
O assunto é extremamente delicado para o exército que se “esforça” para ganhar a “confiança” da população afegã, em particular na província de Kandahar, principal concentração de Talebans, onde os fatos ocorreram.
A audiência tratou do caso do soldado Jeremy Morlock (1), de 22 anos, originário do Alasca. Ele lidera o grupo de militares acusados dos assassinatos. Outros sete soldados serão julgados por obstruir a investigação do caso. E também indiciados por ter surrado um de seus companheiros, para obstruir uma investigação sobre o consumo de haxixe.
As autoridades ainda acusam Michael Gagnon, outro militar, de ter conservado o crânio de um cadáver e um terceiro, Corey Moore, de ter esfaqueado um dos corpos, alem de vários soldados de tirar fotos de suas vítimas.
A publicação informou que a “brincadeira” dos soldados teria começado no último inverno, quando um afegão se aproximou de um soldado na localidade de La Mohammed Kalay. À medida que o homem se dirigia a eles, Morlock criou uma situação de tumulto para dar a impressão que estava sob ataque. Seus companheiros abriram fogo e mataram o afegão.
Segundo o jornal, as mortes em questão teriam sido cometidas puramente “por esporte” da parte de soldados alcoolizados e drogados.
Um caso macabro!
(1) Coincidentemente, os “Morlocks” são uma espécie degenerada da humanidade que no romance “A máquina do tempo” de H.G. Wells tornam-se antropófagos, vivendo no subsolo e devorando passivos humanos engordados por eles mesmos, que restaram a vagar pela superfície em um futuro bastante distante.