segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Papo de cachimbeiro

Este texto foi originalmente publicado em janeiro de 2007 no blogue “Pensatas”. Como até hoje o fabricante continua a insistir na adulteração do referido tabaco, achei por bem republicá-lo.

Hoje estava pensando o quanto estou “pau da vida” com a Wilder Finamore, para quem não sabe, a maior fabricante de fumos para cachimbo no Brasil, sediada em Juiz de Fora.
Primeiro porque, há coisa de um ano atrás, mandei um e-mail para eles fazendo uma queixa sobre um tabaco de nome Bulldog, que fabricam sob licença da Souza Cruz.
Bom, a Souza Cruz era quem distribuia este fumo no mercado. Mas, na verdade, esta é das mais antigas do Brasil. A sua origem era um fabricante de Petrópolis chamada Inducondor, que foi comprada pela British American Tobacco (leia-se Souza Cruz), na década de setenta.
A Souza Cruz manteve o Bulldog com o blend e o sabor original. Pelo menos isso. Já a Finamore adulterou completamente não só o paladar, como também a consistência do produto. Muito embora tenha mantido o texto na própria embalagem. Texto este que fala sobre a origem da referida mistura, e blá, blá, blá...
Mas, continuando a história. Como não me responderam o e-mail, mandei uma carta, com o mesmo texto e meu endereço para referência. Passado quase um ano, também não veio resposta alguma.
O pior é que Bulldog foi o primeiro tabaco que experimentei na vida. Eu tinha uns vinte e dois anos. Depois, parei de fumar cachimbo e voltei uns quinze anos depois, quando abandonei definitivamente o cigarro. Na época, o primeiro fumo que comprei também foi Bulldog. Está certo que na mesma ocasião adquirí um Tilbury (também da Souza Cruz) e um Irlandês, a marca mais tradicional da mesma citada Finamore.
Que fazer? Impossível fumar Bulldog, até porque a nova mistura ficou muito ruim.

12 comentários:

ieda disse...

É caso para que apeles para o Procon ou alguma outra entidade que regule a propaganda enganosa.

Anônimo disse...

Concordo com suas críticas a Finammore. Mas, vê se traz alguns papos de cachimbeiro (novos). Gosto muito dessa série.
Otávio

Jonga Olivieri disse...

Já pensei nisso.
Talvez seja uma solução.

Jonga Olivieri disse...

Sim, vou continuar os "Papos de cachimbeiro".
Aguarde...

jr disse...

Acho bom que continue com nocvos Papos de Cachimbeiro. Afinal é tradição deste blog.
E este caso do Buldog é criminoso mesmo. Aliás, não só você como os outros fumantes de cachimbo deveriam tomar providências.

maria disse...

Foi bom republicar esta postagem, pois eu ainda não havia lido.

Jonga Olivieri disse...

A tradição (ou o costume) será mantida. Aliás, isso já foi pedido.

Jonga Olivieri disse...

Bom, Maria Bonita, muito bom...

André Setaro disse...

O pouco tempo que fumei cachimbo, nos gloriosos anos de 60, ainda jovem, fumava o Bulldog com grande prazer. Era uma delícia o abrir do pacote para sentir logo o seu cheiro inebriante.

Jonga Olivieri disse...

Fumar Bulldog era prazeiroso realmente. Um crime, mas a Finamore adulterou completamente o seu sabor, a sua mistura fantástica.
Mas, o pior é que o texto da embalagem diz que um inglês, em Petrópolis e daí vai com um papo furado de dar raiva.
Olha que considero o Irland~es da própria fábrica um senhor fumo em aroma e qualidade.
Não se entende porque fizeram isso...

Silvino Silveira disse...

Ufa reencontrei o PENSATAS!

Mesmo não sendo fumante gosto do Papo de Cachimbeiro.

Meu protesto por não responderem nossas reclamações, mas isso não se restringe as empresas, os órgãos públicos também não aceitam nossas insatisfações.

Há cerca de dois anos fiz uma cartinha ao nosso órgão de trânsito, aqui em João Pessoa, a STtrans, pedindo uma coisa muito simples, reavivar uma faixa de pedestres e, colocar agentes para educar, nesse sentido, os condutores de veículos, até hoje não responderam, deram calado por resposta.

Um abraço

Silvino Silveira

Jonga Olivieri disse...

Caro Silvino. Para mim é sempre bom descobrir um novo leitor.
Como são poucas as pessoas que constantemente se comunicam no blogue, quando aparece mais um fico feliz de saber que estou acrescentando alguém à lista da meia dúzia de leitores.