segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

Dennis Hopper e a estética da violência


O diretor e ator do filme, Dennis Hopper

Escrevi esta crítica em 1970. Posteriormente a revisei, sem alterar a sua forma original, tendo publicado em 2007 no antigo Pensatas, e recentememente neste blogue. Segue aqui novamente em homenagem ao seu realizador (1936/2010), falecido ontem nos Estados Unidos.

Easy Rider
é uma obra cuja maior força e expressão estão contidas em sua dura e cruel realidade. Na verdade, é uma síntese. A síntese de um longo caminho traçado pelo cinema novo estadunidense desde o seu esboço com a Escola Independente de Nova Iorque, até os nossos dias com novas correntes que chegaram a alcançar a produção hollywoodiana, da qual é ele um expressivo representante. É inútil uma análise de Easy Rider alijada de um mergulho objetivo na realidade atual (1) daquele país, seus conflitos e contradições mais recentes, que são em essência o objeto principal da tese do filme, por isto mesmo, um filme polêmico em suas raízes e temática. Constitui-se em seu todo como um retrato da sociedade ianque contemporânea. É um espelho da desordem, um aprofundamento concreto nas contradições de um estado em transição. Sua dinâmica concentra-se de tal forma nesta lógica do absurdo, que transborda e desemboca numa estética da violência. Na verdade é Easy Rider a negação do status quo, o lado oposto ao ‘american’ dream e ao próprio ‘american’ way of life. Sua antítese exposta na mais pura e despretenciosa linguagem: o ‘american’ nightmare.
No tocante à sua proposta, é uma obra abrangente. Tanto em termos de pura exposição, quanto crítica. Seu sentido polêmico está escorado nas bases de seu objetivo que não deixa margem a dúvidas ou meias suposições. A tomada de posição (favorável ou contrária) é sintomática por parte do espectador, fazendo dela uma obra polêmica e consciente em sua finalidade. Easy Rider obedece a um crescendo rítmico que desemboca em seu violento final, lógico por sinal, dentro de toda a ilógica chocante que pretende expor. O conflito entre o homem e o meio, entre a moral vingente e um novo modo de vida - mesmo que transitório - a realidade e a fantasia, a agressão e a busca da paz, a perspectiva e a falta da mesma são uma constante no filme, que atinge o ponto fundamental de sua mensagem. Os “cavaleiros” errantes, seu sentido de liberdade e revolta à ordem constituída, são a paródia de uma história forjada em mitos. Na verdade o "herói forasteiro" e "sem destino", é uma constante da iconografia da história norte americana. Faz parte de uma mitologia que tem por trás de si, a síntese e a contradição máxima do capitalismo selvagem e individualista.
Easy Rider, traz uma forte e clara mensagem de liberdade, mas constitui-se, por outro lado numa dura e também clara advertência. Não propõe meios termos. Muito pelo contrário, é radical. Para alguns chegará a constituir-se numa realização panfletária. Easy Rider é também o reflexo da evolução do pensamento de uma nova esquerda naquele país. Surge, não como uma obra esporádica e feita ao acaso, mas como a consequência consciente de um processo de amadurecimento de posições de alguns setores mais avançados da inteligentsia nos Estados Unidos. Seus personagens situam-se num prisma realmente inserido no espelho global deste contexto de final dos anos sessenta, do movimento hippie, da fuga à sociedade de consumo, da revolta, do nihilismo. Na verdade, o filme não se perde em especulações vazias, nem tampouco em metáforas jogadas. É tão claro e objetivo, cru e real. E a direção segura de Dennis Hopper, deixa-nos, sem dúvida alguma, a conclusão final de um filme seguro no seu projeto e realização.

(1) Easy Rider foi filmado em 1969

sábado, 29 de maio de 2010

Bomba! Bomba... Bomba? Um ‘chilique’ em poucos capítulos


Cena de (Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb), aqui no Brasil apenas “Dr. Fantástico” uma obra prima do cinema, dirigida por Stanley Kubrick e tendo à frente do elenco o "fantástico" Peter Sellers em três personagens diferentes.

Prólogo

No dia 17 de maio, o Irã firmou em Teerã, com a Turquia e o Brasil, um acordo que prevê a troca no território turco de 1,2 tonelada de urânio enriquecido a 3,5% por 120 quilos de combustível enriquecido a 20%, fornecidos pelas grandes potências, destinado ao reator de pesquisas de Teerã.

Capítulo 1 – A ira de Hillary

A secretária de Estado estadunidense, Hillary Clinton, afirmou no dia 27 de maio (quinta-feira) que os Estados Unidos e o Brasil têm "sérias divergências" em relação ao programa nuclear iraniano, apesar de suas relações bilaterais serem boas em outras áreas.
"Acreditamos que dar tempo ao Irã, permitindo ao Irã que evite a unidade internacional com respeito a seu programa nuclear, deixa o mundo mais perigoso e não menos", afirmou Hillary.

Capítulo 2 – Política Externa Independente

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, comentou na tarde desta sexta-feira (28 de maio) a declaração da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de que Brasil e Estados Unidos possuem “sérias divergências” em relação ao Irã.
“Cada um é livre para ter sua opinião. Se ela define isso como sérias divergências, tudo bem, é a opinião dela. Para mim, o importante é o seguinte, foi sério o nosso esforço em encontrar uma solução pacífica, e isso é o compromisso de Brasil e Turquia”, afirmou Amorim em entrevista coletiva durante o 3º Fórum da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, realizado no Rio de Janeiro.

Capítulo 3 – But, them where are the terrorists?

Postei aqui no dia 26 de maio (quarta-feira) o seguinte texto: “Por um momento pensei no caso de Israel a oferecer artefatos nucleares à Africa do Sul, ainda na era do apartheid... E, veio-me à cabeça o motivo de tal oferta! Como? Para explodi-las em seu próprio território? Para deletar o Soweto da face da Terra? É meio que demais... Mas o pior de tudo: o assunto foi noticiado mas já morreu na praia. Por que?
Ai... Se fosse o Irã!”
Que fique bem clara e marcada a última frase-pergunta. Mas por quê esses pesos e medidas diametralmente opostos? Por quê nem se contam as bombas existentes em Israel enquanto pelo simples fato de “gerar uma suspeita” (no caso do Irã), e vou repetir: “gerar uma suspeita” de que possam fabricar um artefato semelhante, os EUA criam todo um clima de terror. Vejam bem: claramente os terroristas são os ianques! O resto é mera suposição...

Epílogo

Fica claro, hoje, 29 de maio (sábado), que os ianques e seus asseclas não conseguem manter a sua hipocrisia faraônica perante o mundo. Pelo menos perante os que pensam e conseguem não ser manipulados pela poderosa mídia atrelada ao sistema e ao terror imposto pelo Império contra tudo e todos que se lhes oponham...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Momentos, por instantes, só momentos...

Por um momento pensei no caso de Israel a oferecer artefatos nucleares à Africa do Sul, ainda na era do apartheid... E, veio-me à cabeça o motivo de tal oferta! Como? Para explodi-las em seu próprio território? Para deletar o Soweto da face da Terra? É meio que demais... Mas o pior de tudo: o assunto foi noticiado mas já morreu na praia. Por que?
Ai... Se fosse o Irã!

Foi um flashback. Um segundo de papo com a Vi sobre “congestão”, que me lembrei do menino afogado na piscina do Guanabara e de todo o drama que haveria por detrás daquilo tudo; por vezes tendemos a romancear fatos do nosso dia a dia. No caso em questão, no entanto, as evidências eram muito claras... A mãe o deixava no clube porque não tinha outro lugar para deixá-lo.
Um belo dia, alguem mergulhou e saiu da piscina dizendo que tinha algo no fundo, bem ao lado de uma das escadas de acesso ao piscinão. Foi um choque ver aquela criança sendo erguida, inerte... E outro maior ainda quando a mãe chegou algum tempo depois. Vê-la espantada a chorar ao lado do seu corpinho estendido sobre duas mesas, coberto por um pano branco... Foi uma tarde triste... Muito triste!
Afinal, o garoto havia mergulhado logo depois do almoço. Será que congestão existe?

Por que gosto tanto de reticências... Por que? Acho que ao escrever, podemos deixar perguntas no ar. E as reticências representam isto, quero dizer... Perguntas. Perguntas? É tudo uma questão de momentos...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Greves e greves

Os trabalhadores sempre tiveram na greve a sua principal arma para reivindicações e exigências políticas. Está certo que a instituição do “pensamento único” e da oficialização da ideologia do “fim das ideologias”, a segunda tem sido pouco ou nada divulgada.
Não que inexista, mas a mídia do sistema não a noticia. Vejam bem, caros amigos leitores, toda greve sempre tem um fundo político. Mesmo quando são apenas reivindicativas em relação a aumentos salariais e semelhantes conquistas imediatas, o lado político está implícito, e, neste instante evidencia-se a luta de classes.
Estamos a viver, exatamente hoje (24/05/2010) um movimento dos rodoviários no Rio de Janeiro, cujos principais objetivos são: 15% de aumento real de salário, vale alimentação de R$ 150,00, retorno do pagamento de uniformes em dinheiro, fim imediato da dupla função com o retorno dos cobradores aos ônibus, a garantia de que os descontos por multas só ocorram após o julgamento do recurso administrativo do real infrator, plano de saúde para toda a categoria e a volta da data-base a partir de 1º de março.
Notem bem que, para alem de salários e benefícios diretos, há, como no caso da dupla função de motoristas como trocadores (grifada no texto acima) um forte fator social, pois esta medida gerou desemprego em massa e muito prejudicou os motorista, irreponsavelmente colocando em risco os próprios passageiros.
Alem de em última instância todas representarem conquistas importantes para os trabalhadores como o plano de saúde para todos.

domingo, 23 de maio de 2010

Domingueiras

Já totalizam 296 dias de censura ao Estadão. Para quem não se lembra, a censura ao jornal foi motivada por ação de Fernando Sarney, filho do senador, que sentiu-se “moralmente atingido” por matérias publicadas a respeito de suas ligações com a chamada “Operação Boi Barrica”, que investiga suspeitas de ilegalidades em movimentações financeiras feitas por empresas da sua família na campanha eleitoral de 2006 no Maranhão.
Enquanto isso, a pizza maranhense continua sendo servida em grande estilo a favor do clã Sarney... Quando é que isso vai mudar? Se é que algum dia mudará!

O cinema está realmente numa crise existencial profunda. Primeiro o excesso de computação torna os filmes estandartizados, quase que uns iguais aos outros. E agora, as trilhas sonoras. Claro que autores como Bernard Hermann, Henry Mancini ou Nino Rota tinham seus estilos característicos. No entanto até nisso a coisa está se embaralhando. Ao assistir “Alice” de Tim Burton, achei a trilha muito parecida com a de “O senhor dos anéis”. Ao chegar em casa e conferir levei um susto, pois a do filme de Burton é de autoria de Danny Elfman, enquanto a do “Senhor dos anéis” é de Howard Shore. Estranho!

A partir da análise das filosofias e correntes de pensamento que estão na origem do espírito “libertário”, Jean Préposiet apresenta-nos em “História do Anarquismo” um quadro histórico completo das correntes anarquistas (1).
Começa por traçar o percurso político e doutrinário dos fundadores --Proudhon, Bakunin (2) ou Malatesta--, analisa o papel desempenhado pelos anarquistas durante a revolução russa ou na guerra civil espanhola (3), e recorda os símbolos do movimento.
O livro está disponível na Livraria da Folha

A 1ª Vara Criminal Regional de Bangu, recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público contra um padre polonês, por crime de violência sexual praticado contra um ex-coroinha (à época com 16 anos), segundo informações divulgadas na ultima sexta-feira.
De acordo com a denúncia feita pela titular da 29ª Promotoria de Investigação Penal, no início do mês de março de 2007, na casa paroquial da Igreja Divino Espírito Santo, no bairro de Realengo, o padre constrangeu o jovem e utilizou algemas para cometer seus abusos.

(1) O movimento anarquista tem correntes muito variadas e até opostas entre si que vão do nihilismo ao anarco-sindicalismo. Para se entender um pouco de tendências tão diversas tem-se que aprofundar bastante os estudos.
(2) Bakunin e Prokotikin foram lideranças do anarquismo no século XIX que bateram de frente com Marx e Engels, principalmente à época da Comuna de Paris com relação a métodos organizacionais, filosóficos e ideológicos. Porem Marx já havia estabelecido anteriormente uma polêmica com Proudhon devido a divergências semelhantes.
(3) O anarquistas tiveram um papel importante na guerra civil espanhola, tendo, ao lado dos trotskistas do POUM (Partido Obrero de Unificación Marxista) assumido a oposição de esquerda a tendências oportunistas do Partido Comunista local.

sábado, 22 de maio de 2010

Minhas “pensatas”... Dos outros

“A palavra é o fenômeno ideológico por excelência. A realidade toda da palavra é absorvida por sua função de signo. A palavra não comporta nada que não esteja ligado a essa função, nada que não tenha sido gerado por ela. A palavra é o modo mais puro e sensível de relação social.”
Bakhtin, 1999, p. 36

“(...) pode-se compreender a palavra ‘diálogo’ num sentido amplo, isto é, não apenas como comunicação em voz alta, de pessoas colocadas face a face, mas toda comunicação verbal, de qualquer tipo que seja. O livro, isto é, o ato de fala impresso, constitui igualmente um elemento da comunicação verbal. Ele é objeto de discussões ativas sob a forma de diálogo e, além disso, é feito para ser apreendido de maneira ativa, para ser estudado a fundo, comentado e criticado (...)”
Bakhtin, 1999, p. 123

Mikhail Bakhtin (1895/1975), nascido em Orel, a sul de Moscou, cresceu entre Vínius e Odessa, cidades fronteiriças com grande variedade de línguas e culturas. Estudou Filosofia e Letras na Universidade de São Petersburgo, tendo vivido em Leningrado após a revolução de 1917. Entre os anos 24 e 29 conheceu os principais expoentes do Formalismo russo e publicou “Freudismo” (1927), “O método formal nos estudos literários” (1928) e “Marxismo e filosofia da linguagem” (1929), sendo esta última talvez a sua obra mais célebre. Foi perseguido e exilado por Stalin...

Para saber mais sobre Bakhtin:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Qualquer semelhança...

... não é mera coincidência.
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Publiquei no blogue “Casos da Propaganda”, mas achei que deveria fazê-lo aqui tambem, dada a gravidade da “mera coincidência”...
Neste caso, a imagem de um cartaz de Saul Bass, um dos maiores Diretores de Arte de Hollywood, em um filme bastante conhecido “Anatomy of a murder” (1958) de Otto Preminger, que muito embora tenha sido realizado há mais de 50 anos, é uma referência até os dias de hoje. Aliás, Bass (1920/96) ficou famoso pelas logomarcas e aberturas de filmes, pelos quais é considerando como um padrão dessa atividade; destacando-se para alem deste, filmes como “Um corpo que cai” (Vertigo), “Amor, sublime amor” (West side story), ou “A lista de Schindler” (Schindler’s list).
Agora surge este “Quincas berro d’água”. Nada contra o filme. Mas quem criou (ou copiou) esta programação visual? É muito igual... Igual demais!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ambições pessoais

Recebi de uma amiga um artigo do Joelmir Betting comentando ‘cositas’ sobre o Sr. da Silva. Segue a minha resposta a ela:
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O sr. da Silva. Ou o sr. "Apelido" da Silva, como costumo chamá-lo, irônicamente, é o presidente que mais viajou na história do Brasil.
Eu me lembro que quando era garoto, acusavam JK de viver pendurado no seu Viscount Presidencial, pra lá e pra cá nos céus do Brasil. Mas, pelo menos naqueles tempos, nos céus do Brasil.
Afora o excelente texto do brilhante Joelmir Betting, uma figura jornalística bem humorada e repleta de ironias, concordo com ele em gênero, número e grau quando refere que Mr. da Silva (tambem o chamo assim de quando em vez) não conseguiu ver nem ouvir o que se passava (ou se passa!) no Planalto porque não pára a 'bunda' numa cadeira do Palácio.
Considero o sr. da Silva o maior fenômeno político desde Vargas... que foi um ditador tipicamente americano dos anos 30/40/50 que usava o populismo como arma de aceitação política.
O sr. da Silva (ou Mr. da Silva) seguiu sua (de Vargas) fórmula demagógica dando "esmolas" para o pobres com suas "Bolsa Isso", "Bolsa Aquilo"... Uma maneira de, sendo o “Pai dos Coitados” tornar-se popular. E o pior é que conseguiu, como o outro, ou como Perón... Ou como Trujillo... Enfim o sr. da Silva conseguiu o que queria.
Agora, parte para outra de suas ambições, disputando a qualquer custo a indicação para Secretário-Geral da ONU. Mas como? Um sujeito que mal fala a sua lingua mater, quer se dedicar a um cargo em que tem que se comunicar com outros presidentes, com os quais, a princípio, teria que ser pelo menos em inglês?
Mas a sua ambição pessoal não tem limites. E vai fazer das tripas coração para conseguir seu sonho. Ele que veio, segundo suas próprias palavras de “uma mãe que nasceu analfabeta”. Durma-se com um barulho desses!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

“Comentas” de 2ª feira

Alguem me contou que Luciana Gimenez – costumo referir a ela como a bela que se torna feia ao abrir a boca – comentou em um de seus programas que Fernando Pessoa foi “o maior poeta brasileiro” (sic). A esta altura, Drummond brilhou como o Poeta Maior português... Acima a “Bela/Feia” fazendo uma de suas típicas caretinhas no seu programa de TV.

Notícia publicada na Folha, no dia 17 último relata que as seis capitais brasileiras que possuem metrô em operação transportam por dia, apenas 11% da população, em média.
De acordo com a notícia, o índice não é mais baixo porque São Paulo os puxa para cima, ao atender 30% dos paulistanos. Belo Horizonte, que começou a construir seu metrô em 1983, transporta apenas 6,9% da população. No Rio, a segunda capital mais populosa do país, 8,9%. O menor índice é o do metrô de Teresina, 1,6%. Além das quatro cidades Recife e Brasília operam o sistema.
O texto ainda destaca que os poucos metrôs do país colecionam casos de ilegalidade, lentidão, inoperância, erros e conflitos políticos que tornam a maioria deles ineficiente. Em Fortaleza e Salvador, as obras completaram dez anos, mas nenhum passageiro foi transportado. Os projetos foram paralisados por falta de verbas, auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) e disputas políticas.

Uma testemunha relatou ao grupo do governo que busca restos mortais de guerrilheiros no Araguaia que corpos foram desenterrados em uma área próxima a um antigo posto militar, possivelmente em 1996, em São Geraldo do Araguaia (PA). A informação, repassada pelo ex-guia Joaquim Cilora, 79 anos, é inédita. Até então se imaginava que, caso houvesse uma operação de limpeza dos cemitérios clandestinos da ditadura militar, ela não teria chegado ao município, onde são pouco conhecidas as versões sobre sepultamentos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Cilora trabalhou para os militares na década de 70 e confirmou que militares disfarçados desenterraram ossadas na região na segunda metade dos anos 90. Os corpos estariam em sepulturas próximas ao posto que as Forças Armadas instalaram no município para combater os guerrilheiros. O rio Araguaia separa São Geraldo de Xambioá (TO), onde são conhecidos os relatos de que houve uma operação de limpeza. Um dos corpos removidos em Xambioá teria sido o de Osvaldo da Costa, o Osvaldão. Morto em 1974, seu corpo teria sido enterrado na base militar.
(transcrito do Jornal do Brasil)

domingo, 16 de maio de 2010

Pensata de domingo... E de modismos

Estive a pensar em “modismos”... E, sempre que penso neste assunto eu me lembro do Veríssimo. Ele tem uma crônica publicada há muitos anos (bem antes de trabalhar no famigerado O Globo), creio que ainda no JB, que foca este negócio de seguir ou não seguir modismos.
A nossa geração pegou uma fase de mudanças muito fortes na moda que ficara praticamente estacionada entre os anos 1930/50. Era aquele paletó com gravata, lenço no bolso, chapéu na cabeça e corte Príncipe Danilo... No máximo um bigodinho fino, à Clark Gable. Mas quando surgiu o Rock’n Roll a coisa começou a ficar meio que diferente.
É aí que entra o tal pensamento do Luis Fernando que me chamou deveras a atenção. No tal artigo ele se referia a amigos que lá pelos 60 começaram a seguir um modismo muito doido que incluía, para alem das costeletas longuíssimas e bigodões esdrúxulos, o uso de camisas estampadas, calças boca-de-sino ou do tipo Saint-Tropéz, estas caidinhas, quase na bunda, algo à primeira vista com um jeito meio que “suspeito” mesmo.
O Veríssimo sustenta no artigo que resistiu bravamente à moda e ao modismo. Não adotou costeletões, nem bigodes. E tinha que encomendar as suas calças num alfaiate de Porto Alegre, pois não as encontrava mais nas lojas.
Mas o prêmio veio décadas depois, quando ele e os amigos iam rever fotos, e estavam todos os outros ridículos e ele, tal e qual sempre o foi... Palmas para o Veríssimo... Até porque eu tenho umas fotos com calças bocas-de-sino, que, aqui entre nós são tétricas. Ainda bem que nunca usei as tais das “Saint-Tropéz”...

sábado, 15 de maio de 2010

Nova exposição em Lisboa

Com o título de “Introspecções”, Saulo Silveira inaugura no próximo dia 19 (quarta feira) no Hotel Marriot/Lisboa uma exposição de seus quadros sob os auspícios da UM – Galeria de Arte Contemporânea.
Saulo, mineiro de nascimento, foi ilustrador publicitário aqui no Rio de Janeiro, onde tambem começou a pintar. Mudou-se para Portugal no início dos anos 1990, estabelecendo-se em Lisboa, ainda na área de ilustração publicitária, quando prestou serviços para as principais agências daquele país.
Porem, a pouco e pouco, a paixão pela pintura, o fez adentrar-se cada vez mais no mundo das artes plásticas através de um trabalho espontâneo dotado de cores fortes e traços inconfundivelmente rápidos e marcantes. Hoje, seu trabalho é reconhecido, para alem de Portugal, em vários países europeus, da Península Ibérica até Moscou.
Segundo as palavras de Vítor Escudeiro, da Academia Nacional de Belas-Artes e da Academia de Letras e Artes (ambas de Portugal): “(...) os seus quadros são disso mesmo vivo testemunho, palpitante manifesto de reconhecimento, gratidão, generosidade e afectos. Os seus afectos, as suas emoções, os seus sentidos, a sua dimensão de Homem Solitário, mas Solidário, fazem-no percorrer a sensualidade dos corpos e dos nus femininos, com calor tropical, com o mesmo à vontade com que mimetiza a Festa de Toiros, na sua interpretação do esplendor mediterrânico.”

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Os números não mentem

Em poucas e breves palavras: as tropas invasoras estadunidenses estão a sofrer cada vez maiores baixas no Afeganistão. No quadro acima pode se comprovar que o número de soldados tombados entre janeiro e 12 de maio deste ano já superou o total de perdas em 2007.

Fonte: i-casualties

terça-feira, 11 de maio de 2010

A mágica de “La vida es silbar”

O elenco é composto de Luis Alberto Garcia, Isabel Santos, Coralia Veloz, Rolando Brito, Claudia Rojas, Joan Manuel Reyes.
...
Bebê é uma menina de 18 anos que está feliz e não entende por que os outros, todos criados por uma mulher de nome Cuba, não o são. Em sua infância, Bebê assobiava ao invés de cantar. Em close, ela narra as histórias de Mariana, Julia e Elpidio, os três personagens centrais desta história ambientada em uma Havana belíssima em suas cores tropicais.
Mariana é uma jovem dançarina de balé que tenta obter o papel de Giselle. Faz uma promessa numa igreja de nunca mais dormir com qualquer homem para conseguir vencer um concurso que a capacite a viver o personagem sonhado. Ao se apaixonar por seu parceiro – tambem bailarino – cria para si um problema cujo conflito está entre suas crenças e o desejo.
Julia, cuja paixão é fazer o bem aos outros e aos animais tem uma vida feliz, até que um dia começa a sofrer desmaios estranhos ao ouvir determinada palavra. É indicada para procurar um psiquiatra. Ela hesita, mas o destino faz com que se encontrem, cara a cara. Se apaixonam, mas ela, extremamente reprimida resiste a se entregar.
Elpidio é um músico mulato jovem que foi abandonado por sua mãe (a tal, de nome Cuba) e pergunta sobre o seu futuro. Tem em seu quarto um manequim mascarado que supõe seja um ícone que representa su madre. Ao apaixonar-se por uma estadunidense, membro do Greenpeace, tambem ver alterarem-se valores de sua vida.
Na narrativa acima resume-se a trama de La vida es silbar (A vida é assobiar), um filme de 1998, direção de Fernando Perez a que pude assistir no domingo passado no Cine Ibermédia exibido pela TV Brasil, que tem divulgado o “nosso cinema/nuestro cinema”, tambem o sub título do programa.
O mais impressionante neste filme é a sua forte simbologia, a começar pelo nome da mãe adotiva dos personagens, desde a narradora aos outros. O sugestivo nome de Cuba é claramente simbólico. E toda a história gira em torno da “mãe pátria” e seus filhos. Sua força e os conflitos gerados por sua presença marcante.
A própria crítica ao sistema cubano faz-se de forma bastante sutil... Tanto que o próprio governo o financia através de órgãos oficiais, o que vem provar que naquela ilha do Caribe, a censura não é o que divulga a nossa mídia, esta sim, vendida às classes dominantes e seus interesses.
Tambem é impressionante a similitude de características, as quais nós, brasileiros, encontramos na cultura popular cubana, principalmente no tocante ao “sincretismo religioso”. E isto se deve ao fato de que os negros que vieram para ambos os países originavam-se de regiões semelhantes, coisa que não aconteceu com os que foram para os EUA ou a Jamaica, por exemplo. O fato é que isto nos identifica com a história e os símbolos expostos com uma grande facilidade.
Por outro lado, a fotografia é belíssima e surpreendente. As cenas finais que o digam, pois em uma mescla de por do sol e luz artificial um efeito mágico surpreende nosso olhos num clímax de exuberância policromática irretocável que nos convence que a vida deve ser tocada de forma leve e alegre, essencialmente mágica, sempre a assobiar.

domingo, 9 de maio de 2010

Domingo é dia

A TV Brasil (1) exibe hoje às 23h, o filme La vida es silbar, do cubano Fernando Pérez, um dos diretores mais importantes da geração de 1990 do cinema deste continente.
O filme foi rodado em Havana e é uma produção do Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematográfica (ICAIC), narra a história de três pessoas que não são felizes e se dividem entre o amor, o ódio, promessas, verdade e prejuízo.
Três personagens dos dias atuais devem escolher entre manter suas crenças e tradições ou libertarem-se delas para viver uma vida mais livre. A bailarina Mariana prometeu a deus se manter celibatária caso ela consiga o papel numa apresentação. Julia é uma trabalhadora que sempre desmaia ao ouvir uma palavra em especial. E o percussionista Elpídio foi abandonado pela mãe, coincidentemente chamada "Cuba".
O filme acumulou prêmios por todo o mundo, entre eles o Goya, promovido pela Academia de Cinema Espanhol.
La vida es silbar é mais um filme da série Cine Ibermedia, que reúne obras de países da América Latina, Espanha e Portugal. Os longas estão sendo exibidos simultâneamente nos canais de televisão pública dos 17 países envolvidos no projeto.
Mas desde março o Cine Ibermédia que tem sido exibido pela TV Brasil nos domingos às 23h com filmes alem da média, como Lugares comunes, ou Capitães de abril. Entre os destaques de maio está El mismo amor, la misma Illuvia, do argentino Juan José Campanella, o mesmo autor de O segredo dos seus olhos, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro este ano. No elenco estarão também os atores Ricardo Darín e Soledad Villamil.
Mas já assistimos neste verdadeiro Festival a Coronación, obra dirigida por Silvio Caiozzi e baseado no romance homônimo de José Donoso. Este filme chileno, é considerado o filme latino-americano com maior quantidade de prêmios recebidos na história do cinema. São 36 no total. Lançado em 2000, o longa-metragem conta a história de Dona Elisa de Ávalos (María Cánepa), uma mulher que vive os últimos dias de sua vida.
No último domingo, quem se ligou na TV Brasil e assistiu o Cine Ibermedia, teve o privilégio de ver La vendedora de rosas, um filme colombiano de excelente qualidade.
A TV Brasil nos presenteia esta maravilhosa série, que nos põe em contato com filmes produzidos em países da América Latina, Espanha e Portugal. Serão, no total, 52 filmes que divulgam a história, os costumes e a cultura dos povos ibero-americanos. Os longas serão exibidos simultaneamente nas TV’s públicas dos 17 países envolvidos no projeto. O primeiro filme foi Flores de outro mundo, uma obra espanhola de 1999, dirigida por Iciar Bollaín.
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(1) Favor não confundir com o Canal Brasil...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alguns prós e muitos contras

Outro dia fui pela primeira vez à estação General Osório. Até demorei, confesso, pois por falta de tempo disponível ainda não havia ido lá. Coisa rara, tendo em vista que já se passara cerca de um mês de sua inauguração. A questão é que sou um metromaníaco... Por achar o meio de transporte perfeito já andei em muitos metrôs. Aliás os de todas as cidades em que fui. No Brasil e em outros países.
E confesso que fiquei deslumbrado com a estação. Ampla, cheia de esteiras e escadas rolantes, Algo como a Arcoverde, só que de gosto mais apurado. Chamou-me atenção o fato de haver sinalização para banheiros, coisa que não existe na maioria delas. E, confesso que, por instantes, me "ufanei" da minha cidade. E pensei que agora com a Copa e as Olimpíadas tem que haver uma definitiva consolidação do metrô/Rio.
É fato que a “privatização” trouxe muitos problemas. Sou plenamente favorável a reencampar o sistema. Primeiro porque existe uma empresa “opportunista” (1) por detrás de tudo isto. Imaginar que (e de que forma) esta empresa renovou um contrato de concessão até além de 2030?! Isto não existe! Segundo porque houve um descaso quanto á ampliação da frota, que está aí, caquética, a circular desde 1979.
A inauguração da nova linha dois teria que ter aumentado o número de vagões para garantir um bom desempenho. Mas somente vão chegar em 2011. O resultado disso foi a redução de uma composição nos comboios e um intervalo muito grande entre os trens. Um desastre pela espera que supera os cinco minutos. E a estação Cidade Nova? Quando vai ser inaugurada? Também em 2011... Quer dizer: deixassem tudo para ser feito no ano que vem. Caramba, é preciso pensar tanto para concluir o óbvio.
Mas aí veem os interesses eleitoreiros, já que o Estado e a Prefeitura são quem realizam as obras. E estamos em 2010, ano de eleições. Não se esqueçam.

(1) A empresa é a Opportrans, e faz parte do Grupo Opportunity. De quem? Daniel Dantas. Procure no Google e tire suas conclusões.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Série Amarela – 2

