sábado, 15 de maio de 2010

Nova exposição em Lisboa

Com o título de “Introspecções”, Saulo Silveira inaugura no próximo dia 19 (quarta feira) no Hotel Marriot/Lisboa uma exposição de seus quadros sob os auspícios da UM – Galeria de Arte Contemporânea.
Saulo, mineiro de nascimento, foi ilustrador publicitário aqui no Rio de Janeiro, onde tambem começou a pintar. Mudou-se para Portugal no início dos anos 1990, estabelecendo-se em Lisboa, ainda na área de ilustração publicitária, quando prestou serviços para as principais agências daquele país.
Porem, a pouco e pouco, a paixão pela pintura, o fez adentrar-se cada vez mais no mundo das artes plásticas através de um trabalho espontâneo dotado de cores fortes e traços inconfundivelmente rápidos e marcantes. Hoje, seu trabalho é reconhecido, para alem de Portugal, em vários países europeus, da Península Ibérica até Moscou.
Segundo as palavras de Vítor Escudeiro, da Academia Nacional de Belas-Artes e da Academia de Letras e Artes (ambas de Portugal): “(...) os seus quadros são disso mesmo vivo testemunho, palpitante manifesto de reconhecimento, gratidão, generosidade e afectos. Os seus afectos, as suas emoções, os seus sentidos, a sua dimensão de Homem Solitário, mas Solidário, fazem-no percorrer a sensualidade dos corpos e dos nus femininos, com calor tropical, com o mesmo à vontade com que mimetiza a Festa de Toiros, na sua interpretação do esplendor mediterrânico.”

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Os números não mentem

Em poucas e breves palavras: as tropas invasoras estadunidenses estão a sofrer cada vez maiores baixas no Afeganistão. No quadro acima pode se comprovar que o número de soldados tombados entre janeiro e 12 de maio deste ano já superou o total de perdas em 2007.

Fonte: i-casualties

terça-feira, 11 de maio de 2010

A mágica de “La vida es silbar”

O elenco é composto de Luis Alberto Garcia, Isabel Santos, Coralia Veloz, Rolando Brito, Claudia Rojas, Joan Manuel Reyes.
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Bebê é uma menina de 18 anos que está feliz e não entende por que os outros, todos criados por uma mulher de nome Cuba, não o são. Em sua infância, Bebê assobiava ao invés de cantar. Em close, ela narra as histórias de Mariana, Julia e Elpidio, os três personagens centrais desta história ambientada em uma Havana belíssima em suas cores tropicais.
Mariana é uma jovem dançarina de balé que tenta obter o papel de Giselle. Faz uma promessa numa igreja de nunca mais dormir com qualquer homem para conseguir vencer um concurso que a capacite a viver o personagem sonhado. Ao se apaixonar por seu parceiro – tambem bailarino – cria para si um problema cujo conflito está entre suas crenças e o desejo.
Julia, cuja paixão é fazer o bem aos outros e aos animais tem uma vida feliz, até que um dia começa a sofrer desmaios estranhos ao ouvir determinada palavra. É indicada para procurar um psiquiatra. Ela hesita, mas o destino faz com que se encontrem, cara a cara. Se apaixonam, mas ela, extremamente reprimida resiste a se entregar.
Elpidio é um músico mulato jovem que foi abandonado por sua mãe (a tal, de nome Cuba) e pergunta sobre o seu futuro. Tem em seu quarto um manequim mascarado que supõe seja um ícone que representa su madre. Ao apaixonar-se por uma estadunidense, membro do Greenpeace, tambem ver alterarem-se valores de sua vida.
Na narrativa acima resume-se a trama de La vida es silbar (A vida é assobiar), um filme de 1998, direção de Fernando Perez a que pude assistir no domingo passado no Cine Ibermédia exibido pela TV Brasil, que tem divulgado o “nosso cinema/nuestro cinema”, tambem o sub título do programa.
O mais impressionante neste filme é a sua forte simbologia, a começar pelo nome da mãe adotiva dos personagens, desde a narradora aos outros. O sugestivo nome de Cuba é claramente simbólico. E toda a história gira em torno da “mãe pátria” e seus filhos. Sua força e os conflitos gerados por sua presença marcante.
A própria crítica ao sistema cubano faz-se de forma bastante sutil... Tanto que o próprio governo o financia através de órgãos oficiais, o que vem provar que naquela ilha do Caribe, a censura não é o que divulga a nossa mídia, esta sim, vendida às classes dominantes e seus interesses.
Tambem é impressionante a similitude de características, as quais nós, brasileiros, encontramos na cultura popular cubana, principalmente no tocante ao “sincretismo religioso”. E isto se deve ao fato de que os negros que vieram para ambos os países originavam-se de regiões semelhantes, coisa que não aconteceu com os que foram para os EUA ou a Jamaica, por exemplo. O fato é que isto nos identifica com a história e os símbolos expostos com uma grande facilidade.
Por outro lado, a fotografia é belíssima e surpreendente. As cenas finais que o digam, pois em uma mescla de por do sol e luz artificial um efeito mágico surpreende nosso olhos num clímax de exuberância policromática irretocável que nos convence que a vida deve ser tocada de forma leve e alegre, essencialmente mágica, sempre a assobiar.

