domingo, 12 de agosto de 2018

Pensatas de Domingo. E o “Febeapá”(1) continua


Um dia depois de ser anunciado como o candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão fez uma declaração infeliz na noite da última segunda-feira (6), na qual os seus alvos foram os negros e os indígenas.
"E o nosso Brasil? Ainda existe o famoso 'complexo de vira-lata' aqui no nosso país, infelizmente", disse. "(...) Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. E a malandragem. Que é é oriunda do africano", afirmou.
A declaração do general Mourão foi feita durante um evento em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, sob o contexto das condições de subdesenvolvimento do Brasil e da América Latina, em relação a outros países. "Então, esse é o nosso cadinho cultural", completou. 
Ao ter relacionado os negros à malandragem e os indígenas à indolência, Mourão foi acusado de racismo. Em sua defesa, porém, disse que seu comentário não foi racista, mas "muito pelo contrário". 
Além das críticas recebidas nas redes sociais, o comentário do general Mourão também foi alvo da reprovação por parte dos demais presidenciáveis. Afinal, pelo menos o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, e a candidata da Rede, Marina Silva, comentaram sua declaração. 
Boulos afirmou que Bolsonaro e Mourão são a junção do "preconceito" e a "estupidez". Marina, por sua vez, avaliou o comentário como preconceituoso e alertou: "Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial". 
Manuela D'Ávila disse que "o que o Brasil herdou, como demonstra a fala do general, foi um racismo abjeto, oriundo de mais de 300 anos de escravidão". 
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo , o candidato Jair Bolsonaro não quis comentar a declaração do seu vice. Pelo contrário, disse que isso é assunto exlusivamente de Mourão. "Ele que explique para vocês, se é que ele falou. Eu não tenho nada a ver com isso", afirmou.
A fala do vice de Bolsonaro lhe rendeu uma posição nos assuntos mais comentados do Twitter nesta terça-feira (7).

1. Febeapá: Festival de Besteiras que Assola o País é uma expressão criada por Stanislaw Ponte Preta (Sergio Porto)em 1966 no jornal Última Hora, que originou três livros criticando os militares no poder após o golpe de 1964.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O que faltou no debate da Band?


Numa semana em que tenho recordado o saudoso Pasquim, lembro que faltou o Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) do tambem saudoso -–“cuíca” insubstituível-- Stanislaw Ponte Preta... quando lembro das intervenções do ridículo cabo Daciolo (do partido Patriota), que nos faz pensar que até o Bolsonaro é de esquerda.
Mas faltaram tambem o Lula (ou o Haddad). E o João Goulart Filho, a Vera Lúcia, o José Maria Eymael, que pouco acrescentariam, mas, afinal por que não foram?
E faltou mesmo o mais importante: o debate propriamente dito! Ou um critério melhor para o debate, como o sorteio, por exemplo. Na verdade a mecânica utilizada apenas facilitou que os candidatos de centro alternassem entre si as perguntas e respostas... He He He, uma forma de botar pra escanteio Ciro Gomes e Boulos!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Recordando O Pasquim...

Conversando com Jorge Moreira, parceiro deste blogue hoje, mais cedo, lembramo-nos  do memorável jornal O Pasquim. Encontrei algumas capas que posto aqui:
  



domingo, 5 de agosto de 2018

Pensatas de Domingo. Um candidato de peso



Postei mais cedo a entrevista de Ciro Gomes(PDT), candidato à presidência da República neste ano de 2018.
É interessante conhecê-lo melhor, tendo em vista suas posições políticas e coerência através dos tempos.
Bom proveito!


Entrevista completa de Ciro Gomes para GloboNews