domingo, 21 de outubro de 2018

Cantatas de Domingo. Pausa pra genialidade de Rita Lee


Reproduzo no post abaixo a música Baila Comigo de Rita Lee para tornar mais alegre o nosso domingo, porque, afinal ninguém é de ferro, ô meu! Chega de “Coiso” e outras baixarias eleitoreiras. Putz, merecemos uma pausa para curtição!

Rita Lee Jones, que nasceu no último dia de 1947 na capital paulista, é a filha mais nova do dentista Charles Fenley Jones, imigrante dos EUA, e de Romilda Padula Jones, filha de italianos. Seus pais tinham outras duas filhas: Mary Lee Jones e Virgínia Lee Jones. O Lee é um nome composto com que o pai quis registrar todas as filhas em homenagem ao general Robert E. Lee, do exército confederado na Guerra Civil dos Estados Unidos. Rita casou (1976), descasou e casou novamente com Roberto de Carvalho... também o seu principal parceiro musical. Tem três filhos, Beto (1977) João (1979) e Antônio (1981).

Cantora, compositora, multiinstrumental, atriz, escritora e ativista brasileira, Rita é conhecida como a “Rainha do Rock Brasileiro” e alcançou a impressionante marca de 55 milhões de discos vendidos. Rita Lee construiu uma carreira que começou com o Rock, mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a Psicodelia (durante os anos do Tropicalismo), o Pop Rock, Disco, New Age, a MPB, Bossa Nova e Eletrônica, criando uma grande variedade, pioneira entre gêneros internacionais e nacionais.

Rita Lee é uma das mulheres mais influentes do país, sendo referência para aqueles que vieram a usar guitarra a partir de meados dos anos 70, sobretudo as mulheres. Começou no grupo Os Mutantes (1968-1972) tendo integrado também o Tutti Frutti (1973-1978). Rita participou de importantes revoluções no mundo da música e da sociedade. Suas canções, em geral regadas com uma ironia ácida, tornaram-se onipresentes nas paradas de sucesso, sendo Ovelha Negra, Lança Perfume, Mania de Você, Baila Comigo, Banho de Espuma, Desculpe o Auê, Erva Venenosa, Amor e Sexo, Reza, Menino bonito, Flagra e Doce vampiro, entre outras, as mais populares.

O álbum Fruto Proibido (1975), lançado juntamente com a banda Tutti Frutti, é comumente visto como um marco fundamental na história do rock brasileiro, considerado por alguns como sua obra prima. Com uma carreira que alcançou os 50 anos, Rita Lee passou da inovação e do gueto musical do final dos anos 1960 e 1970 para as baladas românticas de muito sucesso nos anos 1980 e uma revolução musical, tendo se apresentado com inúmeros artistas que variam de Elis Regina, Milton Nascimento ou João Gilberto à banda Titãs.

Em 2000 Rita lançou o álbum 3001, que teve grandes sucessos como Erva Venenosa, Pagu e o sucesso radiofônico O Amor Em Pedaços. O show 3001 ganhou um especial de fim de ano na Rede Band de televisão. O show apresentou vários hits do novo CD e contou com as participações de Caetano Veloso, Paula Toller e Zélia Duncan. Considerado uma máquina do tempo músical, 3001, é nomeado como o Melhor Disco de Rock no Grammy Latino de 2001. Esse disco foi um dos mais importantes do rock brasileiro, tendo sido reconhecido no mundo. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira, onde Rita Lee ocupou o 15° lugar.

E viva Rita!

Nota ao pé da página: passei a curtir Rita Lee somente nos anos 1980, quando do seu sucesso com disco lançado na época. Isso porque o Rock’n Roll, para mim até então, era um ritmo musical alienante e comprometido com o sistema capitalista. E claro que independente de qualquer fator, sempre curti o seu charme, desde os tempos dos “Mutantes” com suas sardas e jeitinho meigo...


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