domingo, 9 de maio de 2010

Domingo é dia

A TV Brasil (1) exibe hoje às 23h, o filme La vida es silbar, do cubano Fernando Pérez, um dos diretores mais importantes da geração de 1990 do cinema deste continente.
O filme foi rodado em Havana e é uma produção do Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematográfica (ICAIC), narra a história de três pessoas que não são felizes e se dividem entre o amor, o ódio, promessas, verdade e prejuízo.
Três personagens dos dias atuais devem escolher entre manter suas crenças e tradições ou libertarem-se delas para viver uma vida mais livre. A bailarina Mariana prometeu a deus se manter celibatária caso ela consiga o papel numa apresentação. Julia é uma trabalhadora que sempre desmaia ao ouvir uma palavra em especial. E o percussionista Elpídio foi abandonado pela mãe, coincidentemente chamada "Cuba".
O filme acumulou prêmios por todo o mundo, entre eles o Goya, promovido pela Academia de Cinema Espanhol.
La vida es silbar é mais um filme da série Cine Ibermedia, que reúne obras de países da América Latina, Espanha e Portugal. Os longas estão sendo exibidos simultâneamente nos canais de televisão pública dos 17 países envolvidos no projeto.
Mas desde março o Cine Ibermédia que tem sido exibido pela TV Brasil nos domingos às 23h com filmes alem da média, como Lugares comunes, ou Capitães de abril. Entre os destaques de maio está El mismo amor, la misma Illuvia, do argentino Juan José Campanella, o mesmo autor de O segredo dos seus olhos, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro este ano. No elenco estarão também os atores Ricardo Darín e Soledad Villamil.
Mas já assistimos neste verdadeiro Festival a Coronación, obra dirigida por Silvio Caiozzi e baseado no romance homônimo de José Donoso. Este filme chileno, é considerado o filme latino-americano com maior quantidade de prêmios recebidos na história do cinema. São 36 no total. Lançado em 2000, o longa-metragem conta a história de Dona Elisa de Ávalos (María Cánepa), uma mulher que vive os últimos dias de sua vida.
No último domingo, quem se ligou na TV Brasil e assistiu o Cine Ibermedia, teve o privilégio de ver La vendedora de rosas, um filme colombiano de excelente qualidade.
A TV Brasil nos presenteia esta maravilhosa série, que nos põe em contato com filmes produzidos em países da América Latina, Espanha e Portugal. Serão, no total, 52 filmes que divulgam a história, os costumes e a cultura dos povos ibero-americanos. Os longas serão exibidos simultaneamente nas TV’s públicas dos 17 países envolvidos no projeto. O primeiro filme foi Flores de outro mundo, uma obra espanhola de 1999, dirigida por Iciar Bollaín.
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(1) Favor não confundir com o Canal Brasil...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Alguns prós e muitos contras