O caso Aída Curi

Na noite de 14 de julho de 1958, Aída Curi, uma jovem de 23 anos, encontrava-se a caminhar pela Rua Miguel Lemos com uma coleguinha ao voltar da escola. Foi paquerada por dois rapazes de boa aparência. Um deles se chamava Ronaldo Guilherme de Souza Castro. O outro, Cássio Murilo Ferreira. Eles a convidaram para ouvir músicas no apartamento de um amigo, na Avenida Atlântica.
Como o amigo deles não se encontrava em seu apartamento, Cássio Murilo sugeriu que fossem para o terraço do prédio apreciar a vista de Copacabana à noite. Subiram com a moça para o terraço e começaram a tentar agarrá-la. Ela resistiu... Instantes depois, havia um corpo estendido na calçada da Avenida Atlântica.
Poucos dias após o início das investigações, a polícia, chegou aos dois jovens.
A população então começou a conhecer os personagens da tragédia e a realidade que os cercava.
Aída Curi foi apresentada como um doce e ingênua garota, muito religiosa (antiga aluna de um colégio de freiras), ótima aluna e que gostava de tocar piano.
Cássio Murilo foi apontado como o típico bad boy. Desocupado, já havia sido expulso de um colégio por tentar levantar saias das colegas.
De Ronaldo, se disse tudo sobre sua vida pregressa. De ter participado do roubo de um carro pertencente à Secretaria de Agricultura, E que fora expulso de vários colégios, acusado de agressões.
Em agosto, saiu o laudo pericial que indicava que a jovem teria sofrido torturas antes de ser subjugada.
Em fevereiro de 1959, iniciou-se o julgamento. A defesa de Ronaldo sustentava a tese de negativa de autoria, argumentando que Aída pulara do terraço. Após 32 horas daquele que foi considerado pela imprensa como “um dos mais dramáticos da história do Tribunal do Júri”, saiu a sentença: 37 anos para Ronaldo. Cássio, considerado até pelo juiz do caso como o verdadeiro assassino, não pode ser julgado por ser menor de idade.
O resultado causou verdadeira comoção no público presente à sala de julgamento e na multidão que esperava o veredicto nas imediações do fórum. O delírio foi quase que unânime.
A defesa apelou e um novo julgamento aconteceu no mês de março de 1959, demonstrava uma alteração nas expectativas da população. Em virtude do depoimento de uma testemunha (dona Lecy) e de diversas reportagens na imprensa que colocavam em dúvidas certezas antes estabelecidas, o comportamento da massa já não era tão agressivo.
O depoimento da perícia, ajudou Ronaldo. Pressionado pelo advogado de defesa, o perito teve que admitir que a marca no rosto dela poderia ter sido provocada por esmagamento do corpo contra a parede do prédio. Ele ainda afirmou que não podiam ser comprovadas as marcas de dentes nos seios da jovem, como anteriormente fora dito.
Ronaldo foi absolvido por seis votos contra um. Saiu da sala de julgamento sob aplausos do público, a maioria jovens quq passaram a tratá-lo como herói.
Como desfecho do caso Aída Curi, houve ainda um terceiro julgamento (por apelação da promotoria), cujo resultado pode ser entendido como um “meio termo” entre os dois anteriores. Ronaldo foi julgado por homicídio simples e tentativa de estupro, sendo condenando a uma pena de seis anos.
Cássio Murilo, por ser menor, foi encaminhado ao SAM (1), de onde saiu direto para prestar o serviço militar. Alguns anos depois, ele seria acusado de ter matado um vigia de automóveis, fugindo para o exterior até que a pena pelo assassinato fosse prescrita.

(1) Iniciais de “Sistema de Assistência ao Menor”, hoje substituído pela FEBEM.

domingo, 2 de maio de 2010

Pensatas de domingo

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Aparecer na novela das oito ajuda na venda de produtos mostrados, que passam a ser o sonho de consumo de muitos telespectadores. Os aparelhos usados para a reabilitação de Luciana (Alinne Moraes), por exemplo, estão no topo da lista. Entre os mais procurados encontram-se as cadeiras de roda e um adaptador para alimentação que Luciana usou junto com um garfo (foto).
A peça foi confeccionada pelo departamento de efeitos especiais da novela, baseado em um modelo da empresa Expansão, de São Paulo. “Produzimos esse instrumento há 20 anos, mas é incrível como aumentou a procura depois que apareceu na novela. É bem acessível, custa R$ 27, e a divulgação em ‘Viver a Vida’ é ótima para nós”, afirma Carmen Antonini, gerente comercial da Expansão.
É a força do mershandising nos tempos modernos.

Antigamente chamavam o Brasil de “Belíndia”, uma mistura de Bélgica com Índia. Mas dando um update, deve ser chamado de quê? A Índia melhorou bastante, e, mesmo mantendo a Bélgica como o lado rico do país, o outro está mais para Uganda (1). Seria Belanda? Ou Ugangica?
(1) Pensei nisto quando fui à Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro para pagar um imposto sobre doações, e simplesmente a lei existe desde 2005, mas o governo resolveu cobrar agora de toda a gente. Resultado: um tumulto digno de Sergio “Amim” Cabral. Eu me senti em Uganda. No dia seguinte fui tirar o meu Rio Card Sênior. Foto agendada, pontualidade... Coisa de Bélgica.

Abaixo a relação dos 10 líderes mais importantes do mundo, segundo a revista Times, encabeçada pelo Mr. da Silva:
1. Luiz Inácio Lula da Silva
2. J.T. Wang
3. Mike Mullen
4. Barack Obama
5. Ron Bloom
6. Yukio Hatoyama
7. Dominique Strauss-Kahn
8. Nancy Pelosi
9. Sarah Palin
10. Salam Fayyad
Para ver a lista completa clique aqui: