião do lançamento de seu novo livro, "Caim", no domingo passado.
Nesta mais recente obra, ele conta de forma irônica a história de Caim, filho de Adão e Eva que assassinou premeditadamente seu irmão Abel, retomando o tema bíblico que tocara em seu livro “O evangelho segundo Jesus Cristo”, lançado em 1992.
Mas vamos às pérolas antológicas do autor, sem sombra de dúvidas, maior escritor contemporâneo da língua portuguesa, na sua polêmica com a Máfia do Vaticano, que se “ofendeu”, até porque o autor havia deixado claro – ironicamente – que “... sua obra não causará problemas com a Igreja Católica porque os católicos não lêem a Bíblia”.
“A Bíblia é um "manual de maus costumes... Um catálogo de crueldade com o pior da natureza humana”.
"O deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é confiável".
"Na Bíblia há crueldade, incestos, violência de todo tipo, carnificinas. Isso não pode ser desmentido; mas bastou que eu o dissesse para suscitar esta polêmica... Há incompreensões, já sabemos que sim, resistências, também sabemos que sim, ódios antigos".
"O que eles querem e não conseguem é colocar ao lado de cada leitor da Bíblia um teólogo que diga à pessoa que aquilo não é assim, que é preciso fazer uma interpretação simbólica, e a isto chamam exegese (2)".
"Sou uma pessoa que gera anticorpos em muita gente, mas não ligo. Continuo fazendo meu trabalho".
"Às vezes dizem que sou valente. Talvez seja valente porque hoje não há Inquisição. Se houvesse, talvez não teria escrito este livro. Me apóio na liberdade de expressão para poder escrever".
“Deus e o demônio não estão no céu e no inferno, mas ‘na nossa cabeça’; deus não fez nada durante a eternidade, depois que criou o Universo, ao sétimo dia descansou e não fez mais nada”.
"É obra! É magia! Quase um milagre que certos setores tenham conseguido dizer tanto em relação a um livro que não leram".
Como refresco, o autor esclarece que “A Bíblia tem coisas admiráveis do ponto de vista literário”.
E sobre o seu próximo livro a ser lançado no próximo ano:
"Espero que não seja tão polêmico. Não ando atrás das polêmicas. Tenho convicções e as expresso".

(1) Mais uma vez a lembrar que Universal em latim é Católico. No caso do Brasil é curioso, pois coincidentemente a sua rival do bispo Macedo vem a ser a “Igreja ‘Católica’ do Reino de Deus”.
(2) A palavra exegese deriva do grego exegeomai, exegesis; ex tem o sentido de ex-trair, ex-ternar, ex-teriorizar, ex-por; quer dizer, no caso, conduzir, guiar.

Fontes: “Folha Online” e “O Publico” (Portugal) de 21/10/2009.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tudo o que você queria saber sobre a privataria tucana


Quando li este artigo de Ricardo Alvares, no "Boletim Controvérsia", não resisti à sua lucidez, profundidade e poder analítico preciso em relação não somente à classe política brasileira, como tambem ao seu eleitorado, do ponto de vista político e comportamental. Por isso resolvi “por bem” publicá-lo neste blogue.

“Livro ‘Privataria Tucana’ reforça necessidade de ampla reforma política"
Por Ricardo Alvarez
Geógrafo, é professor e editor do site Controvérsia (1)

“Acompanhei com especial interesse os debates que se seguiram à publicação do livro “A Privataria Tucana” de Amaury Ribeiro Jr. (Geração Editorial, 2011, 344 págs.), que trata das negociatas que envolveram o processo de privatização do patrimônio público nacional durante o governo FHC.
Confesso que tenho pouca paciência para o cansativo debate sobre a corrupção no Brasil, basicamente por dois motivos: trata-se de uma discussão que transita pelos pântanos do falso moralismo de quem é “limpo” e de quem não é, e pior, se gasta muito tempo com ela, mas relativamente pouco na busca de soluções para este problema, que cresce fermentado por escândalos diários.
Há extensa lista de livros e publicações que exploram o assunto, lista esta que cresce na mesma velocidade com que cada caso novo vem à tona. As TVs dedicam longos minutos ao assunto, bem como as mídias digitais, jornais impressos, rádios, etc. “O recorde fica, sem dúvida, com a corrupção. Só no mês de outubro (2011) a palavra foi citada mais de 122 mil vezes no Twitter”, avalia Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI.
Onde reside então a atração em específico pelo livro recém lançado? A acalorada discussão que se seguiu à publicação emparedou tucanos, mostrando que os sanguessugas dos recursos públicos também tem seu ninho na oposição.
A indiferença dos grandes meios de comunicação ao lançamento (notadamente os do centro sul e de grande porte) acusou o golpe que lhe roubou momentaneamente os sentidos e os argumentos. É preciso tempo para recuperar o fôlego e organizar o contra ataque, especialmente à respeito de José Serra, epicentro dos escândalos anunciados, logo ele, tão querido e protegido pelos barões das comunicações.
Evidentemente que o PT se borrou no trajeto de chegada ao poder central. Não se trata aqui de isentá-lo, ao contrário, entendo que seu modo de operar na gestão do Estado o torna refém de máfias internas e externas, locais e regionais, dificultando maiores avanços nas políticas públicas de cunho essencialmente social. Além disso, o partido mergulhou de cabeça na lógica das campanhas largamente abastecidas por capitais privados, empresas de grande porte, construtoras, multinacionais e sistema financeiro. Associou-se ao esquema que não dá recibo, mas cobra alto pela fidelidade.
Mas é preciso entender que esta também é a prática da direita reacionária e conservadora. Afinal, Marcos Valério, o gerente do mensalão que provocou forte abalo no governo Lula, é uma cria tucana em terras mineiras, Senador Azeredo e companhia bela. Mas o esquema não tem cor partidária e nem tampouco compromisso político, e logo migrou para as entranhas do poder central em Brasília, onde se vislumbravam ganhos de maior porte e voos mais ambiciosos.
A grande mídia demoniza o PT e seus aliados, como se o bastão da ética na política fosse de sua exclusiva portabilidade, mas se cala quando a bola cai no seu quintal. A ética, é bom lembrar, não tem lado, pois é um princípio. Cito, por exemplo, artigo de um blogueiro (Folha de S. Paulo e portal UOL) ao tratar do livro em questão. Sua argumentação se apoiava em dois argumentos centrais: o clima de disputa entre PT x PSDB não contribui para o país e o livro não prova a ligação de esquemas de corrupção ao Serra. Engraçado que o Ministro dos Esportes Orlando Silva teve como principal acusador um bandido, alçado à condição de vestal. Será que o clima de Fla x Flu neste caso contribuiu com o país? Tudo em volta de Serra está podre, mas ele emerge do cenário límpido e imune. A grande imprensa trataria assim se fosse a filha de Dilma?
Ressalvo que o Ministro dos Esportes Orlando Silva não deu respostas satisfatórias ao rolo em que se enredou, e que não é novidade para ninguem que a companhia de Ricardo Teixeira é sempre muito suspeita, como o proprio livro da "Privataria" aborda. Pagou caro também pelas escolhas que fez.
Lula saiu do governo com a pecha de não saber nada sobre o mensalão. Risível, mas foi a saída política encontrada. Agora é a vez de Serra. Creio que vai seguir a mesma trilha, pois sua filha e seu genro estão no olho do furacão. Ele não sabia de nada?
O que mais irrita é a parcialidade revestida de moralidade. Gostaria de ver Reinaldo Azevedo, blogueiro mór da Revista Veja, espumar de raiva também com seu ex-chefe (ou sócio) na Revista Primeira Leitura (2001 a 2006) Luiz Carlos Mendonça de Barros, que aparece no livro como um dos operadores da privatização das teles gerando muito dinheiro ilícito que transitou em offshore no exterior. Para um "paladino da probidade administrativa" condutas políticas condenáveis devem ser duramente criticadas, seja quem for o seu autor ou partido político.
O que se observa, no entanto, não é uma crítica à corrupção em si, mas sim àquela que é praticada pelo inimigo. Pronto. Para por aí.
O clima de denuncismo ganhou status de ator político e tem tanta força que já derrubou vários ministros no governo Dilma Russef, mas a responsabilidade, neste caso, é somente dela, seja por que decidiu manter a mesma estrutura de composição do governo herdada de Lula, seja por que optou por jogar neste mesmo campo.
Apanhou injustamente da Folha de S. Paulo no episódio de sua participação na luta armada no Brasil durante os governos militares, o que engrandece seu currículo político, mas participou das festividades de aniversário do jornal. Chega a ser patológico o gosto de Lula e Dilma em ser surrados pela grande mídia e ao mesmo tempo se curvarem aos seus desejos, alimentando indiretamente uma falsa lógica de “isenção” na cobertura dos fatos, insistentemente propalada por eles. Bobagem. São empresas atrás de lucros, partidárias e liberais. Tem lado, portanto. Cristina Kirchner já descobriu isto.
Por isso mesmo a corrupção parece um novelo onde não se encontra a ponta para desfio. Ela não é um efeito colateral indesejado de uma estrutura política que, apesar dos contratempos, é eficiente no propósito de gerir a sociedade nos caminhos da liberdade e da igualdade social. Ao contrário, a corrupção é o cerne das eleições e da configuração de blocos de poder que se sustentam através dela, na rapinagem dos recursos públicos e no loteamento de cargos.
Entendo que nesta conclusão repousa grande parte da importância do livro: as privatizações não se limitaram apenas à transferência de bens públicos que caíram graciosamente nas mãos de gananciosos empresários, foi alem, ela sedimentou parte de um processo de desenvolvimento do capitalismo, iniciado nos anos 70/80 apoiado na expansão do privado sobre o público em todas as esferas da vida, inclusive na política eleitoral. As privatizações não inauguraram um modelo político eleitoral no Brasil, mas consolidaram um modus operandi de vinculação das eleições ao capital privado de forma efetiva e centrípeta. As raras e honrosas exceções ficam por conta dos que conseguem mandatos sem dela participar. E por incrível que possa parecer, eles existem.
O desmantelamento do Estado do Bem Estar Social (implantado basicamente após a segunda Guerra Mundial) ocorreu com variações de método, mas não de conteúdo nos países ricos. A capacidade do Estado em implantar programas econômicos, controlar a moeda, administrar os mercados, oferecer serviços sociais foi gradativamente sendo reduzida e ampliando, como consequência, o raio de ação dos capitais privados e seus negócios.
A corrupção cresce em progressão geométrica, pois as eleições se transformaram em negócios rentáveis e prolíferos, seja para marqueteiros, publicitários, jornalistas, ONGs, bancos, partidos políticos, candidatos e, também, para a grande imprensa. Sim, a corrupção também interessa a ela, especialmente quando o poder está nas mãos de seus aliados. O que dizer da Editora Abril e as vendas de revistas às escolas públicas de São Paulo em larga escala, sem licitação? Obviamente a Revista Veja deve louvar tucanos.
Há ainda outra face que se reveste de especial atenção neste debate. O interesse do denuncismo e da exploração do tema corrupção, com grande ênfase na última década, também passa pelo afastamento da sociedade dos processos eleitorais, gerando ao mesmo tempo uma supervalorização da importância dos grandes meios de comunicação nos pleitos. Busca se consolidar, de maneira cada vez mais efetiva, como o quarto poder, derrubando ministros, prefeitos, deputados, entre outros; objetiva ainda ampliar suas vendas com a obtenção de “furos” e matérias inéditas e; almeja se colocar no centro dos debates, tornando-se assim, ela própria, a notícia.
Em outras palavras, o exercício de informar se secundariza diante de um protagonismo político sem a substância do voto e da escolha popular. Grandes monopólios de comunicação revestem-se de forte poder mais pelo seu porte empresarial, abrangência territorial do seu raio de alcance informativo e busca desesperada pelo lucro, do que pela qualidade do que veiculam.
O centro do debate político desloca-se em seu eixo: a discussão nacional dos grandes projetos que se quer para o país é substituída pelos interesses dos grandes empresários e seus negócios. Em outras palavras, reduz-se a participação popular no debate das grandes questões e projetos futuros, amplia-se da empresa privada. Por isso mesmo que o combate à corrupção patina, uma vez que a atual estrutura privilegia negócios e não os projetos de interesse social.
É bom que se diga que, tanto o PT, como o PSDB, dois dos principais partidos políticos nacionais e seus satélites menores, participam ativamente deste processo. As eleições são sempre cada vez mais caras, negócios escusos as sustentam e na mesma intensidade a população se afasta, provocando um apartamento perigoso entre a classe política e seus representados. A explosão de votos do comediante Tiririca e a absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz, mesmo com o vídeo condenatório, são apenas dois exemplos deste fenômeno.
Caminhamos a passos largos para uma espécie de "norteamericanização" da política brasileira, apoiada basicamente em dois partidos que não questionam a ordem, presos de corpo e alma ao financiamento privado de campanha e possuem programas políticos bastante similares.
É preciso romper com esta lógica. A participação popular é absolutamente necessária nas eleições e no acompanhamento da gestão. Ela deve ser, ao mesmo tempo, atriz e público. A discussão política deve se dar sobre projetos e propostas e os partidos devem se fortalecer como os porta vozes destes. Quanto mais partido e menos candidato, numa ordem de importância que se desloca a partir do primeiro em direção ao segundo, menos corrupção. O financiamento das campanhas deve ser público e transparente, com fiscalização pela internet e escancarados à sociedade. Os eleitos devem prestar contas de sua gestão a partir de seu programa e do partido a que pertence. O não cumprimento deveria ser acompanhado das devidas justificativas que, se não suficientes, poderiam levar à perda do mandato em ritos sumários.
A sociedade, mais por desconhecimento do que por intenção, tem trilhado um caminho que provoca o enraizamento da doença ao invés de combatê-la. Vota em pessoas que são mais fáceis de seguirem caminhos escusos do que os partidos. Vota em tranqueiras como protesto, mas estes pouco ou nada produzem para dar sentido ao voto de protesto que receberam. Ignoram partidos políticos, quando deveriam olhar com mais atenção a eles. Escolhem candidatos com muita propaganda, sem se questionar sobre a origem dos recursos que a sustentam. Enfim, ignoram o processo eleitoral enojados pelas suas iniquidades, quando deveriam qualificar seu voto.
A generalização, neste caso, seria um grave erro, mas a culpa não está nas pessoas, mas na estrutura de um sistema eleitoral que transformou candidatos em mercadorias compradas e vendidas em lojas eleitorais. Sem romper com este comércio de votos a corrupção continuará a ser o caixa deste imenso hipermercado.”

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A carioca mais baiana do mundo a 1.000 por hora"




“Uma aquariana arretada filha de baiana com carioca. Vascaína, atriz e produtora. Amo a arte e qualquer derivação dela. Vivo disso e sou viciada nela. Mas às vezes ela nos aponta direções e questionamentos que nem mesmo a gente sabe qual caminho vai chegar. Mas o importante sempre é continuar caminhando, e é o que faço e o que gosto”. Assim se define minha sobrinha, a atriz e produtora Ludmila Olivieri, que você pode ver acima no curta metragem A Espera de Scott Bankert, um diretor estadunidense radicado no Brasil. "Exercício de cinema, A Espera, de Scott Bankert, é um filme que vem a servir de exemplo para todos aqueles que, aspirantes a cineastas, pensam que filmar é simplesmente pegar a câmera e sair por aí de maneira atabalhoada. A Espera tem ritmo, tensão, bons enquadramentos e um final bem bolado. Claro, não se trata de nenhuma obra-prima, mas, como já foi dito, de um exercício. E, neste particular, é um belo trabalho. Além do mais conta com a participação de Ludmila Olivieri, cujo talento como atriz é inegável.... segundo palavras do crítico de cinema e ensaísta André Setaro."
Videoclipes, curtas, teasers (produção de vídeos em geral), além de books & videobooks, logomarcas, arte para brindes promocionais, encartes, estampas e o que mais a "polivalentia” de sua lente focar é o que propõe a Polivalente, sua empresa (logomarca ao lado) já navegando e produzindo a pleno vapor.

1. Tudo sobre a Polivalente você encontra em: http://polivalentefilmes.blogspot.com/

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pensatas de domingo e meus livros de cabeceira

A coleção em foto realizada e trabalhada graficamente por mim
Há precisos dois anos eu recebia de meu primo e amigo o Professor André Olivieri Setaro, a sua excelente coleção composta de três tomos... Foram um verdadeiro presente de natal, os livros, então recem lançados na Bahia. Com direito a dedicatória e os escambáu!
De lá para cá, criei uma série de peças (publicitárias) para divulgação na internet; tanto no meu blogue, quanto no seu bem cuidado “Setaro’s Blog”, uma das melhores publicações sobre cinema que existem por este mundo afora. Até porque o considero uma das maiores autoridades competentes sobre a matéria neste país. E qualquer dúvida, perguntem a, nada mais nada menos que o cineasta Carlos (Carlão) Reichenbach...
E... Como num passe de mágica a gente
aprende cinema com Setaro
Mas me ocorreu que ainda não havia escrito nada sobre estes três livros de sua coleção.
Neste ínterim comentei aqui sobre o “Memorial da Ilha”, do Professor Jorge Moreira, e, mais recentemente sobre o trabalho de meu cunhado Marcio Fonseca Mata acerca da “Auto hemo terapia”... Acontece que a obra de André Setaro eu não acabei de ler até hoje. Simplesmente pelo fato de serem os meus livros de cabeceira, aqueles que a gente lê num momento qualquer, seja numa manhã sonolenta ou numa tarde pachorrenta. Ou ainda melhor, numa noite gostosa... Aquela chuvinha a repicar na janela, acompanhados de um cachimbinho e tabaco escolhidos a dedo. 
Escritos sobre cinema – Trilogia de um tempo crítico, é uma coletânea que traz para os leitores um valioso acervo de informações, análises e reflexões sobre a arte cinematográfica, produzidas ao longo de 34 anos de crítica de cinema em jornais baianos. O projeto editorial é de três volumes: o primeiro traz depoimentos, crônicas, artigos e resenhas críticas sobre filmes, atores e diretores representativos do cinema, no Brasil e em diversos países.
O segundo é dedicado integralmente ao cinema baiano, e é um documento relevante sobre a arte cinematográfica na “terra de Glauber Rocha e Walter da Silveira (1)”. Aliás, considero Setaro, sucessor deste último...
E o terceiro é voltado para a linguagem cinematográfica e consiste em um subsídio teórico para todos aqueles que quiserem entender o cinema enquanto forma de expressão artística. 
O Professor Setaro acende
o seu cigarrinho
A coleção de André é uma importante contribuição ao “entender o cinema como um todo”, pois este desde os sete anos de idade apaixonou-se pela temática dedicando-se quase que integralmente ao assunto.
Uma leitura permanente, persistente e atenta para que, humildemente possamos saber um pouco mais sobre a sétima arte!

1. Filho de dona Elvira Raulina da Silveira e Ariston Augusto Corte Imperial da Silveira, que juntos tiveram seis filhos. Nascido a 22 de julho de 1915 em Salvador, diplomado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935, foi advogado dos operários e favelados, professor, crítico, ensaísta, pesquisador, cineclubista, um dos mais lúcidos e ativos dos teóricos do cinema. Walter da Silveira produziu seu primeiro artigo sobre cinema aos vinte anos de idade, no jornal da Associação Universitária da Bahia, sob o título “O Novo Sentido da Arte de Chaplin”, numa reflexão crítica a respeito do filme “Tempos Modernos”.
Walter Raulino da Silveira, mais do que um crítico, foi um grande ensaísta, com várias obras publicadas sobre cinema, o criador e grande animador do Clube de Cinema da Bahia, fundado em 1950, conseguiu programar, durante longos anos, as sessões matinais as 10 horas de cada sábado, no cinema Guarany (hoje Glauber Rocha) de filmes eruditos e de validade artística obtidos por seu prestigio nas mais longínquas e diversas cinematecas. Walter consegue do exibidor Francisco Pithon, um espaço para exibir a um público composto de universitários, intelectuais, estudantes secundaristas, as obras primas de um cinema que atinge, nesta época, a plena maturidade de sua linguagem.
Autor de inúmeros artigos sobre cinema e estética, exerceu com mestria a crítica cinematográfica em quase todos os jornais de Salvador, em periódicos do Sul do país e exterior, contribuindo decisivamente para o florescimento do cinema baiano. Faleceu em Salvador, a 5 de novembro de 1970, vitimado por um câncer, abrindo uma vaga na cadeira número 13 da Academia de Letras da Bahia.
Obras Publicadas: A Importância de Ser Juiz 1960; “Fronteiras do Cinema” Rio, Tempo Brasileiro, 1966; “Imagem e Roteiro de Charles Chaplin” Salvador, Mensageiro da Fé, 1970; “História do Cinema Vista da Província” Salvador, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978. (org. José Umberto Dias - Textos: Guido Araújo e Jonicael Cedraz); “Walter da Silveira - O Eterno e Efêmero” (org. e notas José Umberto Dias), 2006.
  
Renata Maria - Pedagoga, Pesquisadora e Produtora Cultural.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O exterminador do passado, do presente e do futuro

 
Nossa campanha contra os Anti Tabagistas Fascistas tem entre os seus grandes trunfos a tese de que um dos principais motivos da poluição em nossos dias é o veículo movido por motor a explosão. Alem, obviamente da poluição industrial, do lixo atômico, das queimadas de matas virgens, das geradoras de energia (tambem com combustível fóssil), da merda de vaca, etc...
Mas por que esta cambada de “filhos de puta” cismaram com o cigarro? Por que o elegeram como o grande vilão de todas as desgraças da humanidade?
Para início de conversa vem o tal do “fumante passivo”. Olha gente, pra mim passivo é outra coisa! É a bicha louca que só gosta de “dar” e não “come” ninguem! Desculpem se estou muito “xulo” hoje, mas é a raiva que me provoca o simplismo medíocre e a mentira que existem por trás de tudo isto!
Quero deixar bem claro que concordo plenamente que o fumo deve ser consumido em locais apropriados, que não seja utilizado em recintos fechados ou transportes públicos.
Mas, péra lá! Está havendo um exagero, uma verdadeira obsessão. E isto gera o posicionamento fascista! O espaço adquirido pelos ex fumantes (frustrados e não resolvidos), que sempre se tornaram os mais radicais anti tabagistas, ou “mal amadas” solteironas ampliou-se transformando-os em “patrulhadores” do “bem”.
Presenciei minha companheira e alguns amigos sendo cruelmente discriminados por indivíduos na maioria das vezes grosseiros e intransigentes. A tal ponto que eu, fumante de cachimbo, na olímpica paz do meu lar, resolvi retornar ao uso do cigarro com a única intenção de agredir e provocar esses estúpidos!
Enquanto isto, Henry Ford (1), que matou mais do que a Igreja “Universal” (2) Romana, Adolf Hitler, Stalin ou Franco é considerado um herói! Bom, herói pras “macacas” dele, os capitalistas, na sua apologia ao individualismo, ao consumo e à destruição. Para mim ele é o Mr. Hide que eles "pintaram" como se fosse apenas o Dr. Jenkyl...

1. Há uma postagem neste blogue datada de 30/10/2008, intitulada “O desastre Henry Ford” em que aprofundo o extermínio causado por este verdadeiro tarado do mundo ocidental cristão:
http://novaspensatas.blogspot.com/2008/10/o-desastre-henry-ford.html

2. Universal em latim é Católico(a).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O homem, a lenda

Clique no link abaixo e leia uma excelente matéria do livro de Carlos "Calica" Ferrer sobre a última viagem de Ernesto "Che" Guevara pela América do Sul publicada na "Brasil de Fato".
De Ernestito ao homem do século | Brasil de Fato

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Notícias do Avaaz

A Avaaz (1) está com a bola toda, com 10,5 milhões de pessoas e crescendo rapidamente. Além disso, também estamos aprofundando nosso ativismo -- e com a combinação de números profundos e enormes, estamos ganhando, uma vez atrás da outra.

Não estamos apenas entregando efetivamente as petições, estamos estabelecendo esconderijos e rotas de infiltração para proteger os movimentos democráticos, desafiando corporações com ações judiciais ou convocando todos os seus acionistas, doando milhões para equipar os defensores de direitos humanos com a tecnologia mais recente, e entregando com impacto as vozes da nossa comunidade direta e pessoalmente aos presidentes, bilionários, embaixadores e ministros.

Está funcionando. Nas últimas semanas, por si só, nós ajudamos a conquistar vitórias em tudo, desde a proibição de bombas de fragmentação e as sanções à Síria até o salvamento da Internet e do tratado climático da ONU.

Enviado por Ricken Patel - Avaaz.org

1. "Avaaz - o mundo em ação", está marcado ao lado em "Minha Lista de Blogs"... 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Kit da campanha


Na foto acima você pode ver um kit completo da campanha contra o fascismo manifestado por “anti tabagistas fundamentalistas” e as leis absurdas baseadas no  falso argumento do fumante passivo...
Para poder usar as peças constantes da foto, já foram disponibilizadas neste blogue todas as imagens referentes a cada uma delas (no formato original). A saber: camiseta e adesivo para colar no maço de cigarros substituindo o da propaganda contra o fumo. É só imprimi-las cortar e colar. No caso da camiseta será necessário imprimi-la no material adequado para a prensagem (informe-se nas boas gráficas rápidas).
Dentro em breve vão haver mais peças. E serão postadas aqui no formato original; aquele que se identificar com esta campanha pode e poderá participar visível e visualmente dela....
Mãos à obra!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pensatas de domingo, ou como aprender a não ter medo do seu próprio sangue...


Conheci Marcio Fonseca Mata há pouco mais de um ano e meio atrás. E de lá para cá comecei a ter contato com a auto hemoterapia, assunto que me era, até então, completamente desconhecido. Desde que ganhei o seu livro (1) em novembro de 2010, comecei a conhecer de fato o tratamento. Atualmente sou seguidor e venho cuidando de algumas dores (com sucesso) por meio desta terapia muito simples. Um método que tem alguns opositores, principalmente entre os "grandes laboratórios" (2), por razões óbvias!
Bem a propósito, pesquei na internet (3) um artigo do Marcio que considero bastante didático e esclarecedor, que republico a seguir:

“O Brasil, ou melhor, as autoridades brasileiras poderiam se interessar mais pelo que está acontecendo na medicina natural no resto do mundo.
A imunoterapia (auto hemoterapia), por exemplo, que tem por base o sangue do próprio paciente, continua surpreendendo médicos e pesquisadores nos Estados Unidos. Duas matérias recentes republicadas pelos jornais O Globo e Jornal do Brasil chamam a atenção para essa realidade. Os artigos tiveram destaques nos jornalões The New York Times e The Independent.
A matéria assinada pelo jornalista Jeremy Laurence do The Independent, republicada no Globo, destaca que um homem de 52 anos com melanoma avançado (forma letal de câncer de pele) foi tratado com sucesso com o próprio sangue.
De acordo com Laurence, o feito foi recebido por especialistas como um significativo avanço do uso da auto hemoterapia, quando é retirado o sangue do próprio paciente e aplicado imediatamente no músculo do braço ou da nádega. Isso, segundo os especialistas, reforça o sistema imunológico do corpo e combate a doença.
É importante salientar que muitos médicos aqui no Brasil utilizam esse tratamento há mais de 70 anos, conforme relato do renomado médico carioca Luiz Moura em um vídeo disponibilizado na internet desde 2004 e que tem ajudado milhões de brasileiros.
Os pesquisadores americanos revelaram que o homem tinha um melanoma em estágio quatro, considerado o mais avançado, em que a morte acontece poucos meses depois do diagnóstico. O câncer, que normalmente é adquirido por queimaduras do sol, teve início num sinal de nascença na pele e rapidamente se disseminou para um nódulo linfático na virilha e para o pulmão. Mas dois meses de tratamento com o próprio sangue, um exame de ressonância magnética mostrou que não havia mais tumor. Ao fim de dois anos, os médicos fizeram mais uma revisão e o homem permanecia livre da doença. É importante dizer que antes do tratamento com auto-hemoterapia, ele tinha se submetido a uma cirurgia e tomado remédios sem apresentar qualquer resposta positiva ao tratamento.
Para o médico Cassian Yee, responsável pelo tratamento no Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, uma em cada quatro pessoas com melanoma em último estágio apresenta o mesmo tipo de sistema imunológico que o paciente tratado. Para esse grupo, a terapia poderia ser bem sucedida. O Dr. Yee ressaltou que o teste foi feito em apenas um paciente e que mais estudos são necessários.
- Ficamos surpresos com o efeito antitumoral dessas células e com a duração da resposta -firmou o cientista.  Para este paciente o tratamento foi um sucesso, mas precisamos confirmar a eficácia do tratamento num estudo mais amplo.
O que as autoridades brasileiras deveriam saber é que esse teste foi publicado na revista “New England Journal of Medicine” e descreve a auto hemoterapia como “uma nova estratégia” que aponta “uma possível nova direção” para diversos tratamentos.
Já o jornalista Alan Schwarz publicou reportagem de página inteira no The New York Times, republicada pelo Jornal do Brasil, destacando a auto hemoterapia no tratamento de inflamação no cotovelo e de tendinite no joelho para todo tipo de atletas. Segundo especialistas em medicina esportiva, a técnica da auto-hemoterapia é rica em plaquetas, eficaz e fácil de aplicar. Tal constatação foi revelada após o tratamento com o próprio sangue de dois dos maiores astros do Super Bowl (futebol americano). Hines Ward e Troy Polamalu, da equipe do Pittsburgh Steelers, se submeteram ao tratamento após vencer o Super Bowl.
De acordo com a matéria, pelo menos um lançador de beisebol da liga norte-americana, cerca de 20 jogadores profissionais de futebol e centenas de atletas amadores já passaram pelo tratamento, ou seja, usaram a auto-hemoterapia com o objetivo de curar seus ferimentos.   Segundo os médicos, a técnica ajuda a regenerar ligamentos e fibras do tendão, o que poderia encurtar o tempo de reabilitação e evitar a cirurgia.
Diz a reportagem que a pesquisa sobre os efeitos do plasma rico em plaquetas ganhou um gás nos últimos meses, com a maioria dos médicos alertando para o fato de que estudos mais rigorosos são necessários. Outra corrente de pesquisadores suspeitam que o procedimento poderia se tornar uma linha de tratamento cada vez mais atrativa por razões médicas e financeiras. Aí cabe salientar  que esse fenômeno vem se agigantando no Brasil, onde cerca de 12 milhôes de pessoas, segundo cálculos de especialistas, fazem uso da auto-hemoterapia.
Registro o recebimento de centenas de e-mails e telefonemas de pessoas comentando nosso artigo “Mais de 12 milhões de brasileiros fazem auto hemoterapia” no Pôr do Sol de março, declarando ser usuárias da auto hemoterapia. Muitas queriam conhecer essa notável terapia que continua crescendo no Brasil e fora daqui...”

Marcio Fonseca Mata é jornalista, escritor e meu cunhado.

1. Marcio lança um novo livro –agora em março de 2012–, mas não sobre o mesmo tema.

2. Claro que laboratórios não desejam que as pessoas se tratem de forma tão simples e que não envolvem suas químicas assassinas... E seus lucros exorbitantes.


3. “A Auto Hemoterapia faz a diferença e avança no primeiro mundo, mas é ignorada no Brasil” agosto 22, 2009 por http://hssuffer.wordpress.com

sábado, 17 de dezembro de 2011