Outro dia fui pela primeira vez à estação General Osório. Até demorei, confesso, pois por falta de tempo disponível ainda não havia ido lá. Coisa rara, tendo em vista que já se passara cerca de um mês de sua inauguração. A questão é que sou um metromaníaco... Por achar o meio de transporte perfeito já andei em muitos metrôs. Aliás os de todas as cidades em que fui. No Brasil e em outros países.
E confesso que fiquei deslumbrado com a estação. Ampla, cheia de esteiras e escadas rolantes, Algo como a Arcoverde, só que de gosto mais apurado. Chamou-me atenção o fato de haver sinalização para banheiros, coisa que não existe na maioria delas. E, confesso que, por instantes, me "ufanei" da minha cidade. E pensei que agora com a Copa e as Olimpíadas tem que haver uma definitiva consolidação do metrô/Rio.
É fato que a “privatização” trouxe muitos problemas. Sou plenamente favorável a reencampar o sistema. Primeiro porque existe uma empresa “opportunista” (1) por detrás de tudo isto. Imaginar que (e de que forma) esta empresa renovou um contrato de concessão até além de 2030?! Isto não existe! Segundo porque houve um descaso quanto á ampliação da frota, que está aí, caquética, a circular desde 1979.
A inauguração da nova linha dois teria que ter aumentado o número de vagões para garantir um bom desempenho. Mas somente vão chegar em 2011. O resultado disso foi a redução de uma composição nos comboios e um intervalo muito grande entre os trens. Um desastre pela espera que supera os cinco minutos. E a estação Cidade Nova? Quando vai ser inaugurada? Também em 2011... Quer dizer: deixassem tudo para ser feito no ano que vem. Caramba, é preciso pensar tanto para concluir o óbvio.
Mas aí veem os interesses eleitoreiros, já que o Estado e a Prefeitura são quem realizam as obras. E estamos em 2010, ano de eleições. Não se esqueçam.

(1) A empresa é a Opportrans, e faz parte do Grupo Opportunity. De quem? Daniel Dantas. Procure no Google e tire suas conclusões.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Série Amarela – 2

