sábado, 18 de outubro de 2008

Ainda sobre a Internacional Capitalista

Acrescentando dados a comentários feitos na postagem “A Internacional Capitalista”, as multinacionais, hoje, poderiam perfeitamente ser sediadas em algum lugar do Atlântico, ou qualquer outro oceano. A verdade é que nação passou a ser um empecilho para as suas ações. Em águas internacionais, elas seriam isentas de impostos e outras cargas que lhes atrapalham os lucros e os planos de expansão dos negócios.
Falando assim parece uma coisa absurda, ou o roteiro para um filme de ficção científica. Porém no Michaelis o seu significado traduz esta realidade: “adj (multi+nacional) que é do interesse de mais de uma nação.”
Em nossos tempos, o capitalismo “pós-moderno” pode escolher um local para se desenvolver, independente de necessitar daquele país para sobreviver. Se desejar, pode simplesmente fechar suas fábricas ali e reabrir em qualquer outro ponto do planeta que mais se lhe apeteça, sem que isso provoque qualquer tipo de ameaça à sua existência.
O conceito de nação, portanto, já não é mais uma razão fundamental para a sua existência. E a Internacional Capitalista é uma realidade. Seu objetivo é perdurar o sistema, enquanto nele houver condições de existir.

7 comentários:

frasão disse...

Isto é uma coisa muito louca. Parece mesmo um filme de ficção-científica.
Já pensou? Sedes em alto-mar!
Anselmo Frasão

gauchescas disse...

Um amigo meu sempre dizia que o grande capital internacional tinha este poder. O de se transferir para qualquer lugar no momento que fosse mais conveniente.
Mas não tenho dúvidas que a tese de transferência para águas internacionais seria para eles o crime perfeito.

Jonga Olivieri disse...

Frasão,quanto menos pagarem pela exploração melhor, não é mesmo?
Como disse muito bem a gaúcha: o crime perfeito!

jr disse...

Essas empresas estariam sediadas em construções do tipo das plataformas de petróleo? Não consigo imaginar de outra forma.

Jonga Olivieri disse...

Agora você me pegou, JR.
Não posso imaginar como seria o projeto de uma abstração dessas, até porque é algo simbólico.
Na verdade, quando se fala em alto mar, é para representar o fato de não ter uma bandeira. Ou melhor até, se tiver é aquela dos piratas com a caveirinha hehehe!
Poderia ser também numa estação orbital.

maria disse...

Gosto demais de capitalismo pós-moderno.
Tem mesmo a ver com o tão anunciado fim da história e também com essa arquitetura (de péssimo gosto) que chamam de pós-moderna.
Acho que o JR não conseguiu mas acho que euzinha aqui consigo ver perfeitamente como fica um prédio neste estilo no meio do mar.

Jonga Olivieri disse...

Muito boa essa, Mary. Afinal, arquiteta é arquiteta, e ponto final!