O caso Aída Curi

Na noite de 14 de julho de 1958, Aída Curi, uma jovem de 23 anos, encontrava-se a caminhar pela Rua Miguel Lemos com uma coleguinha ao voltar da escola. Foi paquerada por dois rapazes de boa aparência. Um deles se chamava Ronaldo Guilherme de Souza Castro. O outro, Cássio Murilo Ferreira. Eles a convidaram para ouvir músicas no apartamento de um amigo, na Avenida Atlântica.
Como o amigo deles não se encontrava em seu apartamento, Cássio Murilo sugeriu que fossem para o terraço do prédio apreciar a vista de Copacabana à noite. Subiram com a moça para o terraço e começaram a tentar agarrá-la. Ela resistiu... Instantes depois, havia um corpo estendido na calçada da Avenida Atlântica.
Poucos dias após o início das investigações, a polícia, chegou aos dois jovens.
A população então começou a conhecer os personagens da tragédia e a realidade que os cercava.
Aída Curi foi apresentada como um doce e ingênua garota, muito religiosa (antiga aluna de um colégio de freiras), ótima aluna e que gostava de tocar piano.
Cássio Murilo foi apontado como o típico bad boy. Desocupado, já havia sido expulso de um colégio por tentar levantar saias das colegas.
De Ronaldo, se disse tudo sobre sua vida pregressa. De ter participado do roubo de um carro pertencente à Secretaria de Agricultura, E que fora expulso de vários colégios, acusado de agressões.
Em agosto, saiu o laudo pericial que indicava que a jovem teria sofrido torturas antes de ser subjugada.
Em fevereiro de 1959, iniciou-se o julgamento. A defesa de Ronaldo sustentava a tese de negativa de autoria, argumentando que Aída pulara do terraço. Após 32 horas daquele que foi considerado pela imprensa como “um dos mais dramáticos da história do Tribunal do Júri”, saiu a sentença: 37 anos para Ronaldo. Cássio, considerado até pelo juiz do caso como o verdadeiro assassino, não pode ser julgado por ser menor de idade.
O resultado causou verdadeira comoção no público presente à sala de julgamento e na multidão que esperava o veredicto nas imediações do fórum. O delírio foi quase que unânime.
A defesa apelou e um novo julgamento aconteceu no mês de março de 1959, demonstrava uma alteração nas expectativas da população. Em virtude do depoimento de uma testemunha (dona Lecy) e de diversas reportagens na imprensa que colocavam em dúvidas certezas antes estabelecidas, o comportamento da massa já não era tão agressivo.
O depoimento da perícia, ajudou Ronaldo. Pressionado pelo advogado de defesa, o perito teve que admitir que a marca no rosto dela poderia ter sido provocada por esmagamento do corpo contra a parede do prédio. Ele ainda afirmou que não podiam ser comprovadas as marcas de dentes nos seios da jovem, como anteriormente fora dito.
Ronaldo foi absolvido por seis votos contra um. Saiu da sala de julgamento sob aplausos do público, a maioria jovens quq passaram a tratá-lo como herói.
Como desfecho do caso Aída Curi, houve ainda um terceiro julgamento (por apelação da promotoria), cujo resultado pode ser entendido como um “meio termo” entre os dois anteriores. Ronaldo foi julgado por homicídio simples e tentativa de estupro, sendo condenando a uma pena de seis anos.
Cássio Murilo, por ser menor, foi encaminhado ao SAM (1), de onde saiu direto para prestar o serviço militar. Alguns anos depois, ele seria acusado de ter matado um vigia de automóveis, fugindo para o exterior até que a pena pelo assassinato fosse prescrita.

(1) Iniciais de “Sistema de Assistência ao Menor”, hoje substituído pela FEBEM.

domingo, 2 de maio de 2010

Pensatas de domingo

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Aparecer na novela das oito ajuda na venda de produtos mostrados, que passam a ser o sonho de consumo de muitos telespectadores. Os aparelhos usados para a reabilitação de Luciana (Alinne Moraes), por exemplo, estão no topo da lista. Entre os mais procurados encontram-se as cadeiras de roda e um adaptador para alimentação que Luciana usou junto com um garfo (foto).
A peça foi confeccionada pelo departamento de efeitos especiais da novela, baseado em um modelo da empresa Expansão, de São Paulo. “Produzimos esse instrumento há 20 anos, mas é incrível como aumentou a procura depois que apareceu na novela. É bem acessível, custa R$ 27, e a divulgação em ‘Viver a Vida’ é ótima para nós”, afirma Carmen Antonini, gerente comercial da Expansão.
É a força do mershandising nos tempos modernos.

Antigamente chamavam o Brasil de “Belíndia”, uma mistura de Bélgica com Índia. Mas dando um update, deve ser chamado de quê? A Índia melhorou bastante, e, mesmo mantendo a Bélgica como o lado rico do país, o outro está mais para Uganda (1). Seria Belanda? Ou Ugangica?
(1) Pensei nisto quando fui à Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro para pagar um imposto sobre doações, e simplesmente a lei existe desde 2005, mas o governo resolveu cobrar agora de toda a gente. Resultado: um tumulto digno de Sergio “Amim” Cabral. Eu me senti em Uganda. No dia seguinte fui tirar o meu Rio Card Sênior. Foto agendada, pontualidade... Coisa de Bélgica.

Abaixo a relação dos 10 líderes mais importantes do mundo, segundo a revista Times, encabeçada pelo Mr. da Silva:
1. Luiz Inácio Lula da Silva
2. J.T. Wang
3. Mike Mullen
4. Barack Obama
5. Ron Bloom
6. Yukio Hatoyama
7. Dominique Strauss-Kahn
8. Nancy Pelosi
9. Sarah Palin
10. Salam Fayyad
Para ver a lista completa clique aqui: